Anne Ferreira - Protagonismo da Mulher #13
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Chapitres
Répartition du ton (temps de parole politique)
Propositif 76 %Défensif 13 %
Questions et réponses
Taux de réponse directe : 100 % (directe = 1, partielle = 0,5, éludée = 0)
- 4:38OuverteRéponse directe
Quem é a Anne Ferreira Costa?
- 17:28RelanceRéponse directe
Qual foi a sua maior dificuldade ao assumir o negócio?
- 19:11RelanceRéponse directe
Como foi essa transição de assumir a loja?
- 24:40OuverteRéponse directe
Nesse tempo de seis anos, você não se metia na loja em nada?
- 24:50OuverteRéponse directe
E a parte dos fornecedores? Imagina para você.
- 29:23RelanceRéponse directe
Como foi essa transição de sair da psicologia e assumir só a loja?
Affirmations vérifiables (citations exactes)
- 5:05Invité politiqueFait
« Sou psicóloga, sempre trabalhei na minha área, atuei por muitos anos na minha área. »
- 5:47Invité politiqueFait
« Eu costumo dizer que eu passei a empreender por amor ao meu pai. »
- 5:51Invité politiqueChiffre
« Era uma loja do meu pai, que já existe há 39 anos no mercado. »
- 5:59Invité politiqueFait
« Meu pai era pioneiro nessa área, na região norte. »
- 7:58Invité politiqueFait
« Minha mãe me ligou, chorando, Anny, seu irmão quer fechar a loja e seu pai lutou muito. »
- 8:51Invité politiqueChiffre
« Tenho seis anos que eu assumi a loja. »
- 12:04Invité politiqueFait
« Desde a época da escola, eu inventava alguma coisa para vender. »
- 13:09Invité politiqueFait
« Eu sou exatamente igual ao meu pai. »
- 17:10Invité politiqueFait
« A minha experiência hoje no meu negócio é difícil. »
- 18:07Invité politiqueFait
« Ela disse, ela não sabe de nada. Ela é incompetente. »
- 24:27Invité politiqueChiffre
« Meu pai faleceu em 2010. »
- 29:25Invité politiqueFait
« Quando eu assumi a loja, alguns meses depois eu engravidei do meu segundo filho. »
- 35:31Invité politiquePromesse
« Em seis meses, eu reergui a loja. »
- 35:33Invité politiqueChiffre
« A loja faturava, quando eu assumi, tinha dias que faturava R$ 350, R$ 400, R$ 500. »
- 43:29Invité politiqueFait
« Hoje é um dos meus melhores clientes. »
- 45:28Invité politiqueFait
« A mulher realmente é mais sensível. A mulher tem uma sensibilidade aflorada. »
- 51:54Invité politiqueFait
« Recusou de me vender, porque minha loja era pequena. »
- 51:58Invité politiqueFait
« Recusou de me vender, porque eu era mulher. »
- 55:35Invité politiquePromesse
« Com um ano, eu consegui comprar um caminhão. »
- 1:09:55Invité politiqueFait
« o empresário pagar um valor tão alto por uma fachada »
- 1:12:04Invité politiqueChiffre
« Às vezes, a gente faz 50, 60, depende da época »
- 1:12:11Invité politiqueFait
« Quando é que você vai visitar 86 empresas no amanhã? »
- 1:15:15Invité politiqueChiffre
« Porque é um movimento que é sem fins lucrativos. Não tem dinheiro. A mensalidade era 50 reais. »
- 1:19:45Invité politiqueFait
« graças a Deus, esse período foi o período que eu mais vendi »
Temps de parole
- Anne Ferreira57 %
- Présentateur19 %
- ?12 %
- Locuteur 39 %
- Locuteur 23 %
≈ 68,2 interruptions / 10 min (chevauchements et interjections détectés).
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Olá,
olá, boa noite. Estamos de volta aqui com o nosso podcast No Palco. E é isso, segunda-feira, toda segunda-feira, à partir das 18h30. Estamos aqui, eu, Diego da Costa, Hugo Exoggi, que de laranja está vestido Tiago da Sucesso. Hugo Exoggi e Rafael Fotz. Gostou, Hugo? E
um abraço para o Rafael Galvão, meu grande amigo também. Hoje vai ser bem
legal.
Eu
tenho aqui um bate-papo interessantíssimo falando sobre protagonismo feminino, a primeira mulher a participar do nosso
podcast.
Podcast número 13. O número zagalo que gosta de ser número aí. Número 13, programa número 13. E vamos aos nossos patrocinadores, nossos apoiadores aí. O primeiro apoiador é o Valor,
não
é isso? Valor? Aí está o joinha, eu espero o joinha lá. Então, Valor Imobiliário. Mandar um abraço para o Haroldo Franca, grande amigo, um empreendedor de sucesso aqui em Sergipe, em Aracaju. E a Valor Imobiliário tem realmente uma série de produtos. Além de vender imóveis, além de alugar imóveis, ele tem lá o Cred Prime Bank, ele tem um banco
dentro
da imobiliária. Então, muito bacana o projeto. E os corretores também aí têm várias parcerias. Eu vejo até o esposo da Anne, o Lincoln, falando muito com o Haroldo, tem parcerias aí. É muito bacana. O Haroldo sempre aberto a parcerias, é um homem de bem. E nos apoia aqui no podcast, no palco. Próximo patrocinador aí, nosso apoiador, o Homework. É isso? Homework, escritório virtual. Homework. Lá você pode colocar o seu endereço fiscal. Salas também, para você alugar, para reuniões. O Ed Sergipe pode fazer uma reunião lá no Homework, viu, Anne? Levar o Ed Sergipe Mulher também lá para conhecer. E você, no QR Code, aí você vai encontrar o contato do Sidney e trocar uma ideia com ele.
Lá tem apoio aí, como é
que
chama? Lá tem... De grátis, né? De
grátis? Não, de graça.
O
endereço fiscal. O endereço fiscal. Três primeiros meses. De grátis, de
graça, o endereço
fiscal. Três meses. Três
primeiros meses,
né?
Tem que conhecer como é a proposta do Sidney lá, do endereço fiscal.
E o próximo, o Odisseg. O Odisseg, que tem planos aí sensacionais, plano de saúde, seguro de vida, tudo que você precisa para encontrar, para a sua vida ficar melhor aí, para você segurar tanto o seu veículo, seu plano de saúde, plano de vida. Procura lá na Odisseg, clica aqui no QR Code também e você vai encontrar. E chega de fazer franchising aqui, chega de patrocínio. Um abraço para os apoiadores e patrocinadores. E vamos direto ao ponto, vamos direto ao ponto, trocar uma ideia aqui com a Anne Ferreira Costa, ela que
é
a primeira mulher que participa aqui do nosso podcast.
E
aqui, Anne, a gente começa assim, pedindo para que você faça a sua apresentação, né? Quem é a Anne Ferreira Costa? Fica
à vontade. Que responsabilidade, hein? Boa noite. Fica à vontade. A primeira está aqui no programa de vocês. Isso,
bacana.
Seja bem-vinda, seja bem
-vinda. Primeiro, agradecer a oportunidade de estar aqui. Eu sou a Anne Ferreira Costa,
sou
mãe, sou filha, sou esposa. Tenho dois filhos lindos, que são
a
minha inspiração de vida.
É
o que dá gás, né? Para continuar na luta aí de área.
Sou
psicóloga, sempre trabalhei na minha área, atuei por muitos anos na minha área. Inclusive, eu trabalhei na área prisional.
Desde
quando eu comecei a estagiar na minha área, sempre fui nessa área prisional. Comecei em manicômio judiciário, passei um tempinho no presídio feminino,
e
depois que eu me formei, fui para o presídio masculino, o do Santa Maria. E eu amo minha profissão, amo minha área, sempre estou atuando, porque a psicologia não sai da gente, a gente atua o tempo inteiro, mesmo sem estar atendendo.
E
hoje eu empreendo, eu costumo dizer que eu passei a empreender por amor ao meu pai.
Hoje
eu atuo na área de material de construção,
era
uma loja do meu pai, que já existe há 39 anos no mercado. Meu pai era pioneiro nessa área, na região norte.
E
eu nunca trabalhei com ele, nunca atuei, sempre segui a minha área da psicologia.
Só
que aí eu sou a filha única mais nova, tenho mais três irmãos homens, mais velhos que eu.
E
o mais velho assumiu, depois que meu pai faleceu,
só
que todos os três trabalhavam com meu pai, sempre trabalharam com meu pai, e eu nunca trabalhei, sempre seguia a minha área. E aí, quando eu me formei, arrumei meus empregos, meus irmãos continuaram trabalhando com ele. E aí, quando meu pai faleceu, o mais velho assumiu, por seis anos.
E
aí, depois de seis anos, ele desgostou do ramo, não queria mais continuar e decidiu mudar de segmento.
E
aí, para não fechar a loja, que minha mãe é professora aposentada, e sempre acompanhou a luta do meu pai. E, na época, 39 anos atrás,
era
difícil você começar um negócio. E, para se manter por esse tempo, é mais difícil ainda. Então, fechar, ela não conseguia aceitar isso, que meu irmão queria fechar, acabar de vez com a loja. E aí, ela disse, o seu pai sofreu tanto, o seu pai lutou tanto, hoje vocês são o que são, consegui botar em escola particular, consegui pagar a faculdade, graças à luta do seu pai, e à minha luta.
Então,
não tem por que fechar.
E
aí, meu irmão disse, não, não dá certo, vamos fechar, vamos fechar. E ela disse, não, não tem como fechar. Aí, chamou o meu irmão mais velho, já tinha desistido, aí, chamou do meio, disse, não, não quero.
E
chamou o mais novo dos homens, também não quero.
E
aí,
ela
não sabia o que fazer.
E
é esse um dos pontos que a gente vai falar no nosso bate-papo sobre o protagonismo da mulher. Porque, até a minha família não acreditava que eu podia assumir o negócio.
Eu
fui a última, na verdade, eu nem fui a última, eu que me ofereci.
Interessante. Não era nem opção. Não era nem
opção, né?
Eu nem fui
convidada. Aí, minha mãe me ligou, chorando, Anny, seu irmão quer fechar a loja e seu pai lutou muito. Eu disse, minha mãe fechar a loja? A senhora sabe o que é fechar?
Um
negócio de mais de 30 anos não existe. Hoje em dia, meu pai é o pioneiro, o enterro do meu pai parecia uma festa.
Porque
meu pai era muito querido na região norte.
Então, eu
disse à minha mãe, como é que vai fechar um negócio assim? Não pode. Hoje, para você começar, é difícil, manter é difícil, imagina você fazer um nome de 30 anos.
Ela,
não, mas não tem quem tome conta, seus irmãos não querem, se ninguém quer, pois, eu vou chegar aí agora, que eu vou assumir a loja. E eu trabalhava no presídio ainda nessa época.
E
aí, eu saí, eu já tinha a locadora com meu marido, e eu saí, estava no Detran, disse, eu larguei tudo, se eu vou conversar com minha mãe agora, eu liguei para a Lincoln, disse, vou deixar tudo aqui,
eu
venho depois, mas eu tenho que resolver o negócio. Aí, fui para a casa da minha mãe. Cheguei lá, ela chorando, disse, minha mãe, eu vou assumir.
Isso tem quanto tempo?
Tenho seis anos que eu assumi a loja. Seis anos.
E
aí, ela disse, Anny, você tem seu emprego. Eu ganhava realmente muito bem no meu emprego. Eu tinha horários muito flexíveis,
eu
tinha uma carga horária bem reduzida,
e
ela disse, se você tem seu emprego, você vai se metendo e sair para quê? Eu disse, não, eu não vou deixar fechar.
O
que não pode é fechar. Sabe por quê? Porque meu pai sempre foi um nome aqui na região. A área de material de construção, meu pai era muito conhecido.
Meu
pai deixou uma história, deixou um legado. Hoje, eu sou o que eu sou graças a ele, graças a senhora. Então, não tem por que fechar. Ela disse, mas você nunca trabalhou, você não sabe vender nada, isso não importa.
Eu vou assumir,
eu vou aprender.
E
aí, eu me joguei, né? Só que começa todo um processo, né? De mudança na vida, enfrentar desafios, enfrentar a família, sabe? É muito obstáculo que aparece até eu conseguir realmente me estabilizar
no
negócio.
Então,
assim, eu venho de uma família, meus pais sempre tiveram uma condição boa, mas não eram as melhores condições. Mas sempre deu de tudo. A mim e os meus irmãos vêm da região norte, a região, hoje em dia, ainda é muito discriminada, a região norte. Infelizmente, é.
Eu
sei, porque eu escuto isso hoje em dia ainda. Muitas pessoas que querem comprar comigo dizem que não vão na minha loja porque na região norte é perigosa.
Então,
são várias barreiras que...
Traduza região norte para a gente entender onde é que fica.
Região
norte no Siqueira Campos. Siqueira, vizinho ao centro, perto da saída da cidade.
É
um comércio grande. É como se fosse um centro a região
norte. O Siqueira é
muito forte. O
comércio
é muito forte.
Depois do centro da cidade, Aracaju,
eu
acho que o Siqueira Campos.
Sim, é o
Siqueira.
Sim, é o
Siqueira.
É
legal, Anny. E na ordem dos irmãos, você tinha o mais velho, você falou o mais novo dos homens.
Dos homens. Mas eu ainda
sou a mais nova.
Ah, vocês são quantos irmãos?
Três
homens. Três
homens.
Eu sou a mais nova de
todos. E eles hoje já estão
com que segmento? Eles não quiseram o que tomava conta. Ele quis sair para tomar outro
destino. É, aqui o restaurante.
Entendi. Está
indo bem? Está indo bem. Está indo bem. Está indo bem. Está indo bem.
Eu
acho
que
ele se encontrou. Não se arrependeu não de ter largado. Está bem, está
bem. Que bom, porque às vezes acontece isso.
Estava
escrito que ela teria que mostrar que teria que empreender ele
para virar
uma referência. Realmente. Mas
ela já era empreendedora. Ela já empreende com o
marido, na parte de locação. Mas a diferença
é a área. Você vê uma
mulher
empreender na área
da construção, material
de construção,
não é o normal. É difícil. Eu imagino
que não é fácil.
Vamos esperar
ela acabar de se apresentar. Está perdido.
Vamos lá. No ano. Com vontade.
Bom, então, aí já falei da minha família um pouquinho,
já
falei do meu início da formação e aí foi quando eu entrei nesse mundo do empreendedorismo. Há seis anos atrás. Há seis anos atrás. Mas eu sempre tive essa veia de empreender.
Porque
desde a época da escola, eu inventava alguma coisa para vender.
Legal.
Eu
inventava chiclete, comprava bala e vendia na sala, eu fazia chocolate, fazia brigadeiro.
Na
faculdade, a mesma coisa.
E
eu nunca tive vergonha disso. Assim, meus pais sempre tiveram condições, não faltava nada para mim, para os meus irmãos. Mas eu sempre quis ter minhas coisas.
E
aí eu inventava alguma coisa. Se eu fosse no centro, eu ia numa loja de bijuteria, comprava um monte de bijuteria e saia vendendo
na
faculdade, aonde eu ia, ia para a loja do meu pai, vendia ao pessoal na loja. Então, eu sempre tive essa veia. Mas eu nunca achei que eu fosse empreender no negócio do meu pai. Realmente,
eu
nunca imaginei.
E
até porque eu nunca trabalhei lá. Eu não sabia vender um prego. Eu não sabia nada. Eu não sabia o que era um metro de areia. Eu não sabia quanto pesava um saco de cimento. Eu não sabia nada, nada, nada, nada.
Eu
não sabia os tipos de brita.
E
hoje já sei.
Mas
isso por quê? Porque eu decidi, né? Eu acredito que também estava escrito, eu acho que Deus tinha esse propósito,
que
eu sou exatamente igual ao meu pai.
Só
que eu não enxergava isso. E hoje, eu consegui recuperar todos os clientes do meu pai, porque o pessoal me vê exatamente como ele. Que
legal.
O
pessoal diz que eu tenho o mesmo jeito de atender. Que eu não tenho... Eu não tenho,
assim,
frescura para falar. O pedreiro chega lá e está todo sujo. Aí eu falo comigo, pego na minha mão. Eles não querem pegar. Mas pego
na
minha mão. Eu abraço meus clientes. Então, assim, eu não tenho isso. Eu não tenho essa distinção, porque é um cliente de potencial ou é um pedreiro? Eu não tenho isso. Então, isso tudo, as pessoas conseguem enxergar em mim. Porque meu pai era exatamente assim.
Legal,
legal. Bacana, bacana.
E
você é sergipana, aracajoana mesmo?
Sergipana, nada. Eu sou Ed Sergipe. Ed Sergipe.
Daqui a pouco, vamos
falar um pouquinho sobre o movimento Ed
Sergipe. Claro, mas tem
que falar do
movimento. Aproveitar
e mandar um abraço para ele. Tem um perfil aqui, Academia e Desenvolvimento Educacional. Tem um perfil aqui no...
Está
no YouTube, mandou um abraço para você grande. A Aine
Ferreira Costa.
Grande Zago também, grande Sérgio Zago.
Zago, Zago é parceirão, muito querido. Sérgio é muito boa demais, eu conheço, eu conheço ele.
Iara Bertão
também mandou um abraço. Iara, minha amiga querida, minha parceira
da Aine Sergipe Mulher. Legal, show de bola.
E
aí, o pessoal faz a inscrição no canal, o pessoal
ativa o sininho. Bora, galera, se inscreva aí. Estamos em 390. Dá um total de isso. Faço perguntas. Manda perguntas aí para a gente.
Falta
pouco
para a meta do Hugo lá dos 400. Só que ele não foi na
padaria, se você levantou, se você não falou ali. Mas eu trabalho forte.
Não, Hugo, vai, pega o celular do povo,
se inscreve aí. Escreve. É, tá certo. Eu não sei o que é isso, mas eu faço para você. Você vai lá e
escreve. E o detalhe é
que,
às vezes, eu pego e tenho inscrita. Eu já falei já. Então, para mim, está funcionando. Porque ruim é quando o cara... Não, eu já me inscrevi. Mas foi o que pedi. Não, foi o Diego. Então, não sou eu só que faço. Então, não sou eu só que faço. E, garçando
que
o Hugo fala que não é empreendedor, mas toda semana ele faz. Galera, meta. Meta
de seguidores. Meta de engajamento. Isso é empreender. É, totalmente. É
empreender. Exatamente. Muito legal. Ô, Anny, queria que você falasse um pouquinho mais dessa questão do mundo dos negócios, da sua participação nesse universo. E também já vai entrar nessa área da participação da mulher também. Fique à vontade para... Porque eu penso assim, a mulher, ela realmente ganhou um espaço muito grande na sociedade. A gente tem visto aí, inclusive, mais à frente,
a
gente falou que nos bastidores o Hugo vai abordar esse tema da mulher na política também, que eu acho que vale a pena incentivar, não só nas questões de uma cota, por exemplo. Eu acho que não tem essa necessidade, muitas vezes. Mas me fala um pouco sobre essa questão aí do mundo dos negócios, a sua participação de outras mulheres sem ter visto. Eu sei também que, eu vou adiantar, você vai falar também sobre isso, tem o Ed Sergipe Mulher também. Fala um pouco sobre o Ed Sergipe. Pode falar mais sobre os seus empreendimentos também. Fique à vontade. E pode dar o arroba do empreendimento.
Pode. Ah, o filho da arroba é comigo. Pode falar. Não se incomode. Se
estiver
falando de
alguma amiga, que alguma empresa é alguma amiga, pode falar que a gente está aqui aberto.
Tranquilo. Porque às vezes a
pessoa não dá o arroba. Ah, não, fulano do Ed Sergipe, que é associado, pode falar e fique tranquilo que aqui a
gente
está aberto.
Dá os
méritos.
Dá os
méritos.
Isso é empreender, né?
É
ajudar.
Empreender não é
só você faturar. É ajudar.
Sim.
Acima
de tudo, é
ajudar.
E falando um pouquinho do mundo do empreendedorismo feminino, ser mulher não é fácil. É muito difícil. A gente enfrenta muitas barreiras. Muitas portas se fecham. Existe muita discriminação ainda. Mas eu costumo dizer que eu falo por mim. Eu não tenho muito tempo a perder com essas coisas, porque eu quero faturar, eu quero me conectar com outras pessoas.
Então,
assim, a mulher hoje tem esse papel importante na sociedade, mas ainda tem muita coisa para ser feita.
Ainda
tem muita água aí para rolar que a mulher tem que enfrentar. Porque não é fácil. A minha experiência hoje no meu negócio
é
difícil. Nunca atuei nessa área de material de construção. E quando eu vou atuar, uma mulher, filha mais nova, que nunca trabalhou nessa área, eu realmente senti muito no início.
Qual
foi a sua maior dificuldade? O
que
foi que, assim, quando você parou, entrou o primeiro dia, qual foi isso aqui? Como é que eu vou vencer isso aqui? Qual foi o maior obstáculo?
A transição, né?
A transição,
é. A transição de bastão de seu irmão para você, né?
Então, primeiro que essa transição, ele não queria que acontecesse. Já
começou uma
barreira interna familiar até da passagem.
Realmente, assim, essa minha decisão de assumir afetou muito a minha família. Quebrou muitos laços. Por quê? Porque a primeira discriminação veio dele. Que ele não acreditava. Ela disse, ela não sabe de nada. Ela é incompetente.
Ela
nunca trabalhou aqui. Você acha que uma psicóloga vai saber fazer alguma coisa?
Mas
você atribuísse o fato de você ser mulher ou porque...
Eu acho que é machismo.
Machismo. É
um machismo cultural. Eu acho que é...
É não acreditar na minha capacidade como irmã.
Sim.
Porque eu acho que, assim, é meu irmão. Se ele disser, eu quero arriscar nisso. Rapaz, vá. Se jogue. Se der errado,
é a gente. Mas o
interesse dele seria o quê? Ele queria passar o ponto? Ele
queria acabar. Acabar mesmo. Ele queria
acabar com a loja.
Com
todo o legado que meu pai construiu por anos.
Entendi.
Então, essa foi uma das principais
barreiras.
Aí, depois,
as
outras. Ele falou uma das, tem muitas.
Ou
seja,
em resumo, não teve ajuda dele que estava de frente. Não teve transição, né? Não teve. Você teve que, realmente...
Não teve que
chegar assim com o pé.
Então,
vamos para a segunda. Quando você chegou com o pé,
fez o quê? Que você, de fato, entrou e viu. E agora? É
resistente. Por onde
eu começo?
Por onde vai?
Como é que foi
essa...
Primeira coisa que eu pensei. Se eu decidir,
eu
vou enfrentar.
Sim.
E a primeira coisa também que eu botei na minha cabeça. Não tenha vergonha do que você não sabe.
Porque
todo mundo está aqui, no mundo, na vida, na terra, para aprender. Sim. E eu nunca... A gente não nasce sabendo. A gente vai aprendendo com o tempo, com a escola, com as pessoas que a gente convive.
Sim.
E eu decidi que eu não ia ter vergonha disso.
Mas
uma das coisas positivas nesse processo todo é que o meu gerente
sempre
esteve com meu pai. Desde quando meu pai levantou a primeira porta. Ele
está lá.
Caraca.
Ele
está há 39 anos.
Então,
foi ele que ensinou ela. O tipo de brita, areia...
Eu sou
muito grato a ele. Hoje, eu acredito que realmente só está dando certo por conta dele.
Da ajuda
dele.
Qual é o nome dele?
É Sinho. Chama de... É Clécio, mas chama de Sinho,
né?
Sinho. Ele
tem vários abelidos. Olha que interessante.
Porque, assim, é um cara que... Se ele trabalhar há 39 anos, ele tem quanto de idade, mais ou menos?
Só
para...
Ele?
É.
Ele está com
55... Eita, que é pecado.
É um patrimônio
histórico
da...
Vamos supor. Vamos supor. Mais de 50 anos. Então, é uma geração que, teoricamente, teriam acesso à questão da mulher, desse empoderamento. Mas, com certeza, por ser homem, em vários casos, o cara não aceitaria passar. Porque ele vai tomar meu lugar, vai me tirar daqui, eu não vou ensinar. Porque tem esses preconceitos quando a pessoa nova
chega na empresa, né? E uma
coisa bem difícil, que eu acho que é o mais difícil, é você ter um funcionário durante 39 anos. Também, também.
Eu
acredito que não conheço uma história nesse nível de
39
anos de prestação de serviço. Ele
é
fora do normal.
Ele.
Parabéns, Zé Cinho, né, Cinho? Cinho.
Parabéns, parabéns, Cinho. A gente está mandando
um abraço para vocês.
Parabéns, porque você é um patrimônio histórico. É um patrimônio histórico. Ele é. Ele é. E
antes
de eu
assumir de vez, eu chamei ele.
E
aí, eu disse a ele, eu vou assumir a loja. Ele se assuma, que eu lhe ajudo. Ah, que legal. Se você acha que dá certo, ele dá certo, sempre deu. Porque agora vai ser diferente.
Se
eu vou confiar em você, você vai ser meu braço direito e esquerdo, meus olhos e minhas pernas.
Porque
ainda estou no meu emprego. Ele disse, pode ficar tranquilo. O que você puder,
o
que você precisar, você conta comigo. É
isso.
Então, e só que assim, uma das coisas também que
as
mulheres precisam aprender
é
dar autonomia às pessoas. E principalmente aos homens. Sim. E esse meu, ele é meu tio. Até
irmão
da minha mãe. Oh, que legal. E ninguém nunca quis dar autonomia a ele. Só meu pai dava. É. Só na época de meu pai. Aí aconteceu o pai. E aí, quando meu pai faleceu, toda a autonomia acabou. Só que mesmo assim, ele não desistiu. Ele continuou. Entendi. E aí, eu dei autonomia a ele. Se a partir de hoje, eu vou gerir a loja, mas o cabeça é você.
Então,
se você tiver que tomar alguma decisão, pode tomar. Você tem autonomia para isso. Bacana. Então, isso também faz a diferença. Eu dei autonomia a ele. Não é só porque ele estava lá há 30 anos, 39 anos. Não, não é só por isso. É porque ele precisava ser reconhecido.
É,
como vocês disseram. Tem uma história. É um monumento histórico da loja.
É ele. Parecia
do início ao fim.
Do início
ao fim. Vocês não têm noção de quanto meu
pai
lutou. É cofundador, praticamente. Ele é cofundador.
Então, na verdade,
ele é cunhado do seu pai. Cunhado do meu pai. Você vê que é uma coisa bacana de
dizer. Porque deu certo
com
o cunhado.
Tem muita gente que aposta nessas coisas porque o cunhado não serve
para nada.
E deu certo. Deu certo no
tempo dele. Deu super certo. Meu pai confiava
nele cegamente.
Infelizmente, veio a falecer.
Mas, assim, ele está aí tocando a agenda da empresa.
E hoje ele já é
aposentado. Mas
não
sai de lá.
Mas vamos lá. E passou o segundo. O cunhado.
Eu gosto
por é. Gosto por é. Ele chegou, passou as instruções. A parte mais física mesmo.
O menino não
deu tempo de passar a instrução, não. Foi tudo muito rápido. É. Foi por osmose.
A
gente, eu entrava lá. O que é isso aqui mesmo? É isso. Ah, como é que vem disso aqui? Quando chegava um cliente que eu estava, eu
disse,
olha, eu estou aprendendo. Eu não sei nada. Eu vou perguntar.
Aí
o cliente entendia. O cliente não tem. A gente não tem que ter vergonha do que não sabe. Com certeza. E aí o cliente dizia, tá, eu vou esperar. Eu vou esperar o gerente. Cadê o senhorzinho? Aí eu
disse,
olha, eu vou esperar ele. Espere ele aqui. Peraí. Aí eu chamava, anotava. Peraí, o cara quer isso aqui. Aí eu ia, às vezes, ele estava almoçando. Aí eu, no horário de almoço dele, me diga o que é isso. Ele, peraí, que eu vou lá. E a gente foi transformando isso de uma forma leve. Sem pressão, sem cobrança. E sempre deixando tudo muito claro. Principalmente para os clientes. Porque no período que meu irmão assumiu, ele deixou, assim, muito, muito, insatisfação
em
alguns clientes. Nos maiores clientes, na verdade. Ele deixou muita insatisfação.
E
aí eu tentei recuperar tudo isso. Por quê? Porque agora era uma cara nova. Era uma mulher
assumindo. Uma nova gestão. Uma nova
gestão.
Mas foi difícil. Seu irmão
passou quanto tempo gerindo a empresa?
Ele passou... Meu pai faleceu em 2010.
Seis
anos. Seis anos. 2010. Aí eu assumi em 2016. Entendi. Seis anos. Finalzinho em 2016.
E aí
nesse tempo de seis anos, você não se metia na loja em
nada?
Nada. Era
outro universo, outro mundo, planeta. Trabalhava no presídio,
tinha minhas coisas.
Essa parte dos clientes,
eu entendi. Bacana. E a parte dos fornecedores? Que aí tu acha que o preconceito é maior. Que a maioria dos fornecedores são homens. Correto? Imagine para
você.
Mas tem mudado bastante. Você
vê muita
gente
hoje... Está
mudando, Rafael. Mas
é gradativo isso. É,
mas é assim.
Não está assim ainda, não.
É
gradativo ainda. O meio
da construção civil tem mudado bastante. Eu vejo muita gente hoje trabalhando
na área. Porque muita mulher se
posiciona hoje em dia. Mas muitas ainda não se posicionam. A
grande maioria. Muitos
fornecedores mangam da cara das donas de loja. Mas tem muito
fornecedor de material que eu vejo
que
quem fica de frente na parte das vendas, geralmente é uma mulher. Eu vejo muito disso. A Gardal, por exemplo, você vai ali, você tem uma mulher que fica atendendo ali na frente. Você tem alguns
materiais de construção.
Mas
ela
tinha que tratar diretamente com
o fornecedor que, às vezes, era o proprietário da... O fornecedor mesmo de material.
De material.
O fornecedor de brita, por
exemplo. O cara que fornece a brita.
Deve ser um cara tranquilo, né? Um senhorzinho.
Tranquilo. Um
senhor... Ele tem uma fazenda que
as
duas tiram da brita direto ali. Deve ser um cara que
você faz negociar. Imagina aí. Essa menina está chegando aí.
É, mas era assim mesmo. Essa menina
bonita, toda maquiada. E ela sabe lá o que é isso. Não era assim, não. O que é
essa menina nova? Como aqui
me é lá, meu de cimento? Bora, minha filha.
Quem
é essa menina nova que está aí? Quem é essa aí? É a filha do seu Edmundo. E eu nunca vi essa menina aqui.
Mas
agora ela está aqui. Só que aí, eu sou muito... Assim, eu sou muito escolada. Eu sou muito descontraída. Eu gosto sempre de quebrar o gelo. E quando é com homem, eu faço mais ainda. E aí, quando chegava alguns fornecedores lá na loja, teve um que eu sambei para comprar.
Vocês
não têm noção, não.
Diga aí, história. Eu sambei.
Primeiro que ele não acreditava, porque eu era a filha mais nova do meu pai. Ele já vendia a meu pai.
E
aí, quando o meu gerente disse, olha, agora é uma nova dona. Vem aqui se apresentar. Eu abri uma empresa nova. Eu abri um CNPJ novo. Desvinculei tudo, né? Tudo do meu irmão.
Você começou do zero. Eu
comecei do zero.
O
CNPJ novo. Então, aí é
que
você não tem crédito para nada.
E
eu fui na luta, batalhando. Só que, graças a Deus, eu tinha o meu emprego. Eu não precisava tirar nada da loja. Então, tudo que eu vendia, eu ia repondo. E repondo. Só que a loja estava extremamente queimada o ponto. Meu irmão deixou queimar. Porque ele desgostou. Ele
disse,
não, não vou investir mais.
Largou de mão.
Largou de mão.
E
aí,
tem
alguns clientes que implicavam. Essa loja não tem mais nada. Aí, ele não aceitava escutar isso. Aí, encrencava com o cliente. Foi de jogo, ele.
Eu
quero que ele escute essa entrevista. Não,
é
para ele. Não, porque aí ele vai ficar com mais raiva do que
ele.
Mas você não se falou,
não?
Não, não fala comigo, não. É mesmo, caramba. Por conta disso. Por conta disso. Mas é uma pena isso aí.
É um apelo porque as
famílias têm que ultrapassar tudo isso. Eu
tive um
negócio de família e deu também problema. Muito problema. Muito. Se eu for fazer um podcast e falar, meus problemas também foram vários. De perder dinheiro, realmente. Aí, houve um problema. Mas hoje, tudo superado graças à evolução das pessoas. Eu sei que você não tem esse problema. Mas até, se a gente conhecer, depois no Baixão você passa
o
contato dele para a
gente conhecer. Mas ele não me dá
ousadia, não.
Não me dá ousadia,
não. Mas vai dar, vai dar. Deus vai tocar o coração. Eu acho
uma pena mesmo, sabe? É, quem perde é ele.
É,
com certeza.
Uma outra barreira foi essa que eu tive que enfrentar. Porque
eu não
conseguia entender isso, sabe? Eu não entendia. E vai ter ele ficar feliz que eu vou assumir o negócio e vou tomar conta, vou seguir. Não, ele não aceitou e não aceita.
Você sabe que tem uma máxima que é o seguinte. Até para a pessoa, quando ela fala muito alto com você, quando ela grita com você, o problema não é seu.
Não.
O problema é da pessoa. Fala muito
mais dela
do
que do
outro. É, aquela é a história.
Se fulano fala de se
grana, ele
está falando muito mais dele do que tal. Então, assim, essa construção é legal e eu imagino que deve ser muito difícil para você. Porque, geralmente, a mulher, ela tem uma sensibilidade e ela já tem, né? Exatamente.
Muito mais do que a do homem, sem
dúvida. Mas eu acho que, assim, parabéns. Essa história é muito bacana porque... E eu
vou continuar aqui porque ela falou, vou falar. Porque essa não passa
a passo aqui.
Ela já falou.
Agora, para conciliar depois, você disse que tem uma locadora,
tinha
a profissão e tinha a
loja. Assumir.
Quando
foi que você disse, espera aí, não dá para fazer isso tudo, vou sair da psicologia, vou assumir só isso, vou ficar aí. Como foi essa transição?
Quando eu assumi a loja, alguns meses depois eu engravidei do meu segundo filho. Olha que fácil.
Abraço, Guilherme. Abraço, Guilherme. Guilherme está por aqui, né, Guilherme?
Guilherme também... Explica
para ele.
Esses dias você falou, porque Guilherme,
eu
disse, Guilherme, você vai ter um filho agora? E não é tão fácil assim. Ele é o homem, né? Aí ele disse, não, mas quem vai ter filho é minha esposa, eu vou ajudando ela. Dá para ir para o podcast. Desde o dia que o menino nasceu,
não apareceu mais. A menina nasceu e não apareceu mais. Ele largou a gente. Ele faz as coisas e
às vezes ele diz bem assim, eu não vou ter como ir não. Vamos dar
o treinamento a ele, né? Aí ela,
para poder ajudar na loja, ela engravidou.
Engravei, que legal. Só
que eu já estava querendo sair do presídio nessa época. Porque eu já estava há quase sete anos.
E estava
tendo algumas rebeliões. E teve uma rebelião que pegou um profissional lá
perto
da minha sala.
E
aí eu disse, rapaz, eu estava arriscando minha vida. O que tinha de dar já deu. Eu não tenho como crescer mais aqui. Eu não vou subir de nível mais. Então, eu tenho que tomar uma decisão. Aí, engravidei.
Só
que aí, nessa época, meu filho, graças a Deus que eu engravidei. Por quê? Porque na época tinha raio-x.
E
todo profissional tinha que passar pelo raio-x todos os dias.
E
aí, eu não estava podendo mais passar pelo raio-x. Aí, quando eu engravidei, que eu tinha muita crise de enxaqueca. E aí, meu neuro disse, você não pode estar passando no raio-x. Por coincidência, eu engravidei. E aí, é
que
não pode passar mesmo pelo raio-x. Quando a mulher está grávida, ela não pode estar fazendo o raio-x, né? O exame de raio-x. Não pode. E eu tinha que passar todos os dias.
E
aí, o meu médico disse, você não pode.
Eu
disse, agora, como é que eu vou fazer? Aí, começou um embate entre eu, a minha condição, minha situação, e a empresa, a gerência.
E
aí, a gerência disse, você vai ficar sem atender.
Eu disse,
então, bota uma sala fora para eu poder atender. Porque eu não vou passar no raio-x. Eu não vou arriscar a vida do meu filho,
a
minha gestação, por causa do raio-x.
E
aí, começou esse embate.
E
aí, eles não aceitavam.
Eu
disse, mas vocês têm que entender que eu estou grávida.
E
eles não entendiam. Eles não queriam saber. Eu disse, eu entro para atender os presos. Mas, eu não posso passar pelo raio-x.
Mais
um problema que as mulheres enfrentam e a gente não imagina. Eu jamais ia imaginar esse problema aí que a mulher enfrenta. Toda mulher que trabalha num presídio tem esse problema. E quantas ela teve a...
Ela
se posicionou e disse, eu não vou passar. Mas quantas? Não
precisam. E disse, ah, vou ter que passar. Não, muitas que
precisavam realmente
passar. Precisa.
Passavam chorando. Então,
veja como é. São problemas que as mulheres enfrentam no dia a dia e a gente não
sabe.
É verdade.
É o universo que a gente...
Que não tem nem como se posicionar, né? Ao
contrário da
imposição feita
pela situação.
E por que precisa?
Então, exato, ele tem força para poder se posicionar.
E aí,
eu
me posicionei e disse, eu não vou entrar. E aí, eu recebi até uma notificação da advogada da empresa.
Uma advertência.
Não.
Foi uma ameaça mesmo. Me ameaça.
Se
você não entrar, você vai perder seu emprego. Você pode me demitir. Só que eu estava resguardada. Não podia ser demitida grávida.
E
aí, disse, não, mas a gente tem uma justificativa, você está se recusando, você não tem problema. Eu tenho todos os meus relatórios médicos.
E
aí, ficou esse embate. Só que eles não tinham mais o que fazer.
E
aí, eu passei toda a minha gravidez sem trabalhar.
Eu
ficava do lado de fora, porque no presídio tem a parte administrativa que é fora. E eu entrava para atender os presos lá dentro. Entendi. Minha sala era dentro do pavilhão. Do pavilhão, não. De um complexo, né? Que era vizinho aos pavilhões. E aí, eu disse, não tem problema, eu vou ficar do lado de fora. Passei a gravidez toda sem fazer nada. Aí, foi onde eu me dediquei, literalmente, à loja. Porque aí, o
que
é
que
eu fazia?
Tinha tempo. Eu tinha
tempo, era no telefone, era no computador fora, resolvendo as coisas burocráticas.
Acho massa a empresa
vendo isso aqui, assim, esse podcast. Meu Deus, aí...
Muita
gente me segue, viu, ainda. Eu tenho amizade com um monte de gente. Ai, não
tem
problema, não.
Tranquilo, né?
Estou mentindo,
né? É, tem que falar a verdade.
A verdade sempre
prevalece. Ela fala
a verdade.
E aí, quando eu tive meu bebê, eu já estava decidida. Porque, realmente, eu me encontrei de verdade nesse mundo.
Sim.
E aí, eu
disse,
eu vou sair.
Já
deu o que tinha que dar, já não vou crescer, não vou evoluir mais aqui. Eu vou largar meu emprego.
E
aí, por coincidência, quando eu voltei da licença, eles disseram, Ah, não dá mais. Assim, parece que eles estavam adivinhando. Sentiram, né? A energia. Sim. E aí, se não dá mais,
eu
disse, que ótimo. Muito obrigada. Agradeço muito. E, realmente, eu fiz uma história muito legal lá. Eu sou muito grata a tudo que eu vivi. Todas as minhas experiências de trabalho. Eu sou muito grata. Porque isso, hoje em dia, faz muita diferença na minha vida.
É difícil.
Né?
E aí, eu larguei. Larguei, não, né? Fui demitida.
E
aí, decidi em ficar integral mesmo na loja. Sim. Eu disse, ó, eu vou me jogar de cabeça. Aí, me joguei. E aí, foi quando eu comecei a fazer várias ações na loja. Ações com os clientes. Ações com os profissionais. Arquiteto, engenheiro. Quebrando várias barreiras. Porque eles não querem ir na Zona Norte. Eles não querem ir na Siqueira.
E
eu insistindo. Fazendo ações com as fábricas. Lançando produto. E aí,
foi
que, realmente, eu comecei a ver que o negócio dava certo. Por quê? Porque, até então, eu tinha dito à minha mãe. Mãe, se não der certo, com um ano,
eu
vou fechar a loja. Eu lhe digo. Eu lhe apresento todos os dados. E digo que não dá.
Que
não tem
viabilidade.
Quem não tem viabilidade, que o faturamento não é bom, que só paga os custos, deixa eu tentar. Ela, então, está certa.
Só
que, em seis meses, eu reergui a loja. Eu consegui reerguer em seis meses. Para vocês terem ideia, a loja faturava, quando eu assumi, tinha dias que faturava R$ 350, R$ 400, R$
500. Nada.
Nada.
Para uma telecursão,
nada. Nada.
Só
que aí,
eu
fiz todo um
trabalho. Milheiro de bloco. Meio milheiro hoje em dia. Não é nem
isso.
Me
faturava muito pouco.
Só
que aí, eu sentei e disse, olha,
eu
vou... Aí, demiti algumas pessoas que estavam lá
já
há um tempo. Coloquei outras pessoas que eram da minha confiança, que eu realmente acreditava nessas pessoas. E, quando eu decidi mesmo que eu não ia fechar a loja com seis meses, eu disse, eu não vou fechar. Já decidi que eu não vou fechar.
Porque
a loja dá, sim, para continuar e dá para faturar.
E
aí, quando eu chamei meu gerente,
eu
disse, olha, sim, vamos fazer uma lista de todos os clientes em potencial, da época do meu pai e da época do meu irmão. Vamos fazer essa lista e vamos reaver. E eu fui de porta em porta, de cliente para cliente.
Fez
a lista quente, né? Que os empresários...
Vários disseram que não iam voltar a comprar na minha loja. Mas por
quê?
Por
quê?
Por atendimento?
Atendimento, porque tinha tido problema com meu irmão, porque não gostava da forma como meu irmão tratava eles.
Então,
assim, foi todo um contexto, né? Para eu tentar reaver, porque não, se é irmã, a irmã é igual.
Está
no mesmo sangue, mas não é.
Só
tem o mesmo sangue, mas não é. A gente é totalmente diferente, é o oposto. Mas eu fui de porta em porta. Até que, de forma geral, do meu negócio, quando eu assumi o primeiro desafio mesmo, assim, relacionado à cliente,
foi
uma empresa, uma federação, que é lá perto da minha loja. É a federação de...
É
onde tem a exposição, o parque de exposição, onde tem exposição de cavalo, de boi, esse negócio é lá na Rua Lagoas.
E
aí, o gerente da federação
procurou,
em Aracaju todo, quem entregasse, ia ter uma exposição, duas semanas depois, quem entregasse 12 caçambas de areia, em dois dias. Ele rodou Aracaju todo. E ele já tinha comprado na loja, na época do meu pai, na época do meu irmão. Aí, deixou de comprar, porque teve uma briga com meu irmão e minha cunhada.
E
aí, ele disse, rodou Aracaju todo, e ninguém conseguia atender. Aí, ligou para o meu gerente. Olha, é a última loja que eu estou ligando. Só que ele gostava do meu gerente, do meu tio, ele gostava. Ele disse, eu estou ligando porque é você,
mas
eu sei que você não vai me atender. Ele, rapaz, vem aqui, agora tem uma dona nova,
é
outra pessoa que assumiu a loja.
E
aí, ele disse, não, não quero saber, não.
Eu
não quero saber quem é, eu só quero saber se você consegue me atender. Ele disse, o que é que o senhor quer? Ele disse, eu preciso de 12 caçambas
de
areia fina.
Em
dois dias. Aí, disse, eu vou ver aqui com a dona. Ele fala bem engraçado esse meu tio. Eu
vou ver aqui com
a dona. Aí, me ligou.
Olha,
Braulio da Federação ligou. Diga que a gente atende.
Não
sei nem o que é, diga que a gente atende. Rapaz, você está doido? É 12 caçambas de areia fina. Diga que a gente atende. Rapaz, você vai arranjar onde? Eu disse, não sei, não.
Mas eu vou arranjar.
Dá o jeito.
Tá. Aí, disse, já demora. Eu conheci ele, que eu vou desdobar ele. Vou pegar ele pelo pé. Foi tudo certo. Aí, conversei com o rapaz da caçambas. Me arrume cinco hoje, pelo amor de Deus. Que o resto a gente vai desenrolando. Mas tem que atender.
Ele
está certo. A gente conseguiu colocar cinco caçambas no outro dia. É difícil. Não consegue, não. É difícil. Pelo amor de Deus. Entregue. Aí, ele entregou as cinco. Aí, disse, me dê o número do gerente. Aí, liguei para ele. Oi, Braulio. Aqui é a Anne. Sou a nova dona da loja. Quando é que eu posso ir aí? Ele disse, não. Você não precisa vir aqui, não. E me ir cortando.
Você
não
precisa vir aqui, não.
Só manda a conta que eu vou pagar. Não quero dever nada nessa loja. Eu
disse, rapaz, tenha paciência.
Era
assim.
Tenha paciência. Eu disse, por que você está fazendo isso? Não. Ó, eu não quero saber de nada nessa loja. E eu vou pagar à vista. Porque eu não quero dever nada. Eu disse, rapaz, tenha calma. Vamos
entregar. E ele estava com raiva.
Estava com raiva. Peguei dois com raiva. Que fecharam com a minha cara. Aí, eu disse, eu vou entregar a sua areia.
E
quando for para receber, quem vai receber sou eu. Que eu vou na sua sala. Prepara um café que eu vou.
E
aí, ele começou a ligar. Disse, ó, e não manda areia hoje, não. Eu digo, ó, e já
deu o intervalo, né?
Eu entreguei em duas semanas as doze carradas de areia, rapaz. Entreguei um dia antes de começar a exposição, a última carrada. Já pensou se eu digo que eu não aceitava?
Aí,
eu disse, tá certo, agora eu vou receber? Aí, fiquei na expectativa. Quem vai sou eu. Fui lá na sala dele. Passei duas horas conversando com ele. É, a partir de hoje, eu volto ali comprar, porque você é muito diferente. Seu atendimento é outro. Rapaz, me ajuda. Eu preciso. Eu parei um menino recente. Eu preciso
que você me
ajude. Aí, ele disse, rapaz, você, viu? É igual ao seu pai. Você é igual ao seu pai. E aí, o pessoal começou a me enxergar como meu pai. Entendi. E um outro cliente foi Faneomar. Esse eu digo para o mundo inteiro, que hoje é um amigão meu. Esse homem me esculhambou quando soube que eu tinha sumido a loja.
Olha
que engraçada essa história, viu? Outro desafio. E esse é bruto. Você
não sabe quem é,
não, Faneomar? Não sei quem é, não.
Conhecido como
Mazinho. A
empresa dele
é Fagifaz. Ele faz de tudo. O
que
você quiser, ele faz. E aí, ele ligou lá para a loja, querendo material.
E
aí, o pessoal entregou. Quando foi com uns 20 dias, eu disse, olha, comece a cobrar os clientes.
E
aí, meu funcionário cobrou. Ele xingou de tudo quanto é nome. Ele é assim, ele é esquentado, ele é estressado.
Aí,
ele ligou e xingou meu funcionário de tudo quanto é nome. Aí, ele disse, me dê o número dessa sua dona aí. Que ela é uma folgada. Irresponsável.
A
gente relembra essa história.
É um
irresponsável. Como é que uma dona de uma loja sai para viajar? Eu estava viajando, olha. Eu, o Lincoln, minha filha. Como é que uma dona de loja? Isso é um irresponsável. Eu quero pegar ela pessoalmente, que eu vou fechar com a cara dela. Aí, meu gerente me liga nervoso. Rapaz, Faneomar esteve aqui, fechou com você. Ele xingou de tudo quanto é nome, xingou a gente.
Eu
disse, é mesmo. E quem é Faneomar? Eu nem sabia nem quem era. Já comprou muito aqui. Comprou com seu pai, comprou com seu irmão.
Eu
disse, está certo. Deixa eu chegar de viagem, que eu vou pegar ele. Vou desenrolar ele. Aí, por coincidência, quando o meu gerente ligou, aí disse, não, Faneomar. Aí, Lincoln, ele escutou. Meu marido escutou o nome. Rapaz, eu conheço. É mazinho. Aí, peraí, que eu vou ligar para ele. Isso é a gente de São Paulo. Aí, ligou. Rapaz, eu sou o marido da dona da loja de lá, da Edmundo. Sua mulher é uma folgada. Aí, me escolheu,
amor. De
novo.
Aí,
Lincoln, o que foi que você fez com ele? Eu disse, nada. Eu
nem
conheço ele. Nem sei quem é. E ele me escolhe, amor.
Ele
disse, eu não quero colô. Eu não quero conversa com sua mulher. Aí, Lincoln, rapaz, você fez alguma coisa. Eu
disse,
eu não fiz nada. Eu nem conheço. Ele achava que eu era a minha cunhada. A esposa do meu irmão. Passou um tempo, quando ele esteve na loja, que eu vi ele de longe. Eu
disse,
olha, quando o Faneu Mar chegar, vocês me avisem. Manda mensagem no zap, que eu vou rapidinho aí na frente, no balcão. Aí, eles mandaram. Olha, Faneu Mar chegou. Eu fui.
No
meio da loja.
Eu
disse, rapaz, você me xinga tanto por telefone. Me xinga aqui para o meu funcionário. Rapaz, ele quem é você? Eu disse, eu sou o Anny. Ele quem é, Anny? De onde você veio? Eu disse,
eu
sou a dona da loja agora.
Ele
disse, não, não é você, não. Eu disse, sou eu.
Ele
disse, não, não é você, não. Eu disse, sou eu. Ele disse, mentira,
puta, que
pariu. Eu xinguei a pessoa errada.
Eu
disse, rapaz. Mas ele me xingou. Você não tem noção, não. Hoje é um dos meus melhores clientes. Que interessante, né? Hoje, a gente conversa, ele passou por um problemão na pandemia. Sério, que ele fechou a empresa, demitiu muitos funcionários.
Eu
não sei como ele não infartou e não enlouqueceu. Assim, não sei. De verdade. Ele ligava para mim. Eu ia lá na empresa dele, ele chorando, mostrando tudo. Ai, o que eu construí. Assim, uma coisa fora do normal. Você vê como as relações se criam. Porque, assim, eu poderia ter me apegado ao que ele me xingou. Sim. Ao julgamento dele. Não, para quê?
Ele
não sabe nem quem eu sou.
Então,
é isso. Esse é o papel da mulher. É você quebrar essas barreiras de uma forma muito leve. Não pode estar se apegando. Não pode estar com muito mimimi. Ai, porque eu sou mulher. Não pode. Não dá. A mulher realmente é mais sensível.
A
mulher tem uma sensibilidade aflorada. A mulher, ela age muito com a razão e a emoção ao mesmo tempo. Consegue equilibrar isso. O homem é diferente. O homem é mais racional. O homem não pensa muito. Não consegue buscar estratégias naquele momento de desespero, de afabação, de decisão. O homem não consegue pensar muito. A mulher é diferente. A mulher tem essa sensibilidade. Mas, se fosse para eu me apegar
a
essas barreiras, a esse xingamento, ao cara não querer me atender, ao fornecedor não querer me atender, só lhe vendo se for à vista, você pagando antecipado. Eu disse, não.
Então,
eu não preciso da sua tinta. Eu
não
vou comprar a sua tinta. Eu compro a quem queira me vender.
Então,
é você se posicionar. Só que isso não é só para a mulher. É para o homem. Eu falo isso muito ao meu marido, a Lincoln. Porque, às vezes, ele diz, não, rapaz, deixa isso para lá. Se posicione.
Você
tem que se posicionar para tudo. Se você se posicionar, não quer dizer que você é mais fraco ou mais arrogante. Não é. É você saber se posicionar.
Bem
assim é a mulher. Se não se posicionar, não vai. A mulher vai continuar enfrentando muita barreira, muita discriminação, vai ter muita violência. Hoje, infelizmente, existe uma violência absurda contra a mulher. É uma pena. Absurda.
Só
que, aí, se a mulher permitir uma vez,
já
era.
Já
era. Não consegue combater mais.
Então,
tem que se posicionar. A mulher não pode ter medo. A mulher... Hoje, uma relação, a mulher tem que ser parceira. O homem tem que ser parceiro. Sim. Outra dificuldade que a mulher enfrenta é a falta de apoio. Hoje, muitas empreendedoras são infelizes nos seus negócios porque não têm o apoio. Não têm uma rede de apoio.
O
marido é o primeiro que não acredita. É o primeiro a botar defeito. É o primeiro a reclamar.
Então,
assim, são várias situações que a mulher vive
que,
no fim, só prejudica ela. Então, isso tem que mudar.
Com
certeza. Chegou na Constituição Civil. Ela já falou muita coisa da Constituição Civil. É porque a gente vai por etapas, né? Aí, você deixou
a
psicologia, ficou na Constituição Civil e a locadora.
Só
que a locadora, quem fica à frente mesmo, é meu marido. Seu marido, quem
fica à frente.
É ele que
fica à frente.
Mandou um abraço para ele. Ele
está
assistindo a gente aqui. Já mandou mensagem.
Já é. A vida de
empresário
não é fácil. Beijo, meu
amor.
É meu fã. A vida de
empresário não é fácil.
Ele
botou assim.
É nada.
E também a Ana Márcia Pereira entrou aqui. A Marilsson também entrou. Bacana. Compartilhem o link aí
para mais pessoas assistirem. Compartilhem, galera. Vamos
dar audiência.
Ao vivo.
Eu quero voltar de novo aqui.
Claro, vai voltar. Trazer o
link também aqui. O link é uma figura muito
legal. É uma figura rara. É uma figura rara. É uma figura rara. Muito legal. É
isso. Passou por essa fase da adaptação. Isso. E quando foi que começou a ter a notoriedade? O
contrário. Os fornecedores que não
queriam atender, começou a procurar. Porque chegou um momento que virou
uma
página. E
esse mesmo que se recusou, que vendia tinta.
E
voltou atrás. Foi. E eu tentava comprar.
Ele
disse, o valor mínimo para você comprar comigo é 18 mil reais à vista. Eu disse, ok, eu estou começando um negócio agora. Você acha que eu tenho 18 mil reais para pagar assim à vista? Não tenho. Eu
não
sou investidora. Eu estou recomeçando o negócio. E ele disse, não, mas então não vende. Ele ia lá direto.
Eu
chamava. Só vendo se for à vista. Eu disse, tudo bem. Aí comecei a comprar uma fábrica de tinta Sergipana.
Aqui
existem duas fábricas de tinta. E aí eu comecei a comprar dessa fábrica. O pessoal me deu crédito.
E
olha que a locadora já existia. Eu já tinha um score alto.
Porque
tudo fica ligado, né? Uma coisa com a outra. Mas o abençoado não me dava crédito, não. Não me dava crédito. Se deixa para lá, desistir. E não compro mais essa marca. Vou comprar. Era Equine. Não compro mais Equine.
É
bom aquela fala,
né? Era Equine. Não compro mais. Voltou
agora? Vocês fornecem Equine ou não? Não. Não compro
Equine. Não, né? Só coral.
Não,
também não.
Eu compro muito das fábricas Sergipanas. Que coisa boa. Eu compro da Lucrelar. Lucrelar. É, já comprei muito Colortex. Mas hoje já não compro mais. Entendi. Hoje o foco maior está Lucrelar. E
compro
uma outra marca de fora. Mas é muito pouco. Eu vendo muito mesmo a marca Sergipana. Muito.
E a tinta é
muito boa. De
verdade. Tem qualidade.
Tem qualidade. Legal. E aí, quando se passou um tempo, eu comecei a investir muito no marketing. Eu sou muito marqueteira, né?
Sim.
E
aí,
eu
investi, fazia essas ações. Aí, fui chamada por uma empresa de fora, de impermeabilizante, para ser a representante exclusiva dessa marca aqui em Sergipe. E aí, eu fiz uma ação bem pancada.
E
botei uma propaganda na Globo.
Aí,
eu
disse,
eu vou botar. Fechei com a fábrica, a gente se juntou. Eu
disse,
olha, vamos dividir os cursos. O é a marca? É, o Rebotec.
E
aí, botei. Aí, rapaz, assim, essa propaganda me deu uma visibilidade.
Todo
mundo achando que eu era rica.
Olha, tá rica. Uma loja. Botou a
propaganda na Globo. E eu, né? Me achando. Ninguém sabe o sufoco, não. Ninguém sabe.
Os boletos para pagar. Ave Maria.
Você quer dar uma
dúvida? Não lembre, não.
E hoje eu paguei um bocado.
Começando o
mês.
Mas
é assim. É assim, menino. Olha, aí, quando eu fiz essa ação que eu botei na Globo, aí ele veio atrás de mim.
Aí,
ele foi lá na loja.
Não,
veja, eu quero abrir portas para vocês. Não, agora eu não quero ali comprar. Agora, eu já tenho quem me venda. Eu já tenho marca aqui. E já são fechadas comigo. Você
vê como é que é a atitude,
né?
Para
você
ver, né?
E aí?
Empreender. Ela começou empreendendo desde quando ela não percebia isso. Ela dizia, não, eu já cheguei no ápice, no presídio. Aquilo já era empreender. Ela queria
mais e eu estava
no ápice. Ela já estava empreendendo, só que ela não sabia, né? Quando ela foi para o desafio da construtora, já era ela renovando. Vamos começar
do zero aqui.
Ou matéria de construção. Vamos renovar para empreender de novo. Começou do
zero para chegar. Exatamente. Aí, passaram-se os anos e eu não comprei mais
essa
marca. Na verdade, eu não comprei essa marca, esse representante.
E
aí, um amigo nosso de Pernambuco,
ele
mora vizinho,
ou
mora ou morava vizinho ao dono da fábrica Iquini. E aí, ele sempre vem para cá, a gente se encontra, sai muito, somos amigos pessoais mesmo. E aí, um deles, ele me chama de minha nora e chama a líncola de meu filho. Ele disse, minha nora, está comprando Iquini? Eu
disse,
não, não compre, não faço questão. Ele disse, rapaz, porque o dono da fábrica mora, é meu vizinho, que eu conheço, é muito amigo meu. Eu
disse,
pô, diga a ele que ele tem um representante. Assim, assim, assim. Eu mandei um recado. E ele ainda tem pregado esse cara? Eu não sei.
Eu não sei. Aí, ele
disse, rapaz, é mesmo, ele fez isso, pronto, eu vou dar o recado. Passou uma semana, olha ele na minha porta de novo. Aí, eu
digo,
olha,
o
recado chegou. E eu disse, eu não quero mais lhe comprar. Quando tiver outro representante que vem da mesma marca, que vem de Iquini, eu compro. Agora, com você,
eu
não quero mais. E eu disse a ele, com toda a educação do mundo.
Por
quê? Porque as pessoas precisam acabar com isso.
Primeiro,
recusou de me vender, porque minha loja era pequena. Depois, recusou de me vender, porque eu era mulher. Isso, depois, eu fui sabendo, porque eu conheço outras pessoas de material de construção, outros representantes. E eu tenho uns representantes que é bem amigão, já virou amigo, criou vínculo. E aí, as coisas chegam até mim. Eu disse, repare,
é
burrice da parte dele. Porque ele podia muito bem estar em destaque aqui na minha loja, mas se ele não viu o valor me vender,
hoje
eu não vejo valor em comprar. Ponto, é simples, tem que ser prático. Não me atende mais, né? Não, me atende mais. E eu não compro mais. Acabou. Ah, Ana, é uma coisa que você não vai comprar mais nunca? Não.
Não vou lhe dizer isso, porque... Aí, fica a dica aí para o representante da Iquini.
Aparece lá. Não, mande o... Contrate uma estagiária. E mande atender. E mande atender, porque
você está bloqueado, entendeu? Você foi
para o paredão.
É.
Foi
para o paredão já. Então, assim, contrata a
estagiária e mande lá atender. Porque não era justo comigo. Não era justo comigo. Ele não tinha nada para dizer assim, ó, e ficou devendo.
Ó,
e comprou uma vez, não pagou.
Não.
Não tinha nenhum...
Não tinha
nenhuma restrição. Não tinha nada. Ele não tinha, não tinha. Ele não tinha porque não me vender.
Tinha.
Enquanto várias outras fábricas queriam me vender.
Então, é isso.
O
Anny, mas você disse que em seis meses, vamos dizer assim, a empresa ficou no vermelho. E você acredita que essa sua estratégia de buscar os clientes
que
mais compravam, os clientes que eram antigos, até com o seu pai, foi o que fez mudar a
engrenagem da empresa?
Sim, porque eram os que mais faturavam.
Eram
os que mais faturavam. Porque os outros clientes eram muito pingados, assim, coisa pequena, miúda. Esses clientes eram os clientes
de potencial. Mas vocês tinham
esse banco de dados? Vocês tinham esse mapeamento dos principais clientes?
Porque
muita empresa
não
faz isso, né?
Ela tinha um encycloplaide. É.
O
tio. O tio sabia até... Ele sabia de tudo. É, porque às vezes você não tem. Você sabe a
pessoa, porque a pessoa vai até lá, mas não deu contato. Não deu um dado sobre isso, entendeu? Existia um
sistema, um sistema bem antigo, que ele só funcionava no teclado, a seta para cima e para baixo. Tem até um nomezinho esse sistema, que eu não me lembro. Tem um nomezinho, que a tela é azul, fica piscando assim, só ia para a seta para cima e para baixo. Eu disse, como é que usa esse sistema aqui? Não, tem que trocar. A primeira coisa que eu fiz, trocar o sistema, porque não tinha condição. Eu, acostumada com sistemas mais modernos, né? Eu disse, como é que eu vou vender aí, que eu não vou saber vender nunca.
Aí
troquei o sistema, consegui recuperar todo o banco de dados, porque consegui ainda
ter
o cadastro, cadastrar o nome, né?
Só
que o meu gerente,
lá
na loja, tem uma agendinha.
Uma
agendinha mesmo, só agenda de telefone.
Pronto, e
ele tinha anotado vários telefones de vários clientes, fornecedores, ele tinha nessa agenda, e essa agenda existe até hoje. A mesma agenda está lá. Tem que salvar
ela, né?
Está vendo aí que a agendazinha ainda é
algo que funciona? Ele
sempre está com essa agenda na mão, pegando o número de algum fornecedor, de algum cliente, ele está com essa agenda na mão, até hoje.
Só
que aí eu modernizei o sistema, eu fui modernizando, né? Investi em treinamento nos meus funcionários,
e
aí eu investi em consultoria, fui investindo, né? Mas, assim, os três primeiros anos foram anos, assim, desafiadores mesmo. O desafio maior foi os seis primeiros, que eu tentei reaver mesmo
todas
as formas e consegui. Com um ano, eu consegui comprar um caminhão, meu marido me ajudou, o Lincoln me ajuda muito, sempre foi muito parceiro, sempre me impulsionou. Vamos, invista, o
que
você precisar, estou aí. Sempre foi assim, eu sou muito grato a ele por
isso. E ele é
você, ele botou aqui agora. Melhorei muito escutando o Anny. E ele botou ele.
Que
bom, porque relacionamento é isso, né? Casamento é isso. Sem dúvida. É você ser parceiro. Sim. A gente se ajuda muito. E não se trata só de ajuda financeira, porque nem tudo é o dinheiro, né? O principal é isso, é esse reconhecimento, é a gente saber que realmente pode contar com a pessoa que está do nosso lado. Ele me impulsiona. Esse final de semana...
Incentivo, né? Incentivo.
Incentivo.
Esse final de semana a gente estava em capela e ele disse, rapaz, eu nunca soltei o Bacamarte. Ele disse, quer soltar? E um amigo nosso, Alex, da ANC, estava com o Bacamarte dele.
Ele
disse, vá, quer? Aí ele me impulsionou. Eu
disse,
eu não sei não, vou ficar nervosa. Ele disse, vá, rapaz, solte. Solta o negócio, vá. Ele
disse,
e eu vou. Aí eu
falo, soltei
três
vezes. Eu não solto de jeito nenhum. Eu também não. Eu não solto nem traque. Rapaz, então, sigam meu Instagram e vejam lá meu vídeo, meu
rio. Você já soltou? Já. Capela. É
viciante, né? Você é
bagrinho assim, não
voou não com o Bacamarte
para trás. Eu não solto nem traque de massa ou de estalagem.
Só
que é de jogar no chão. Tem um medo da desgraça. Vixe,
Maria. Não tem nada, não, não, não. Vamos continuar
apresentando podcast,
falando de
política, que é melhor, mas... Menos se desafie. É. Eu sou muito medroso nesse sentido.
Mais um medo está na cabeça. A adrenalina, não. A adrenalina não é muito comigo, não.
Olha, antes da gente viajar, recente agora, em abril, para os Estados Unidos, eu não gosto de montanha-russa.
E
aí a minha médica, doutora Paula Cavallaro, ela disse, você vai para os Estados Unidos, vai para os parques, não vai andar em montanha-russa, eu
disse,
não, não suporto montanha-russa. Eu vou estar lá e vou infartar, vou morrer no brinquedo. Mas um Bacamartezinho lá rolava.
Não, rolava. Não,
eu andei em uma montanha
-russa. O Bacamartezinho
andou?
Andei.
Ela disse, você vai, você vai vencer esse seu medo. O medo
está
na cabeça. Se você não trabalhar,
eu disse,
rapaz, sou eu psicóloga, não vou trabalhar a minha mente. É, você tem espertamente,
sabe? Mas às vezes que eu
tentei, não deu certo, não.
Aí eu disse, eu vou.
Aí eu vou. Eu fui decidida. Eu fui no avião, na ida. Eu vou andar em uma montanha-russa. Pode não ser a maior de todas, mas eu vou andar, eu vou enfrentar. Aí eu fui com isso na minha cabeça, juro por Deus. Eu vou enfrentar, eu vou enfrentar. Enfrentei. Andei, eu saí de lá assim,
com
os cabelos desse tamanho. Aí eu mandei uma mensagem para ela. Enfrentei a montanha-russa. Ela, que massa. Isso é evolução. Você
tem que
fazer isso.
Eu tentei já, mas não passei bem, não. Você saiu só com os cabelos.
Eu
saí suando frio, quase desmaiando. Eu
voltei a russa também,
eu sou muito adepto.
Fala no meu Instagram,
curta
meu vídeo, viu? Quem está lá do Bacamarte,
por favor. Vou lá curtir do
Bacamarte. Me dessa moral. Vou curtir o seu vídeo do Bacamarte, mas que vou soltar, não vou não. Vou ficar só curtindo.
Aí nesse
dia, o
Lincoln
brigou comigo. Foi,
foi.
Porque eu fui soltar a segunda vez.
Aí
ele, vamos fazer um vídeo massa. Demore para soltar.
E
aí eu, está certo. Vai soltar o
rato?
Não. Aí ele ia gravar o pôr do sol,
para
depois vir para mim. Quando ele gravou, ele, não solta agora não. Aí eu fui, levantei. Aí o pai, eu deixo você, que não ia para soltar. Ele ficou
puto comigo.
Ele ia fazer um vídeo massa.
Eu
disse, rapaz, sem a câmera. Rapaz, ia ser o vídeo. Ia fazer
um vídeo
legal.
Ia viralizar. Ia viralizar. Está
certo. Desculpe, eu não ouvi.
É o
roteirista,
ele
faz
o roteiro. Ele cria. Foi massa. E aí, eu soltei.
Estou vendo, mas eu não vou soltar não. Vou continuar sem soltar o Bacamarte. Tem que vencer, meninas. Essas
barreiras, esses
desafios.
Eu vou aprender na parte do empreendedorismo. Essas dicas do empreendedorismo, eu vou junto com você agora na parte do Bacamarte, Fogos, Montanha-Russa, continuo sem. E vamos chegar no Ed Sergipe, né? Vamos, vamos. Aproveitar,
manda um abraço para a Gleides aqui da Superlux
também. Ah, parceirão, não é querida. Juliana,
Juliana Valida. Álvaro Dede entrou aí. Álvaro, Álvaro,
meu amigo. É uma pessoa que agrega como empresária. Tá
vendo?
Como ser humano. Mande para os seus
amigos, por favor, para a gente viralizar esse podcast.
É. A Marilson também diz aqui, já dizia o Walt Disney, se você pode sonhar, você pode realizar. O medo paralisa, mas o medo também engrandece. É
verdade. lhe dê
aqui umas mensagens e tal. É isso aí, galera. Obrigado pela participação. Muito bem. É de Sergipe? É de Sergipe. Na semana passada, nós tivemos aqui o Fabinho, o Fabio Andrade, que é vice-presidente da Associação Comercial
e
Empresarial de Sergipe.
E
é muito bacana abrir esse espaço para outros movimentos, associações. Cada um tem sua particularidade, seu trabalho. E aí, a gente quer conhecer um pouco essa história do Ed Sergipe. Você acompanhou desde o início, acredito que seu marido foi quem teve a
iniciativa,
a ideia. Foi a incentivadora. Ele é o mentor do Ed Sergipe. Inclusive, um dia ele estava caminhando na rua e tem uma tatuagem do Ed Sergipe. Fez uma tatuagem,
meu
filho. A primeira tatuagem dele. Está vendo? O cara ama mesmo Sergipe. Esse
é forte. É um empreendedorismo. É um
empreendedorismo. Sergipe,
Ed
Sergipe, é
um
empreendedorismo. Mas conta para a gente, um pouquinho dessa história aí, para a gente... Tem tempo ainda, a
gente
tem bastante tempo.
Tem
muito tempo, né? Tem tempo para a
gente
conversar bastante. Parece
que é muito, mas não é não. Não, é sempre o meu erro. Eu sempre falo que ele tem um pouquinho que vai e
acaba
o assunto para perto. Diego disse que 40
minutos era muito, a gente já tem uma hora, Diego. Já? Já tem uma hora.
Já
tem
uma hora. Tem uma hora de programa já, uma hora. E temos
ainda mais.
Mais
30 minutos para a gente fazer
tempo. Então vamos lá.
Dá tempo.
Então, o Ed
Sergipe, quem idealizou foi o meu marido, Lincoln. Diante das dores que ele sentia e eu também sentia. Porque muita gente chegava na minha loja e
disse,
eu não vou comprar aqui não, porque lá no Ferreira Costa é melhor de comprar. Aí eu disse, Ferreira Costa. E assim, eu na minha área e Lincoln na área da locadora, muita gente dizia, não, não vou colocar em uma empresa aqui não, eu vou colocar em uma movida, em uma localiza
que é maior. Qual é o nome
da locadora de vocês? Disque Carro. Disque Carro. A locadora do Sergipano.
Veja que
força.
Olha a
força.
Não é não.
Já viu que ela é blogueira, não é a locadora
do Sergipano.
Valoriza o Sergipe.
Valoriza o Sergipe. É de Sergipe, pessoal. É de Sergipe. O movimento é de Sergipe. O movimento é
de Sergipe. Partiu disso? Partiu.
De
sempre incentivar
as
pessoas,
o
Sergipano, consumir
produtos do Sergipe. Sim, o
propósito é esse. O propósito
é esse.
E aí, na verdade,
a
gente fez uma viagem em família para o Sul.
E
lá a gente fica na casa de um amigo nosso, Gaúcho. E nos nossos passeios, a gente viu as Casas Bahia, várias lojas fechadas. E isso chamou a atenção de Lincoln.
E
aí perguntou ao Gaúcho, por que tanta loja das Casas Bahia fechada?
Ele
disse, ah, aqui o Gaúcho não deixa o dinheiro dele ir embora, não. Só compra das lojas locais. Ele disse,
rapaz...
As Casas do Sul,
e
aí
ele disse, rapaz, Aracaju é diferente, Sergipe é diferente, o pessoal só valoriza. Olha lá na
minha locadora,
ninguém quer locar comigo, não, só quer locar nas de fora. Anne sofre a mesma coisa, só querem ir para home center.
Eu
disse, rapaz,
que
coisa bonita é o bairrismo aqui no Sul. E aí a gente voltou no aeroporto, ele falou,
eu
vou criar alguma coisa. Se o que você vai criar? Ele falou,
eu
vou criar alguma coisa, porque tem que mudar essa cultura. Tem que mudar, tem que mudar, tem que mudar. Se agora, se eu vou criar alguma coisa, vou criar um grupo logo com alguns empresários, só que aí ele botou alguns amigos no grupo e os amigos são os primeiros a não acreditarem, né? Desacreditaram mesmo.
É
verdade. É engraçado
isso. Que bom que ela vai
dizendo,
tem
um amigo já, quem estava nesse grupo aí que saiu do grupo já
sabe que ela vai entregar agora.
Ela
vai
entregar. E aí uma das pessoas que entrou nesse grupo foi Rafael das Farmácias Edson. Sim. Genuinamente, Sérgio Pana.
E
que sofre do mesmo jeito com essas grandes redes. É.
E
aí, quando ele entrou no grupo, ele disse, Lincoln, eu sofro com isso o tempo todo. Aí Lincoln, rapaz, a gente tem que fazer alguma coisa.
só
que aí, quando o Lincoln foi colocando algumas pessoas pontuais
que
sentiam a mesma dor, aí realmente ele viu que dava certo. Ele disse, eu agora tenho que virar uma associação. Porque aí foi colocando gente e o pessoal, rapaz, é verdade, a gente tem que valorizar o que é daqui. E o empresário, Sérgio Pana, pensa assim.
Só
que ele não tem atitude.
Porque
o empresário não se une.
As
classes se unem. Você vê manifestação de enfermeiro, professor, policial, a gente vê.
Mas
não vê a classe empresarial se unindo, se manifestando.
Por
quê? Porque existe o muro baixo.
Né? O
interesse, na verdade. Às vezes tem um conflito de interesse, né?
Sim. E também tem a questão de ficar muito marcado. Tem fiscalização que bate em cima. Existe isso.
Infelizmente existe isso.
Tem um pouco da
visão
em todo lugar. É o posto de gasolina, né, Rafael? Que a gente recentemente
viu um dia desse. Não
existe
isso, né?
Tem uns casos esquisitos acontecendo. Isso é muito triste porque se realmente existe a irregularidade, eu sou completamente a favor de que uma empresa seja fiscalizada
nesse sentido. Se
você
for vender
lá areia e areia da praia,
por exemplo,
né? Sim,
tá errado. Eu
vou ser
multada pelo Ministério do Meio Ambiente, né?
Deve ter umas multas aí. A DEMA,
tem a DEMA, tem um
monte de órgão. A SEMA e a DEMA. É, tem um monte de
órgão.
Mas eu vejo, sabe, Ana, assim, o que falta é um pouco da visão, né? Eu trabalhei com hotelarinha um bom tempo da minha vida e eu falava sobre isso,
sobre
competitividade, né? Sobre concorrência. Então, meu concorrente não é o hotel que tá do meu lado. Meu concorrente é um outro destino. É um destino como Salvador, Maceió e outros.
E
eu vou além, meu concorrente é o telefone celular que a pessoa parcelou em dez vezes e não vai viajar esse ano no verão, no próximo verão. Então, a concorrência, a visão de concorrência
tem que
ser ampla.
Então,
não é o concorrente da sua loja que vende material de construção, não é o Ferreira Costa. Tem uma série de fatores ao redor. E o empreendedor, muitas vezes, não pensa nisso. E eu até compreendo o porquê.
Porque,
às vezes, tá no dia a dia do seu negócio, tá vivenciando aquilo ali. Mas é preciso abrir a cabeça,
né?
É preciso, eu chamo de abrir o coração. Tô levando essa frase pra ver se o pessoal abre o coração mesmo. Porque é importante ter essa visão de mundo, sabe? Sim, concordo. Então, isso é um grande desafio que a gente tem. Mas eu vejo que depois que o Ed Sergipe começou a fazer esse trabalho, e aí eu quero que você fale um pouco mais sobre isso, inclusive outras associações, também, outros movimentos começaram a correr também, sabe? porque viram que existia esse espaço, essa necessidade do associado. Então, por exemplo, Sergipe, hoje, Rafael, já conta com organizações como, tem uma chamada do Soma Network, que é uma outra
organização que
é parece...
Que não é de
Sergipe.
É, não é, veio da Paraíba. E o cara que criou foi, ele era do LID na Paraíba. Ele viu como o LID funcionava, saiu do LID e criou o Soma. Já tá na Paraíba, tem o Soma Mulher também na Paraíba. Então,
o
que acontece? Mas existe espaço, entendeu? Sim,
eu concordo. A
associação comercial começou a ter esse movimento, até um abraço pro Maurício, o Maurício tem feito um trabalho bacana de abrir o coração, porque é assim que funciona. Porque se você ficar fechado dentro de você mesmo, você começa a ter esse problema. Eu acredito que o Soma Egipto tem uma grande vantagem. Eu converso muito com o seu marido, com o Lícola, com a diretoria, sei que você também faz parte, mas assim, é realmente, é buscar um salto nesse sentido, né? A ideia é sensacional, já tem um trabalho muito bacana, mas há de se construir algo novo sempre,
né?
Que isso é o desafio de qualquer empresa ou organização, né? Então,
mas está indo bacana. O Álvaro
Deda comentou aqui, só compro de quem me compra, tem que fazer a nossa, em caixa alta, nossa economia rodar. Pronto aí. Então, assim, o que é que ele, o Álvaro Deda, acho que deve ser do Deda tos, o Álvaro Deda? É! Então, mas ele saiu
do grupo no início ou não?
Saiu, mas já voltou.
Eu conto que calma, nem todos os amigos, ele contou que calma, por isso que eu perguntei, calma,
calma, nem todos. É o Link, ele botou a carinha assim, ó. O que você
vai falar?
Não, mas gente, eu sou, eu sou, correta,
eu não vou falar e
nem vou julgar alguém.
Deus me livre, não.
O que acontece? Que
Álvaro
é isso? O Álvaro foi, disse que nossa economia encaixada, veja que legal, ele
é
empresário que vem há quanto tempo. Muitos anos.
Sofre muito. Sofreu
tanto na pandemia.
Quem
era,
que
alugava uma tenda na pandemia.
Na pandemia. E essa,
agora a gente, por isso que eu digo que tem pouco tempo, a pandemia, a gente vai falar daqui a pouco da pandemia, né, que você passou por, veio o Ed Sergipe, o Ed Sergipe foi mais ou menos em que época que vocês?
Começou em 2018. Em 2018. Aí, só para resumir, né, como começou o movimento. Quando a gente voltou dessa viagem, que Lincolnley decidiu, ele realmente buscou várias entidades
para
apresentar o movimento, o projeto, e muita gente não acreditava.
Muita
gente dizia, não vai sair de um grupo de WhatsApp. Ele me falou isso. Muitos queriam o projeto para si, muitas entidades queriam o projeto para si.
E
aí, ele decidiu, eu
disse,
não, eu vou seguir nessa linha. Por quê? Porque é um movimento sem política envolvida, é a partidária, a política que a gente faz é a política social. a gente precisa dos políticos para que tragam benefícios, para que se traga benefícios para o empresário. A gente tem projetos que podem ser apresentados para o político, para o político fazer, seguir aquele projeto, tudo isso em benefício do empresário. Mas, Lincolnley foi, assim, um cara muito persistente, sabe, foi muito otimista, teve muita barreira enfrentada no movimento. Uma das questões que o movimento começou realmente a se destacar foi a lei das fachadas.
Ele conseguiu juntar vários empresários na Câmara para brigar pela lei das fachadas, porque era injusto
o
empresário pagar um valor tão alto por uma fachada. Na época, começou a pandemia
e,
nesse período de pandemia, muita gente não estava faturando. Como é que ia pagar uma taxa de fachada? A
gente
cobrou por metro quadrado, não é só por...
Era
cobrado
por metro quadrado. Então, quem conseguiu isso foi o Ed
Sergipe. Quem conseguiu barrar
isso. Essa
batalha. Essa batalha foi o Ed Sergipe. E aí foi quando ele decidiu, não, a gente pode sim ter força, conseguir benefícios para o empresário. E ele persistindo mesmo ali no movimento. Ele disse,
eu
vou, ele disse, olha, agora vamos formatar a associação. Virou realmente uma associação. Hoje temos muitos associados, temos mais de 80, e dois segmentos de mercado dentro do movimento. A gente faz ações todo mês, almoço de negócio, café de negócio, rodada de negócio. Aqui em Aracaju, o Ed Sergipe é muito forte em rodada de negócio. Eu
participei. Esse é o
propósito. É você fazer negócio de uma forma inteligente. O que seria rodada de negócio para quem está nos assistindo aí?
Rodada
de negócios é um evento
que a gente
faz. São mesas redondas. Existe um sistema que o sistema é até do nosso parceiro Zago. Muito legal. Da Solo Tudo. O sistema, você vai receber um número no seu cadastro, no seu crachá. E aí você vai ver o seu número. Onde o seu número vai estar? Qual mesa vai estar? Vai estar na mesa, o seu número é 2. Está na mesa 5. Você vai para a mesa 5 e vai se juntar com o restante das pessoas que vai estar na lista com outros números. Rodou, você vai se apresentar, vai escutar o negócio de cada um. Terminou, você vai ouvir o sinal que tem um sinal, um alarmezinho. Terminou o tempo, você vai mudar de mesa. Você vai olhar para o sistema e vai ver. O meu número 2 está na mesa 3 agora.
Aí você sai
da
mesa 5 e vai para 3. Chega lá, você vai encontrar com outra galera.
A
galera que está naquela lista da mesa 3 é a que você vai se conectar de novo. Então, você se conecta no amanhã
com
mais de 50 pessoas. Às vezes, a gente faz 50, 60, depende da
época.
mas a gente teve uma rodada que tivemos 86 pessoas. Quando é que você vai visitar 86 empresas no amanhã?
Difícil.
Possível. Esses eventos
o quê? São períodos? Como é que é esses eventos?
A gente faz a rodada de negócios duas vezes ao ano. Uma por período. E também tem a rodada de negócios de mulheres. Só mulheres.
Que
é do Ed Sergipe Mulher.
Isso
é para você fazer negócio. É para você divulgar o seu produto e conhecer outros produtos.
Você
divulga a sua marca, você distribui panfletos, cartões, brindes.
E você faz negócio
com outros empresários.
Faz
negócio com outros
empresários. No
caso, são todos que estão na rodada, são empresários que estão participando também e divulgando.
É o Network. É o Network.
E
aí
você não vai se bater mais com as pessoas que você encontrou na primeira mesa.
Na
primeira rodada, você não vai encontrar mais. Você vai encontrar no Coffee Break, né? Mas pode acontecer de uma a outra, a depender da quantidade de pessoas. Mas o propósito é você não encontrar mais com essas pessoas da mesa 5, que foi a primeira mesa que você sentou. Aí você vai pular para 3, você não encontra mais com essas pessoas. Você conhece todas as pessoas. Você apresenta o seu negócio para todas as pessoas que estão lá.
Interessantíssimo, né? É legal.
É muito bacana. É muito bom.
Você vai conversar com... Eu estou tentando imaginar aqui que exemplo. Quem está na 5 não vai encontrar depois porque essas pessoas também vão sair
para outras mesmas. O sistema vai espalhar. Então tem que ter um sistema para espalhar isso. É o sistema que
espalha.
E
o sistema...
Quando ela falou do sistema, inicialmente, eu não tinha entendido do
sistema
para quê. Mas agora a
gente
entende. O sistema é para poder não dar choque.
É. A gente não vai se bater mais. A mesma mesma.
Organizar essa...
O
seu número não se bate mais com os nossos números aqui dessa mesa. O
Amarilson
mandou aqui uma mensagem. A maioria da população sergipana não conhece as riquezas e lugares do nosso estado.
É verdade.
Que é pequeno. Temos que valorizar e desbravar os lugares e empreendimentos do nosso lindo e querido estado de Sergipe. Pois é. Legal. O Álvaro Deda deu uma...
Deu
uma porrada no Sebrae aqui. Não,
é
para falar.
Não, é para falar.
Eu,
senhor,
levei o movimento para o Sebrae e fomos hostilizados. Um diretor do Sebrae disse que o governo queria era trazer a empresa de fora. Botou em caixada e foi a
empresa
de fora. Graças
a Deus... Quem está
dizendo é o Álvaro Deda.
É Álvaro, minha gente. Graças a Deus esse diretor
não faz mais parte do Sebrae. Graças a Deus. Então já passou. Está ultrapassado.
Mas o Sebrae também
tem um movimento como esse, né? De fazer esse encontro empresarial. O Sebrae também tem esse movimento.
É, tem. Lincoln mandou aqui um abraço. Um comprando e indicando o outro. Lincoln mandou. Mas agora o Sebrae está com a superintendente que é uma mulher.
Eu
acho que
até para apoiar aí os eventos
femininos vale a pena um patrocínio que o Sebrae problema financeiro o Sebrae não tem. Pois é. Não tem. Abre o cofre. Abre o cofre. Vamos assinar
os projetos
e fazer trabalho.
Pois é.
Botar para trabalhar.
Mas só que o que eu acho legal do movimento é justamente isso. Porque é um movimento que é sem fins lucrativos. Não tem dinheiro. A mensalidade era 50 reais. É barato mesmo. A gente mudou agora. Não, vamos reformular e vamos valorizar mais o movimento,
a
associação, né? Porque a associação precisa ser valorizada. E, infelizmente, muita gente dizia Ah, porque eu pago 50 reais
e
eu não vejo resultado. Vou sair. Muita gente entra no movimento e sai.
Só
que muita gente entra achando que a partir do momento que pagava os 50 reais tudo ia acontecer. Mas não é assim.
É
uma porta. Está se
abrindo uma porta
e você tem que fazer todo o seu processo
de construção. Tem que ter a ação da pessoa. Tem que ter a ação.
Você tem que saber como abordar cada pessoa que está ali.
Por
exemplo, se você for abordar Álvaro, ele vai lhe dar uma porrada logo.
Porque
ele é desses. Mas você tem que saber, você tem que
entender
o perfil de cada um, como você abordar, para não ficar enjoado, enchendo o saco, para você não ser inconveniente. Aí você
cria
alguns benefícios para quem é associado. Olha, eu tenho tantos por cento de desconto. Olha, quem me comprar na loja tem frete grátis. Uma época, todo mundo que me comprava da Adsegipe não cobrava frete, era frete grátis.
Então,
você tem que buscar as estratégias para atingir
as pessoas. Um diferencial, um diferencial para
você poder ser enxergado dentro do grupo.
Como é que eu vou vender o seu negócio? Eu posso. Ali é uma porta e cada um faz o seu trabalho. E quem participa ativamente se destaca e vende. Faz negócio de verdade. É assim. Por quê? Porque está ali, é o ditado mais certo. Quem não é visto não é
lembrado.
Então, se você é visto, você vai ser sempre lembrado.
Então, não
é só o fato de você pagar uma mensalidade que as coisas vão acontecer. Não,
não é.
Concordo com você. Esse é outro desafio também.
2018, veio o Adsegipe.
A
gente tem pouco tempo.
2018,
veio a criação do Adsegipe. Logo, 2021, pandemia.
Não, 2020. 2020, pandemia. Março 2020.
Quais foram as ações? Porque foi tão extensa que eu...
Até um dia desse,
a pandemia,
o decreto de final
de pandemia foi há pouco tempo, ano passado. Como o Adsegipe agiu para poder sanar um pouco as dores que estavam, os empreendedores sofrendo? Teve alguma ação direta do Adsegipe? E a gente fez, assim,
um
trabalho árduo na pandemia
para
ajudar a muitas empresas não fechar.
Muitos
negócios pequenos estavam fechando.
E
aí,
a
gente fez, fizemos várias campanhas. Da época das mães, compre em uma
empresa
sergipana, aí a gente começou a listar...
Tem Faltidor,
tem muito
legal. Aí a gente começou
a listar empresas do grupo,
quem
era que tinha no grupo que tinha produtos, serviços, que dava para comprar para o Dia das Mães. E a gente fez um levantamento, começamos a indicar, postar nas redes sociais,
e
realmente fortaleceu mais ainda o movimento na pandemia. Por quê? Porque a gente deu prioridade a quem realmente era do grupo, comprar do grupo, para ajudar.
porque
esse é o nosso propósito. Não só foi na época da pandemia. O nosso propósito é esse, é consumir produtos, serviços locais, produtos, serviços sergipanos. Tem muita coisa boa, muito serviço bom, muito profissional, qualificado. E por que não usar isso?
Então,
a gente fez ação, Dia das Mães, Dia dos Namorados, Natal.
O
que a gente podia fazer de forma
legal
e estava dentro de casa, como é
que
chamava?
Fica
em casa? Home office.
Home office.
A gente fez, sabe? Mas o pessoal conseguiu, assim, manter,
sabe? Passar
por esse momento. E como você,
agora, voltando agora para o seu lado empresarial, como você conseguiu? Porque, assim, as pessoas estavam em casa, mas estavam todos preocupados mais com a alimentação
e
não tinha muita reforma. A reforma estava praticamente parada. a não ser as pequenas reformas no lar mesmo, a pessoa que ia pintar uma parede ou algo do tipo. Como foi para a sua empresa, seu material de construção sobreviver nesse período da pandemia?
Então, graças a Deus, esse período foi o período que eu mais vendi.
Ia
falar isso agora. Com toda certeza, ela ganhou um dinheiro.
Mas
como?
Porque as pessoas ficaram em casa. Porque ficaram em
casa, o pessoal começou a ter gosto pela casa. Então,
as
pessoas
ficaram mais em casa, então,
assim, tem uma parede para pintar.
aproveitou esse
momento. Então, as pessoas começaram a enxergar
que... Mas os grandes
empresários não podiam fazer os grandes faturamentos. Ela não poderia ter. Como é que ia ter um faturamento de
uma
grande
construção? Mas
você
tem
uma outra... Deixa
ela falar que
é melhor.
Ainda a maior
foi do pessoal que recebeu auxílio.
Veja como... A importância de uma política
pública. Então,
talvez o seu segmento também, até a posição que você mesmo comentou aqui, da questão lá no Siqueira Campos, que é um pessoal menos favorecido nesse sentido, foi bom para você. Foi muito
bom. Talvez
grandes e grandes empresas como os concorrentes maiores mesmo, grandes players aí podem
ter
tido dificuldade ou não também. Porque
o Rafael falou,
o cara quer reformar a varanda
para
assistir a live do Gustavo
Lima lá na
pandemia, né? É, foi
exatamente isso.
Então, assim, você vê detalhes em casa. Então, você quer reformar,
você quer comprar um
móvel, você quer fazer...
Então,
assim, você começou a viver a casa,
né? Foi
exatamente assim. E eu criei o delivery de material de construção.
Porque,
assim, existe o frete, né? Ah, eu vou comprar material, tem entrega, você entrega. Mas o delivery de material de construção nunca existiu. Quem criou o delivery, aqui fui eu.
Legal. Se
a torneira quebrasse, eu ia entregar a sua torneira na sua casa e se precisasse de uma pessoa para colocar no lugar, eu mandava a pessoa junto.
Rapaz, interessante. Empreender aí.
É isso aí. É
verdade. Você pegar a dificuldade e... Eu mesmo, se for para trocar uma lâmpada, eu ainda troco. Agora, uma torneira,
eu
não
troco.
Inclusive, muitas vezes, quem ia trocar alguma torneira, sinfão, que quebrou, era o meu gerente. Sim. Sim.
Esse é o faz tudo. Esse
é
o
multiuso.
Sim,
meu filho.
Cuidado, que vamos contratar sim.
Vai
nada,
ele não me larga, não. Ele não é doido, me largar. É isso.
Veja,
na pandemia...
O Dede botou aqui que o Sebrae é outro. Ele já está se justificando. O Álvaro Dede aqui. O Sebrae é outro hoje. É legal.
Então,
já se... Está tudo bem com
o Sebrae. Mas agora já sou o Sebrae. É igual a
Faneu Marra. É assim.
É assim.
Os dois.
Cópia. O Lincoln mandou uma mensagem aqui. No movimento Ed Sergipe, você faz network inteligente. É
verdade. É
muito importante conhecer pessoas que têm a mesma vibração. A
gente
não deve estar falando em relação ao assunto
no
movimento da
pandemia,
tudo, né?
Mas é isso aí. O
network inteligente, é exatamente isso que acontece.
É o que
acontece. Legal. Porque o network não é só você trocar cartões. Não
é
só você distribuir panfletos, brindes. Não é isso. Network é... Se
vender, né? É você também se vender. Saber apresentar de forma coerente o seu produto, de fato, o seu diferencial.
Sim, de
forma pontual. Pontual.
Né? Porque nem sempre o seu produto vai servir para todo mundo.
Então,
não adianta você estar nos lugares distribuindo cartões, panfletos, investindo em montes de marketing, rede social, autodot, televisão, se você não sabe, de fato, a quem atingir.
E
no Edsergipe, você encontra todo tipo de segmento, empresas sérias, porque a gente tem um critério no movimento que a gente quer empresas sérias, né? Não adianta você botar qualquer empresa. Por mais que seja pequena, um pequeno empreendedor,
se
não for uma pessoa honesta, correta, né? que compra com o que promete, não adianta estar no movimento. Vai estar para quê?
Não
tem porquê. Ah, discrimina? Não é discriminação, mas é a forma correta da gente fazer o network inteligente.
É
você estando conectado com as pessoas certas, com as empresas certas. Por mais que muitos não me comprem, mas muitos me referenciam. Sim. E esse é o diferencial do Edsergipe.
É
você ser referenciado. Não tem marketing melhor do que alguém que compra o seu serviço e
indica.
É
a melhor coisa, porque a pessoa usou o seu serviço.
Tem
a prova viva de que... O selo de qualidade. É, o selo de qualidade que você entregou, que você cumpriu.
Então,
não tem coisa melhor. O Edsergipe é isso. É você ser referenciado, é você fazer o network com as pessoas certas. E, acima de tudo, uma coisa que eu prezo muito é você estar aberto para ajudar. Infelizmente,
o
ser humano espera muito. O
que
é que eu vou ganhar em troca? Vai me dar o quê?
Mas
o network é muito mais você ajudar, você dar, você servir. Quando você serve, tudo volta. Tudo chega para você.
Você conhece
Luciano Melo Nunes ou não?
Você
conhece?
Está
aqui dizendo que quem é esse sim? Eu vou contratar ele agora. Não sei
o que é. Vai nada. Homem
se aquete.
Aí o Marius
botou infalível marketing boca a boca. É verdade, tem. Agora, é engraçado, porque falar bem de um negócio, sabe, Rafael? Às vezes demora para a pessoa entender que é bom, mas o ruim propaga mais rápido. O
boca a boca, ele está falando aqui do
marketing, infalível. Na indicação é importante. Tem grandes empresas, inclusive, é uma cultura norte-americana indicação. Empresas como a Prudential, não sei se você vai falar na Prudential, empresa de seguro de vida, e tal, eles fazem tudo por indicação.
Mas, Diego, eu
sou
do princípio de que tudo parte da gente. Claro, sem dúvida. A gente
tem muito
essa mania de dizer, ah, vamos mudar a cultura. É cultural. Não, tem que mudar as pessoas. Tem que mudar a gente. Se a partir de hoje que você conhece um pouco do movimento, você não mudar a sua forma de comprar no supermercado, não adianta. Não adianta.
Não
adianta. Então, esse negócio de é cultural. Não, não é cultural. A gente tem que acabar com essa mania.
A
gente tem que mudar,
a gente tem que dar preferência, a gente tem que indicar os amigos, a gente tem que ter esse prazer. E, infelizmente, isso não acontece, porque é a tal da concorrência. As pessoas acham que a concorrência
é
o que realmente atrapalha. Não é... Eu tenho muitos parceiros de material de construção
que
me socorrem sempre. Eu também socorro eles sempre. Isso é parceria. Anny, como é que você está vendo aí? Rapaz, está ruim. Esse mesmo melhorou. Rapaz, aqui também melhorou.
É
isso. Na verdade, a instalação de uma crença, que você comentou, uma crença cultural e tal, ela tem dois movimentos. Eu aprendi isso com um cara que eu fui no treinamento. Ela se instala ou por repetição, e a questão da cultura de Sergipe é muito repetida. A gente tem uma... Em Sergipe, vou falar aqui, mas a gente vai quebrar isso, já tem quebrado o movimento como é de Sergipe, tem feito isso.
Por
exemplo, a Fê Comércio tem feito um novo trabalho há um bom tempo. O próprio Sebrae, com as mudanças que tem, que é natural, as pessoas são passageiras, tem que fazer um novo movimento. Mas é ou por repetição, quando a gente repete muito, ah, é cultural, né? O sergipano, a gente... Até o amigo meu falou, rapaz, tudo que você bota o nome Sergipe é fracassado na cabeça do caderno. Porque a gente tem esse estigma, entendeu?
E ao povo de Itabaiana é o contrário, quando bota
Itabaiana, porque o povo é barrista. Então. O cara de Itabaiana
compra na mercearia Itabaiana.
Entendeu? Se você pega a
bota da mercearia Itabaiana, o cara
vai comprar Itabaiana. Ou você faz por
repetição, ou então ele chama de forte impacto emocional. Quando você tem um impacto forte, aí é uma crença instalada, entendeu? Na sua cabeça, na cabeça de qualquer um de nós. Ou seja, o movimento, o Ed Sergipe, tem esse papel, não é? Primeiro, da repetição, porque a gente vê, é tipo uma cartilha, Você vai rezando todo dia lá. Pessoal, compra das pessoas que estão no Sergipe. Naturalmente, é bacana, é bacana, mas a gente sabe como é que o universo funciona. Porque a gente tem concorrente, não tem jeito,
a
Trapassa aqui, Salvador está do lado, Marcel está do outro lado. Até falei com o Zaga um dia desse, eu trabalho muito com o movimento de inovação, com startups. Até falei para eles, Zaga, vamos pensar no seu sistema de rodada de negócio para fazer uma rodada de negócio online com as startups de fora e com as de Sergipe. Porque existe um fornecimento também nesse sentido. Então,
tem
outros caminhos. Ou seja, o que a gente fala, ele vai acontecer, mas também tem uma outra possibilidade mais à frente de novos negócios, novas conexões. Mas é muito legal. Eu me associei ao Ed Sergipe, na verdade, eu voltei para o associativismo
junto
ao Ed Sergipe. Tem aí um pouco mais de,
acho
que uns oito meses que eu me associei. Voltei também para a associação comercial e eu percebi o quê? Que nas duas entidades tem muitas pessoas nas duas participando. Pelos dois modelos que são diferentes. É um modelo mais tradicional. Até um amigo meu falou de estatal, falou, a associação comercial é o seguinte, você vai lá, entra, tem um ex-presidente, uns caras cheios de bigode, velho aqui, e os presidentes sem bigode. Você vai no panela, porque tem lá, bicho, o cara que foi o primeiro tesoureiro, é o tesoureiro perpétuo. Está lá uma foto do cara, 1900 e não sei quanto. Lá de cá, todo mundo já morreu,
sabe? Olha, você não quer
nem contar com esses caras
aqui, não.
Que engraçado.
Mas é isso,
é um modelo.
É um modelo.
Porque foi a quarta do Brasil, eram os caras que vieram aí nos navios, sei lá de onde eles vieram, os portugueses, os espanhóis e tal. Mas o Ed Segipto é um movimento mais liberal, um movimento mais... É mais leve.
É mais leve, até
pelo nome e tudo mais. É,
mais leve, não
tem essas cobranças. Quem
entrou aqui agora foi
o Maurício Oliveira aqui. A Anny é uma empresária que se destaca, o movimento é importante para trazer...
Maurício.
Os nossos empresários na população, o ufanismo. Rapaz, essa palavra aí, o
que
será que
é
ufanismo? Maurício, depois traduz aí para a gente.
Maurício usa umas palavras
assim difíceis.
Eu prefiro desenlatar essas coisas todas. Lincoln, ele botou aqui, ensinar nossos filhos e netos é melhor... O principal, venha para o Ed Sergipe.
Se
associem.
Se associem ao Ed Sergipe.
Venha para o
movimento.
Eu não queria deixar de
acabar o programa sem saber o que era o ufanismo, né? Eu tive que entrar aqui no... O
Maurício
botou, mas é interessante. A atitude de quem se orgulha de alguma coisa com exagero. Orgulho exacerbado pelo país em que nasceu. Patrotismo excessivo.
É o ufanismo pelo Ed Sergipe. O Sergipe
pelo
Ed
Sergipe. Obrigado, Maurício. Eu fui aqui consultar porque o meu intelecto não chegou nesse questão do ufanismo, não. Vou usar mais essas palavras.
Vou usar essa
palavra aí.
Vou usar um pouquinho de notas aqui. Vou
esquecer mais.
Vou usar essa palavra nos próximos.
Anny, nós trouxemos aqui um presente para você. Ai, que
maravilha. Um presente
do programa para você. Eu também
trouxe
o livro. Eu já entreguei um para o Lincoln, mas vou levar... Vou te entregar um exclusivo para você agora também aqui. Assim que
você... Esse
especial é esse presente. Esse presente é muito legal.
Ai, que linda.
Tá vendo aí?
Amei. Amo tomar café.
Isso. Amo caneca.
Solta os arrobas lá para
a gente também. Vou fazer umas blogueirais aí, né? Isso, passa umas blogueirais.
E aqui é o livro, o
livro Administração em
Pauta. É
o
primeiro livro que eu escrevi, né? Que bacana. E aí é um presente também meu aí para você
para que você possa... Tem que
assinar, por favor.
Tá, vou fazer. Deixa eu acabar o programa que
eu assino. A dedicatória. Quando
acaba o programa tem um ritual. Vai tirar foto da caneca.
Isso. É isso
mesmo.
É marketing,
né?
Isso. Obrigado pela sua presença, pela
sua atenção
aqui, pelo seu tempo.
Eu
sei que para o empresário e para a empresária não é fácil abrir espaço na agenda onde podia estar com a família, com o maridão, com seus filhos aí, mas é muito bacana a sua presença aqui. Enriqueceu muito o nosso programa.
Que bom. Vai ficar
guardado, né? O material fica gravado. Depois você pode compartilhar com mais e mais pessoas aí.
A
gente vai...
Você é a
primeira mulher?
Primeira mulher a reforçar isso também. Tá vendo? Empreendedora
aqui. Na semana que vem nós temos a doutora Emília Correia que é
a primeira mulher política. Tem uma defesa, hein? Eu não sabia disso não, é verdade? É. Rapaz, eu estou aqui. Vou preparar minhas perguntas. Eita.
E assistam aí o nosso
podcast. É a primeira
mulher política. Que a senhora foi a primeira mulher empreendedora. Que
bacana.
Tenho a certeza que muitas virão, né?
Sem dúvida.
Espaço aberto.
Aqui a todas que querem
participar.
Quando
quiser
a
mulherada do Ed Sergipe Mulher,
tem um anjo de
peso.
Vamos. Legal,
vamos sim. Vamos precisar sim, com
certeza.
Diego é um grande link, né? Com o Ed Sergipe. Porque Diego... Sim, eu conheço lá eles.
São
pessoas maravilhosas,
pessoas de bem aí que estão atuando nesse processo que não é fácil, sabe? É um desafio. Mas estamos juntos aí. Vamos em frente. Vamos juntos. Fazer transformar as
coisas. Chegamos
mais longe,
né? Sem dúvida, sem dúvida.
Então,
a gente
precisa de vocês também, do apoio. Vamos aqui. Propagar esse propósito, né? Que não é uma ideia, é um propósito.
Sem
dúvida,
a gente já sabe disso. Propaguem
que a gente... Que aí, botar o Ed Sergipe no mundo. Não só em Sergipe, que é botar no mundo. Beleza.
Beleza, então
vamos nos pedir aí da nossa audiência. Obrigado aí. Nossa
equipe aqui
dos estúdios também. Obrigadão. Eu, pessoal, servia o água aqui pra gente hoje bacana.
Caneca diferente,
caneca verde e tal. Mas a gente vai melhorar essas canecas aqui,
né,
Rafael? Vamos botar um... Alô
do mar. Alô do mar. Alô do mar. Alô do
mar. Alô do
mar. A nossa
também tinha marca também. Vamos
ver. Alô do mar.
Alô do
mar.
Alô do
mar.
Alô
do mar. Pessoal, uma boa noite pra
vocês. Continuem nos assistindo aí. Se Deus quiser, estaremos aqui na próxima segunda-feira, dia 10 de julho.
Já
estamos em julho. O tempo tá passando. Um abraço. Até o nosso próximo podcast aí, se Deus quiser. Valeu. Tchau,
tchau. Tchau,
tchau.