Daniel Goldberg: SEGREDOS DE INVESTIMENTO de um fenômeno do mercado | Market Makers #55
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Chapitres
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Questions et réponses
Taux de réponse directe : 100 % (directe = 1, partielle = 0,5, éludée = 0)
- 3:42OuverteRéponse directe
Un investisseur patologiste, comment vous vous définissez ?
- 9:28RelanceRéponse directe
Dans cette explication, quand vous dites événement de liquidité, qu'est-ce que ça signifie ?
- 19:04RelanceRéponse directe
Avec votre analogie de l'opérateur de santé, est-ce que la Lumina ne travaille qu'avec des entreprises en difficulté ?
- 26:42OuverteRéponse directe
Aujourd'hui, votre travail et celui de votre équipe, comment ça fonctionne concrètement ?
Affirmations vérifiables (citations exactes)
- 0:48Invité politiqueFait
« Porque o que te dá retorno em excesso não é o quê, é o porquê. »
- 1:24Invité politiqueFait
« Empresa no Brasil ou em qualquer lugar do mundo, ela não quebra por insolvência, ela quebra por falta de caixa. »
- 2:36PrésentateurFait
« Bom, para começar, diferentemente da maioria dos gestores da Faria Lima, ele é formado em Direito e não em Engenharia, né? »
- 4:37Invité politiqueFait
« Eu vejo o mercado de investidores institucionais em três grandes categorias. »
- 7:06Invité politiqueFait
« A primeira pergunta que a gente faz na Lumina não é o quê, mas é o porquê. »
- 29:12Invité politiqueFait
« A gente tinha uma posição grande, profundo, em dívida soberana na Argentina. »
- 1:16:46Invité politiqueFait
« a gente ter um ajuste mais severo do ponto de vista de atividade do ciclo de crédito que está no preço hoje »
- 1:17:28Invité politiqueFait
« cobre o brigadeiro porque hoje à noite tem sobremesa »
- 1:17:36Invité politiqueFait
« difícil imaginar que os excessos na avaliação de risco se deram só no mundo da tecnologia que corrigiu em 2022 e os estándares de crédito foram impecáveis esse tempo todo »
- 1:17:56Invité politiqueFait
« aqui no Brasil é um pouco diferente »
- 1:20:04Invité politiqueFait
« a soja reverteu um pouquinho o agro devolveu um pouquinho do super PIB do primeiro TRI »
- 1:20:35Invité politiqueChiffre
« o segundo TRI já contando o carrego estatístico veio mais com cara de um ano aqui no Brasil em 2023 de 2, 2,5% de crescimento »
- 1:20:48Invité politiqueFait
« uma mudança importante no funil para concessão de pessoa física já no final do ano passado »
- 1:21:08Invité politiqueFait
« o Bradesco por exemplo foi um aperto importante »
- 1:22:09Invité politiqueFait
« eu estou lá no conselho de administração de um banco que eu acho que tem feito um trabalho espetacular nesse campo que é o Nubank »
- 1:25:13Invité politiqueFait
« o governo tem sido muito feliz em comunicar uma responsabilidade com uma âncora fiscal nova »
- 1:25:33Invité politiqueFait
« palmas pro Haddad que conseguiu construir uma credibilidade que é frágil mas é sólida por enquanto »
- 1:33:26Invité politiqueChiffre
« 9,1% de contração de PIB per capita em 18 meses »
- 1:38:23Invité politiqueFait
« o nível de alavancagem das empresas ele não é o mais baixo mas ele ainda está relativamente baixo »
- 2:05:52Invité politiqueFait
« o banco não consegue alavancar aquela aquisição sozinho »
- 2:06:16Invité politiqueFait
« Exit Financing o financiamento o bonde que financiou a saída da Latam do Chapter 11 nos Estados Unidos »
- 2:06:24Invité politiqueChiffre
« ele saiu a 17% em dólar »
- 2:07:47Invité politiqueChiffre
« mais de 2 bilhões de dólares »
- 2:10:57Invité politiqueFait
« ele foi outorgado num custo de capital implícito que foi o maior custo de capital da história recente do Brasil »
- 2:14:18Invité politiqueChiffre
« vários investidores hedge funds já botaram 1.2 bilhões de dólares nessa mineradora »
- 2:15:11Invité politiqueFait
« a gente vai valer 4 dólares por ação »
- 2:18:06Invité politiqueChiffre
« ele chegou a bater 40 dólares por tonelada »
- 2:18:30Invité politiqueFait
« se o preço do minério cair num patamar tal onde a Vale do Rio Doce não gera mais caixa »
- 2:20:27Invité politiqueFait
« ele foi processado nos Estados Unidos o fundo dele foi liquidado »
- 2:23:10Invité politiqueFait
« nossos bens inclusive as suas ações estão indisponíveis »
- 2:23:48Invité politiqueChiffre
« a gente perdeu 50 centavos no dólar do nosso investimento »
Temps de parole
- Daniel Goldberg73 %
- ?16 %
- Présentateur8 %
- Présentateur 22 %
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Et
crave quoi que est votre renda d'ici à 24 mois. A tauré modelage est une ligne et c
'est
vous même. Vous me dites que vous ne pouvez
pas
accepter la tauré renda d'ici à 24 mois. Et nous nous discutons d'ici à 10 ans le DCF. DCF est super importante, mais gente, ninguem sabe qual que é a linha de depreciação da companhia daqui a 10 anos. Não é isso, não é assim que
você
vai ganhar dinheiro.
Mas
isso aqui hoje em dia no mercado financeiro, isso
é
o básico, todo mundo tem que saber isso. O que todo mundo tem que saber? O
que
as pessoas não se acostumaram a perguntar é o porquê. Porque o que te dá retorno em excesso não é o quê, é o porquê. Empresa no Brasil ou em qualquer lugar do mundo, ela não quebra por insolvência, ela quebra por falta de caixa. Então pro empresário, que aperta ele no dia a dia, o cara fala, eu sei que eu valho muito mais do que minhas dicas, mas tá duro de pagar esse juro, hein? Isso aqui é o que os bancos de juros chamam de dual track. E ó, tem uma oferta desse cara, Ike Batista, e não tem erro. A gente acabou de tomar uma busca e apreensão aqui na sede da nossa empresa. Nossos bens, inclusive as suas ações, estão indisponíveis.
Então eu fiquei com a companhia interditada, com o comprador indo pro vinagre, o principal acionista dela virando pó, o preço do minério no chão, e as minhas ações potencialmente indisponíveis.
Eu
acho que o Congresso quer e vai aprovar algumas reformas institucionais super importantes. E acho que a grande mudança pela qual o Brasil passou não é a mudança em que a esquerda ficou menos esquerda, é a mudança onde o Congresso virou o protagonista da política pública local.
Sim,
sim, sim, tá começando mais um Market Makers, o podcast da família investidora brasileira. Seja muito bem-vindo,
eu
sou o Thiago Salomão, apresentador deste programa, junto com ele, Renato Santiago, muito bem trajado, com uma roupa verde exército. Tudo bom, Renatão?
Tudo
bem, e você?
Tudo
bem,
gostei do seu
traje... Sou sargento agora. Homenagem ao Palmeiras? É.
E
aí, Renatão, tá preparado para o episódio 55? Tô preparado,
esse
aqui vai ser um pouco diferente,
né,
Salomão? É, vamos ter um convidado especial para falar de um assunto que
a
gente não fala muito, então, até por isso, prepare papel e caneta, que hoje vai ter muito aprendizado com Daniel Goldberg. Quem que é o Daniel Goldberg, Renatão? Bom, o Daniel Goldberg, gestor da Lúmina, né, ele é um personagem diferente dos que você está acostumado a ver e ouvir aqui no Market Makers. Bom, para começar, diferentemente da maioria dos gestores da Faria Lima, ele é formado em Direito e não em Engenharia, né? E antes de lidar com o investimento, ele foi secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça entre 2003 e 2006, no primeiro mandato do governo Lula. Aí, só depois que ele foi para
o
mercado financeiro, foi presidente do Morgan Stanley do Brasil, criou uma gestora, que depois foi comprada pela Farallon. Farallon? Farallon. Farallon.
E
agora, ele ficou lá por 10 anos, saiu para fundar a própria gestora, a Lúmina, onde ele é CIO e fundador, e é a gestora que esteve recentemente no noticiário aqui do Condado da Faria Lima,
né, Renatão? Exatamente.
A Lúmina ganhou as manchetes dos jornais econômicos ao aparecer como provável compradora da fatia do Credit Suisse na Verde Asset, a lendária e gestora do Luiz Stuhlberg. Essa transação ainda não foi concretizada no momento em que gravamos essa entrevista, que fique bem claro. Goldberg já trabalhou no governo, já foi presidente de Banco Americano do Brasil e pode virar sócio de Stuhlberg em breve. Mas como é que ele investe? O que ele faz no mercado? Nas próprias palavras, o Goldberg, ele se define como um patologista, alguém que investe em disfuncionalidade, Renatão. Isso diz alguma coisa para você? Para mim, não. Melhor a gente perguntar para ele, né? Então tá.
Daniel Goldberg, que é o nosso convidado do Market Makers 55, seja muito bem-vindo e já vou começar com uma pergunta capciosa aqui.
Um
investidor patologista, como você se define,
é
um investidor que procura oportunidades quando as empresas estão com algum problema. Então dá para dizer que quando a situação econômica está pior, a situação das empresas está pior, é um melhor momento para você como investidor?
Na
verdade, acho que não. Essa é uma boa pergunta. Deixa eu tentar começar a falar um pouquinho de como eu vejo
esse
programa de investimentos que, por falta de nome melhor, as pessoas se acostumaram a chamar de situações especiais.
Qual
que
é
o meu modelo mental para como esse programa de investimentos funciona?
De
forma geral,
eu
vejo o mercado de investidores institucionais
em
três grandes categorias.
A
turma que, por um motivo ou por outro, investe olhando a classe de ativo
e
o retorno relativo que aquela classe de ativo deve dar, o beta, por assim dizer. Então, fund of funds, alocador, fundos macro, de forma geral.
Essa
turma toda,
com
um viés mais ou menos quantitativo, mais ou menos sistemático, mais ou menos discricionário, essa turma toda, ela olha, ela tenta fugir de riscos idiosincráticos, riscos dos ativos especificamente, e tenta olhar
determinados
atributos que compreendem uma categoria geral de potenciais investimentos.
Esquece
um pouco essa família.
Aí
tem a família que olha o valor imobiliário emitido por aquela empresa, aquele investimento, aquele ativo em especial, aquele investimento em particular.
Aí
você tem a turma que faz crédito, a turma que faz equities, e nos seus estilos mais variados.
Então,
desta turma
que
gosta de fazer a avaliação, o underwriting de investimentos, de nomes particulares ou valores imobiliários específicos,
você
tem
dois
DNAs.
Você
tem o DNA da turma que pergunta o quê?
A
pergunta mais importante é o quê? Então você pergunta para um sujeito que faz equities, faz long-shore equities.
Por
que o sujeito perdeu dinheiro comprando o App Vida?
Aí
ele explica, não, porque eu estava modelando a sinistralidade médica do jeito tal, aí eu não percebi o que aconteceu no pós-Covid, mas eu acho que a companhia agora vai voltar a ser o que ela era antes. E para cada X pontos base de sinistralidade, isso tem um bottom line de X milhões de reais. E agora eu estou modelando isso e eu acho que eu tinha entendido mal o risco de ajuste no pós-Covid, mas agora eu tenho certeza que meu do diligence está ok. Então eu entendo tudo sobre operadora de saúde,
eu
entendo tudo sobre sinistralidade,
eu
entendo tudo sobre App Vida, com alinhado tal management, com os acionistas, o que está acontecendo agora nessa transição, como é que eles estão olhando os ativos non-core,
e
assim por diante, todas as coisas que vocês
estão
cansados de discutir com outros eventuais convidados aqui. Então essa é a turma do o quê.
A
turma do o quê pode comprar equities, pode comprar dívida, pode comprar quaisquer valores imobiliários emitidos por aquela firma, por aquela empresa.
Aí
tem a turma do porquê.
A
primeira pergunta que a gente faz na Lumina não é o quê, mas é o porquê. Por que ele está emitindo aquele valor imobiliário?
Pode
ser equity ou pode ser crédito, mas por quê?
Este
tipo de investimento é um tipo de investimento situacional,
onde o
que está sendo emitido importa,
a
firma que está emitindo importa,
os
fluxos de caixa associados àquele valor imobiliário emitido importam para burro,
mas
não tanto quanto o contexto onde aquele valor imobiliário está sendo emitido e a razão pela qual ele está sendo emitido.
Como
é muito comum que esse contexto seja um contexto de estresse financeiro,
as
pessoas meio que por gravidade
se
habituaram a achar que os investidores de situações especiais
são
investidores que investem em situações de estresse.
Mas
isso não é verdade, isso não
é
nem a maioria das situações. Então,
vou
dar um exemplo qualquer. Vamos supor que na reforma tributária, na parte de tributos diretos, que vem agora no segundo semestre, mude completamente a tributação de fundos
e
que você crie um incentivo tributário gigante
para
você realizar eventos de liquidez até o final do ano, porque o modelo vai mudar. E você não vai ter, digamos, você não vai ter a validação, você não vai poder carregar os atributos fiscais dos veículos constituídos até o final de 2023 ou até o final de 2024 e dali para frente.
E
vamos supor que todos esses fundos que fazem growth, equity, investimentos de longo prazo, acordam de manhã e falam, nossa senhora, acabei de me dar conta de que o retorno líquido para o meu cotista vai ser completamente diferente se eu carregar esse investimento para além de 2024.
Você
vai ter uma motivação enorme de um monte de gente para criar eventos de liquidez
para
poder evitar um atributo fiscal inconveniente para depois de 2024 ou depois de 2023.
Isso
é uma motivação,
por
exemplo.
E
essa motivação, às vezes, ela traz retornos em excesso aos riscos empregados por unidade de capital muito mais importante do que se você fez, se você é o sujeito que mandou o teu analista olhar com ainda mais cuidado o que aconteceu com a sinistralidade deste mês.
Por
exemplo, no caso de um operador de saúde.
Então, nessa explicação, quando você diz evento de liquidez, entenda se tem um motivo para vender.
Para vender. Não importa se a empresa é a melhor ou
a pior do seu... A Lumina nem sempre faz crédito.
A
Lumina, muitas vezes, faz equity. Às vezes, ela faz equity listado. Às vezes, ela faz equity privado. Às vezes, ela faz crédito listado. Às vezes, ela faz crédito privado. Às vezes, ela faz stress. Às vezes, ela faz não stress. Às vezes, ela faz crescimento. Às vezes, ela faz não crescimento. Mas o que ela nunca faz
é
comprar alguma coisa onde não haja uma motivação especial para explicar
a
natureza daquela transação.
É
sempre o porquê
e
não o o quê, necessariamente. E deixa eu levantar um outro ponto, que é o seguinte.
Por
uma série de motivos,
eu
acho que o mercado se acostumou, tem uma obsessão, que é uma obsessão saudável,
a
discutir o tal do alfa. E esse é um conceito, coitado, é um conceito abusado.
As
pessoas, elas usam o alfa de um jeito mais elástico do que eu acho que elas deveriam usar.
e
todo mundo quer acreditar
que, na
média, todos são mais inteligentes do que a média, com quanto isso seja uma implausibilidade
ou
uma contradição em termos. Todo mundo quer acreditar que o seu time é o melhor time, que o seu investimento é o seu melhor investimento, que a sua turma é a melhor turma e assim por diante.
Então, o
alfa, ele tem essa atratividade que é a atratividade do
ser
melhor, do distanciar do seu grupo.
E
é normal que as pessoas, e até saudável,
que
elas queiram perseguir o alfa.
Mas
eu acho que, no final, essa obsessão com o alfa
tira
o foco das pessoas do que é uma dinâmica muito mais importante no mercado,
que
é a da heterogeneidade.
Quando
a gente aprende no livro-texto, esse conceito de alfa, ele vem
de
algumas premissas que são premissas, eu acho, super simplificadoras do que é o mercado.
A
primeira delas é que todos os agentes de mercado querem a mesma coisa do mesmo jeito, com a mesma propensão, e que eles ajustam a propensão a risco simplesmente dividindo quanto eles têm de mercado versus quanto eles têm de caixa ou com alavancagem. É a tal da fronteira eficiente, aquela coisa que
quem
fez aula de finanças aprendeu lá atrás e tal.
Mas
na verdade, na verdade, o mercado tem um bocado de agentes heterogêneos que estão dispostos
a
comprar e vender ou transferir riscos por motivos distintos em função de mandatos distintos. Isso é tão ou mais importante
do
que
o
quão mais você entende sobre aquela firma ou sobre os fluxos de caixa daquela firma para explicar o seu retorno, que é o tal do alfa.
Deixa
eu tentar dar um exemplo fora do mercado para as pessoas que estão ouvindo ou vendo entenderem isso um pouco melhor. Voltando ao meu ao começo da conversa que a gente começou por uma razão aleatória falando de plano de saúde vocês têm plano de saúde?
Vocês
têm plano de saúde?
Já
parou para pensar
que
por definição
quando
você faz um plano de saúde
você
está virando para a sua operadora
e
você vai ganhar dinheiro entre aspas
se você
ficar mais doente ou se a severidade da sua doença estiver além
do
que da probabilidade implícita com a severidade implícita da política de saúde da tua pólice de seguro.
Porque
eles vão gastar mais comigo
do que
eu vou pagar para eles.
Certo.
Mas
ninguém pensa assim.
Porque
ex ante o que você não quer é
ficar
doente
ou
ter uma doença tão grave com uma severidade tão alta que aquilo te leve a bancarrota a falência pessoal é isso que você não quer.
E
você entende você entende intuitivamente
você
entende que
no
final do dia a chance de você ter
um
câncer raro um problema particularmente grave
e
caro
não
é a chance implícita na autopólice de seguro.
O
problema é que se você tiver o problema é
que
se der ruim
você
está completamente lascado.
E
para você
não
tem problema que o retorno esperado de você fazer a pólice de seguro vale dizer a chance de você ficar muito doente vezes o tamanho da despesa médica que você vai ter se você ficar muito doente seja menor
do
ponto de vista do valor esperado do que as tuas do que a tua anuidade da pólice de seguro.
Não
tem problema
o que
você não quer é naquela eventualidade de você ficar doente você não quer ter aquele problema que pode te levar à bancarrota.
Você
faz um seguro de incêndio da tua casa não é que você vira e fala assim puxa eu estou comprando uma pólice que diz que tem uma chance em 100 da minha casa pegar fogo
mas
espera aí quantas pessoas eu conheço que tem uma casa que pegaram
fogo? Ninguém então
espera aí a chance da minha casa pegar fogo deve ser um em um milhão nossa senhora a seguradora está tendo muito alfa
mas
na verdade na verdade na verdade
a
seguradora está em posição porque ela está mutualizando esse risco ela está em posição de absorver esse risco que você quer transferir para ela
e
o mercado funciona assim também
o
mercado é uma máquina de processar informação e risco
todo
mundo foca na informação e todo mundo assume
que
o sujeito que faz alfa é o cara que estudou melhor a companhia
ou
o cara que deu sorte
e
porque todo mundo entende que alfa é um jogo de soma zero se alguém ganha alguém perde
mas
ninguém para para pensar que o que a gente chama de alfa às vezes na verdade não tem nada de alfa
é
você contratando uma pólice de seguro
e
na Lumina tem coisas que a gente faz
em
que a gente é seguradora
e
isso significa que o sujeito que está pagando em termos de retorno em excesso a Lumina
é
que nem você fazendo um plano de saúde porque você quer evitar aquele risco catastrófico de você ter uma doença rara
não
é que você é um doador líquido de alfa
e
não é que a Lumina está coletando alfa no sentido clássico do termo
é
que você tem um risco que você quer transferir
e
a gente tem um risco que a gente topa assumir
e
se você olha do ponto de vista da literatura quão importante é esse mecanismo de transferência de risco no mercado
entre
agentes heterogêneos
isso
é tão tão tão tão tão mais importante do que alfa que eu acho engraçado essa obsessão que as pessoas têm em discutir qual o teu ângulo informacional e aí as pessoas criam uma coisa que é quase ficcional que é se você visita 45 lojas franqueadas ao invés de 40 lojas franqueadas da Arezzo então você sabe mais do que o cara que só visitou 40 lojas se você é o cara que se você é o cara do long only que de fato vai almoçar com o CEO da empresa tal uma vez por semana então você sabe melhor o alinhamento do médium do cara que só vai almoçar uma vez por mês tem uma hora que tem uma hora que os ganhos informacionais meio que são aqueles depois dali não é mais isso é outra história
tem também o fator humano que muitas vezes o analista ou investidor que visitou 45 lojas Arezzo
ele
acaba criando um viés que pode ser mais difícil dele se desfazer de uma posição
aí o problema é outro aí
ele vira um doador de alfa por causa disso por causa do
viés dele como
somos
humanos aqui com o
mercado isso acaba
mas o que eu acho
que é importante o que é importante só para responder a tua pergunta do patologista o ponto não é que
não
é que nós somos patologistas versus fisiatras que era um pouco da analogia em relação ao distress quando eu discutia distress investing
acho
que o ponto mais importante aqui é que de novo
tem
um monte de gente que está acostumado a fazer o underwriting do que eles compram crédito ou ações tentando entender tudo sobre aquela empresa
quando
a gente compra crédito ou ações a gente está tentando entender tudo sobre aquela situação não aquela empresa
e
quais são as situações típicas do ciclo de vida de uma empresa
o
nascimento a incorporação da companhia uma fusão
uma
venda
um
spin-off uma cisão uma liquidação
uma
recuperação judicial esses são eventos típicos então toda vez que você tem um evento típico e marcante na vida da empresa
que
pode ser um evento muito bom de uma empresa expandindo que é uma fusão uma aquisição ousada
ou
um evento muito dramático que é uma empresa quebrando
a
gente está lá olhando na lúmina
mas
não é
mas
não é porque
isso
é desfuncional
é
porque nós somos investidores que olham o contexto onde aquela transação está acontecendo
porque
de novo tem um bocado de evidência empírica tem um bocado de razões pelas quais
o
mercado nas bordas de eventos que são eventos desses do ciclo de vida da empresa não é muito eficiente
mas
se
eu entendi direito então com a sua analogia da operadora de saúde é como se a Lúmina fosse uma operadora de saúde segurando uma que está ganhando dinheiro que acho que é uma exceção não é por
isso
que é uma analogia não é
uma
não é
uma
realidade é
é
como se a Lúmina fosse uma empresa que
uma
captadora de risco
e
está captando risco
de
várias de vários entes em várias condições diferentes como uma operadora de saúde porque
entre
as pessoas que tem seguro de saúde tem gente que fica doente e tem gente que não fica
e
no caso da Lúmina como você fala assim ah é uma special situation parece que só
que
a Lúmina só trabalha com quem está mal mas não é o caso não é o caso não é o caso
por exemplo né é
tem
um olhando o que está acontecendo agora né no mercado a gente está saindo no mercado e a Lúmina investe no Brasil investe em outros mercados ao redor do mundo em especial na América Latina sobretudo no campo de crédito crédito estruturado e o
que
a gente chama de valores imobiliários deslocados que é um pouco disso
né então
o
que
está acontecendo no mundo agora a gente está saindo de um período de bonança de ebuliência bizarro de 20 anos de muita liquidez e crédito muito fácil
né e
as companhias
lá
fora
estão
razoavelmente alavancadas
quando
os bancos centrais ao redor do mundo subiram rapidamente a taxa de juros o mercado de capitais fechou
e
o que é bastante raro fechou em mercados emergentes e fechou em mercados desenvolvidos também agora ele está reabrindo de novo mas
durante
o ano de 22 inteiro
o
mercado de capitais permaneceu razoavelmente fechado
em
especial para emissores que não são emissores high grade
não
são investidores dos mais qualificados e cujo risco é muito
baixo o
mercado permaneceu inteiramente fechado para esses emissores
e
de forma razoavelmente sem exceção
né então
o que aconteceu o que aconteceu é que vários bancos
que
tinham dado empréstimos pontes
para
vários desses empresas de qualidade
que
estavam comprando seus competidores que estavam expandindo que estavam fazendo capex
deram
esses empréstimos meio que na expectativa
de serem
os bancos de investimento que vão fazer a emissão do bônus
que
vai fazer a substituição daquele empréstimo
e
vai distribuir aquele risco no mercado de capitais Goldman, JP Morgan Morgan Stanley parte do negócio desses bancos de investimento
é
falar assim ah puxa vocês aqui vão comprar
vamos
supor que vocês vão aqui comprar o seu principal rival
no
mercado de podcast
e
aí vocês vão lá e falam assim puxa eu quero tomar um empréstimo ponte
do
banco que eu vou comprar vou vou vou incorporar o meu principal rival vou triplicar minha receita de anunciantes aí quando eu triplicar minha receita de anunciantes eu vou poder emitir um título de dívida uma debênture no mercado local de longo prazo já com meus números pro forma pra incorporação desse meu rival vai ser muito melhor isso do que eu emitir uma dívida de longo prazo agora então faz sentido eu tomar um empréstimo ponte
com
números ruins antes da aquisição e fazer a dívida definitiva já com os números bons pós incorporação do meu principal concorrente
e
os bancos historicamente te dão um empréstimo ponte desde que eles achem que a probabilidade é grande deles conseguirem emitir um bônus
taxa
de juros subiu mercado normalizou
e
agora mercado de capitais estava fechado até a pouco
aí
vocês ligam pro banco e falam banco não vou conseguir emitir aquele bond
mas
você me deu um empréstimo
então
vamos transformar esse empréstimo que era um empréstimo de 12 meses num empréstimo bancário normal de 5 anos
aí
o banco fala
vamos qual
que é a sua alavancagem
ah
eu estou alavancado 5 vezes minha dívida líquida pro EBITDA que é a
minha
geração proxy da minha geração de caixa é 5 vezes 5 vezes
aí
você fala não tem problema banco eu estou alavancado 5 vezes mas eu te dou todo o colateral
você
é sênior aqui você não vai você não vai ter problema
aí
o cara liga pro chefe dele que liga pro chefe dele que liga pro comitê dele faz uma reunião de comitê e fala assim
você
está ok em transformar um empréstimo que é um empréstimo ponte num empréstimo definitivo pra uma companhia que está 5 vezes alavancada
o
comitê fala não
porque
mesmo que o meu empréstimo tenha garantias e mesmo que eles estejam me garantindo que o meu empréstimo não vai aguar
essa
companhia nesse ambiente aí com o CDI onde está
5
vezes alavancada vai terminar entrando numa RJ
e
eu banco comercial eu não estou nesse negócio de dizer pro meu chefe
que
ó não se preocupe
que
eu estou dando um empréstimo agora pra uma empresa que eu acho que tem uma chance altíssima de entrar numa RJ mas eu não vou sofrer uma imparidade naquele meu empréstimo é só o vizinho que não tem colateral que vai o banco não está nesse negócio até porque os bancos centrais não deixam o banco não reservar capital numa situação dessa a companhia está muito alavancada e se ela vai entrar em RJ ele vai ter que reservar capital contra aquele empréstimo mesmo que ele tenha garantias aliás os reguladores costumam dizer pro banco que ele nem pode emprestar pra companhia que está mais de seis vezes alavancada
e
está cheio em mídia saúde e telecomunicações está cheio de empresa que está mais de seis vezes alavancada por aí no mundo anterior software cheio de empresa de software que está mais de seis vezes alavancada lembrando que a gente ficou mais de 20 anos num mundo de taxa real muito baixa e eventualmente negativa onde alavancagem não fazia diferença alavancagem se o teu cupom é zero se o teu juro é zero não tem problema você ficar muito alavancado então está todo mundo saindo de um período de ebuliência onde os refinanciamentos estão muito complicados
às
vezes essa turma liga pra Lumina e
fala
Lumina você topa refinanciar o empréstimo ponte que o banco ABC deu em país no país tal
aí
você fala puxa eu topo
mas
essa empresa vai potencialmente pedir uma recuperação judicial lá fora um chapter 11
um
UK scheme of arrangement que é o chapter 11 no Reino Unido uma RJ aqui no Brasil
a
gente faz isso em várias jurisdições e vários mercados
você
topa fazer isso
essa
empresa vai reestruturar
a
gente está no negócio de falar olha
eu
topo porque eu não vou perder dinheiro porque na reestruturação eu vou ser mantido em
DNI
na reestruturação o banco não está nesse negócio então às vezes a gente tem situações onde a gente está comprando empréstimo dos próprios bancos
mas
a empresa ela não está estressada necessariamente ela não está ainda em RJ e às vezes ela nem vai entrar numa RJ ela só está muito alavancada
aí
tem os outros casos tantos outros casos onde onde
os
bancos estavam financiando esses fundos de private equity
estavam
querendo fazer mais e mais e mais compras alavancadas
e
agora por motivos dos mais variados eles a torneira fechou
e
agora como é
que
faz para refinanciar um fundo de private equity
então
uma parte importante do nosso portfólio é a Lumina financiando fundos de private equity em situações que não tem nada de estresse
nada,
nada, nada nada de estresse
essa é
uma pergunta que eu queria chegar hoje o seu trabalho
o
trabalho da sua equipe assim um investidor normal que vem aqui um gestor de ações ele tem lá a tela com todos os tickers aí tem o site de RI vai lá pesquisa tem Bloomberg tudo pode fazer uma comparação de análise
pelo
que eu percebo
as
empresas que vêm até você ou vocês também tem que
fazer a gente
também tem isso a gente tem
mas
dentro do portfólio tem mais empresas que vêm atrás vocês solucionam o problema delas ou vocês também tem uma parcela grande olha
do nosso
fundo offshore hoje vou te dar
a
quantidade exata
nosso
fundo do nosso fundo offshore 60% do nosso fundo offshore está em situações desse tipo que a gente que a gente está conversando
de
forma bilateral com a companhia privada fora do mercado ou a gente procurou a companhia com uma solução de capital ou a companhia nos ligou com uma solução de capital
que
pode ser uma aquisição pode ser uma reorganização societária
pode
ser um empréstimo para evitar que a companhia entre numa RJ pode ser um empréstimo para facilitar a saída da companhia RJ pode ser porque a companhia está indo muito, muito, muito bem pode ser porque a companhia esteja indo mais ou menos pode ser porque a companhia queira reestruturar o seu balanço mas sempre em situações bilaterais
de
negociação direta em que a gente está tentando desenhar uma estrutura de capital no lance alta costura a
gente
está tentando fazer a roupa que aquela contraparte precisa para aquele momento do ciclo de vida dela isso é mais ou
menos
60% do portfólio
a
gente tem a gente tem hoje mais ou menos
20
% do portfólio
que
é isso é outra coisa que você estava dizendo é a telinha onde
a
gente está olhando o Bloomberg olhando os stickers e a gente comprou
na
tela valores imobiliários porque a gente acha que eles são interessantes
que não
não necessariamente ações e na maioria dos casos
não
são ações em geral são bonds
que
negociam
como
vocês sabem os bonds tradam mas eles tradam OTC eles tradam over the counter
então
a gente tem no fundo offshore
a
gente tem uma posição tinha uma posição grande a gente diminuiu ela um pouquinho porque porque os retornos prospectivos não são mais tão interessantes porque os preços subiram muito
mas
a gente tinha uma posição grande profundo em dívida soberana na Argentina
quando
ela bateu lá 18,19 centavos no dólar a gente começou a acumular
agora hoje
de manhã
eles
anunciaram uma desvalorização aspas
o
plano de fazer uma desvalorização controlada com o apoio do FMI
o
bonde andou de novo e está a 31,5 eu acho o bonde específico que a gente comprou que é o 2035
a
gente tem bondes de companhias
que estão
numa situação de transição qualquer que seja de novo a situação de transição pode ser a companhia prestes a reestruturar ou pode ser a companhia prestes a expandir seu enterprise value ou seu valor da firma porque ela está querendo fazer uma aquisição grande ou usada é sempre lembrando sempre é sempre o porquê é sempre o evento mais do que o o quê
a
gente tem de tudo mas a maioria
quase
todo nosso portfólio de ativos líquidos é um portfólio de crédito não é um portfólio de não é um portfólio de equities podia ser equities perfeitamente
calha
de não ser nesse ambiente de hoje não é é um ambiente de crédito e dívida muito mais do que um do que um de equities
eu estava anotando aqui faltaram 20% mas só da dívida
argentina esse é o capital disponível
que o fundo ainda tem
da
dívida argentina
o
que aconteceu ele se valorizou
foi de 18 centavos para 31 ah tá então eu anotei errado então o retorno prospectivo está menos interessante vai
chegar mais já
andou né
aliás já anotei essa frase retornos prospectivos quando o Matheus diminuiu alguma fatia de uma ação da nossa carteira
já usai essa a gente vai falar não é porque tem essa
coisa porque quando o investidor porque o investidor nunca deve olhar
o
retorno realizado
o
investidor não pode olhar para trás irrelevante
quanto
dinheiro você ganhou ou perdeu numa essa coisa de vender para realizar lucros
é é
um é
um é um
nonsense do ponto de vista
de investimento é que é a busca
do alfa né é mas está errado você
assim todo
dia para investimentos líquidos supostamente todo dia você compra ou vende né no final do dia
é a
realização de um investimento
ela
faz sentido eventualmente a luz da legislação tributária quando você quer evitar um impacto adverso para
o
seu cotista mas
mas
tudo mais constante é
no
final do dia
não
importa quanto dinheiro você já ganhou ou perdeu o
que
importa hoje
é
qual é o valor intrínseco da sua posição
se
o preço do ponto de vista de uma avaliação fundamental ele é diferente do valor intrínseco se você acha que você está sendo pago pelos riscos que você está tomando carregando aquele ativo olhando para frente certo
então
a gente sempre olha o retorno prospectivo a gente não pode é totalmente proibido na Lumina a gente discutir quanto qual é o nosso retorno
to
date quanto a gente já fez quanto a gente já botou no bolso quanto a gente já perdeu porque isso cria
isso
cria o viés você
ancorar
a coisa mais perigosa
para
o investidor é ancorar é o sujeito que olha para trás para decidir o que ele vai fazer para frente
mas é algo
muito mind blowing porque eu não lembro a gente não me faz pensar naquele analista que recomenda uma ação manutenção manutenção é a mesma coisa que compra então
claro
que é
claro
que é é que eu acho que tem um
tem
uma certa confusão semântica de novo é
no
fundo no fundo no fundo
no
fundo
colocar
uma confusão mas mas no fundo no fundo no fundo
é o
que o analista quer dizer
é
overweight equal weight ou underweight
que
no fundo no fundo no fundo o que ele está tentando te construir é um portfólio
cuja
performance é melhor do que o mercado para o mesmo weighting para aqueles setores
né é quando
você fala então tem uma certa confusão entre a construção do portfólio e
os
nomes específicos
certo quando
o sujeito fala
é
neutro
o
que ele quer dizer é que você não deve aumentar o peso daquele nome no seu no seu portfólio mas isso gera mas isso gera muita
confusão
na nomenclatura dos relatórios de sell side né eu imagino que primeiro surgiram essas terminologias de exposição acima abaixo ou
dentro da média
claro depois talvez para popularizar
compra venda e manutenção ou neutro é que para
facilitar alguém algum cliente deve ter falado pô mas overweight o que é para comprar ou não pô tá compra
então
porque o neutro eu vejo também de outra forma se você está fora da ação mantenha-se como você está então se você
tem ação é que no
final do dia voltando à discussão do alfa e do beta no final do dia a única pergunta relevante para o investidor deveria ser
eu
estou sendo remunerado pelos riscos que eu estou correndo
eu
estou sendo remunerado para além dos riscos que eu estou correndo ou estou sendo remunerado de forma inferior aos riscos que eu estou correndo por unidade de capital empregado o resto é resto essa deveria ser a pergunta certo
e
e e
aí
tem gente que diz o seguinte puxa
é
eu vou comprar equity no nome tal e aí eu vou ser remunerado para além dos riscos que eu estou correndo comprando aquela companhia
por
quê?
ah
porque é uma companhia incrível sim é uma companhia incrível mas você chegou à conclusão que ela é uma companhia incrível com informação em pública por que que só você acha que ela é uma companhia incrível? ah porque eu estudei mais ah não então você acha que você tem uma vantagem que não é informacional porque a informação que você está consumindo é a mesma que todo mundo está consumindo mas você está processando essa informação de um jeito melhor do que o seu vizinho é isso? é isso
é
uma premissa tem bastante gente boa no mercado então por isso que por isso que lá na Lúmina quando a gente compra um valor imobiliário listado
quando
a tese é eu sei mais do que o vizinho
a
gente desconfia
quando
a tese é eu sou operadora de saúde
e
eu estou absorvendo o risco que o vizinho não quer
por
assim dizer
isso
me faz entender um pouquinho melhor
então
a gente gosta de comprar então a gente gosta de comprar valores imobiliários
em
que primeiro a liquidez não é abundante o que explica porque o mercado não é eficiente a gente gosta de comprar valores imobiliários que são tipicamente detidos por gente que tem um mandato muito restrito e aí quando alguma coisa acontece que desloca aquele valor imobiliário e o sujeito perde o mandato ele é obrigado a vender porque aí eu estou ofertando liquidez para uma situação
de
onde o ativo não está em estresse
mas
o vendedor está
e
precisa de liquidez a gente adora essas situações
de
novo não é o que
é
o porquê você está extraindo você está extraindo o
excesso
de retorno da situação do contexto a gente adora essas situações
parece que é muito mais um jogo de fornecer liquidez pelo que você até falou antes tem
três
coisas tem três coisas que a gente faz na Lumina boa então três coisas que a gente faz na Lumina desse ponto de vista
um
a gente fornece liquidez então a gente é bombeiro quando o prédio está pegando fogo
e
a gente adora ser bombeiro quando o prédio está pegando fogo do ponto de vista do vendedor e não do tipo do ativo
então
não necessariamente é estresse do ativo
é
porque de novo o vendedor perdeu o mandato eu vou dar um exemplo que a gente não tem hoje no portfólio mas é um exemplo que eu já dei em outras
ocasiões
que é que é que é que
é um
exemplo técnico mas é bem útil para entender no ambiente de listados de líquidos o que a gente faz
é tem
uma comunidade inteira de hedge funds
que
fazem que compram dívida conversível
com
variable bonds
e
eles
e
eles compram dívida conversível
pela
volatilidade
então
o que que eles fazem para poder e o que que significa quando é que alguém compra uma dívida conversível pela volatilidade o que que é isso
é
implicitamente você faz isso quando você acha
você
está comprando um ativo
que
cujo preço diz que ele vai variar todo dia x por cento
e
você acha que na real
ele
vai variar o dobro triplo quatro vezes aquilo
então
a tua aposta
é
que o coqueiro vai chacoalhar muito mais do que está no preço
é
por isso que os hedge funds compram com variable bonds peraí mas como assim como é que isso funciona você compra o com variable bond
e
você faz o short
das
ações ao mesmo tempo
de
vez em quando você shorteia o crédito também só fica com a volatilidade
em
geral você não consegue fazer isso você acaba shorteando só as ações
então
qual que é a lógica a lógica é
o
que que é um convertible bond convertible bond é uma dívida
mais
a opção de comprar o equity certo é isso
toda
dívida conversível ela é implicitamente
um
empréstimo que você está dando para a companhia mais o direito de virar sócio da companhia é isso que é uma dívida conversível conversível em que? conversível em capital acionário perfeito
então
você vai lá e compra
a
dívida conversível
você
faz o short do equity
e
o que que sobra? sobra só a volatilidade
por
quê? porque na hora que
a
companhia cai de de valor
a
sua dívida conversível cai de valor também
porque
a tua opção de ganhar um pedaço do equity ela vale menos porque a companhia caiu de valor mas você tinha shorteado o equity aí você recupera exatamente aquele valor
com
o teu short
e
aí todo dia você vai lá e faz o delta hedging daquela daquela daquela posição
o
que que aconteceu com o boom de tecnologia?
um
bocado dessas companhias
que
estavam dobrando de valor todo ano a todo round etc etc várias delas públicas emitiram bondes conversíveis
para
se financiar com um juro muito muito muito baixinho
o
que aliás fazia todo sentido porque como elas também não geravam caixa ainda bem que elas se financiaram um juro muito baixinho porque elas também não tinham caixa para pagar o juro então elas falaram assim
em
vez do investidor que compra essa dívida ganhar o direito a um juro alto gordo todo ano ele ganha o dinheiro ele ganha o direito a converter esta dívida em equity lá na frente
mas
em vez de quem comprar esse mas aí quem que comprou esse negócio
em
vez de ser um long only ou soft bank ou um fundo de venture capital tipo sequoia que falou puxa eu acredito no valor de longo prazo da cifra de tecnologia
um
bando de hedge funds compraram isso e falaram esquece não tem a menor ideia do que vai acontecer com essa companhia de tecnologia tem a menor ideia
o
que eu quero é comprar este bond que está me sendo vendido numa volatilidade implícita de 20%
quando
eu acho que a volatilidade realizada vai ser 40
aí
todo mundo se tuxou desses desses desses desses
bonds
conversíveis
o que
aconteceu quando a bolha estourou em 2022
o
valor dessas opções virou
pó esses
hedge funds todos tesouraria de banco etc botaram o dinheiro do short no bolso e se protegeram
o
que que sobrou
quando
o valor da opção virou pó
e
o short foi embora e virou dinheiro no bolso das tesourarias o que que sobrou
sobrou
bonde só
sem
nenhuma opcionalidade do equity porque aquele direito que o bonde te dava de converter a ação a 30% de prêmio
a
ação caiu 70%
já
tá tão tão tão tão tão fora do dinheiro que ele já não vale mais nada
aí
o que que virou virou um bonde sem carrego
certo quem
quer ter um bonde de uma empresa de tecnologia que não gera caixa sem carrego
quem
tem esse mandato
ninguém todo
mundo vendeu
aí
quando todo
mundo vendeu esses bondes que não pagam juro começaram a negociar a um desconto enorme do valor de face
tá
bom não é juro mas você tá comprando bonde
a
um desconto do valor de face
então
durante um tempão você podia comprar você podia comprar com verbal bonds do delivery hero
por
exemplo uma das maiores empresas de entrega
do
mundo concorrente do iFood aqui no Brasil é
um
gigante europeu
você
podia comprar crédito sênior do delivery hero a dois dígitos em dólar durante anos por conta dessa brincadeira
ainda
pode na verdade é a companhia mudou um pouco e o underwriting mudou um pouco mas mas mas então
esse
é o tipo de coisa que a gente tá sempre procurando uma outra coisa que a gente tá procurando
em
relação a líquidos como a gente tem na Lumina habilidade
de
comprar crédito líquido e fazer crédito privado
muitas
vezes a gente compra a gente monta posições em bonds de companhias
que
a gente acha que precisam de uma solução de capital
e
procura a contraparte e fala olha eu sou o seu credor
nos
bonds que estão sendo negociados ali
no
mercado
mas
ó eu posso fazer um eu posso fazer uma transação bilateral com você e posso resolver aqueles bonds lá eu posso pagar aqueles bonds
e
muitas vezes a gente nós somos os próprios catalistas da resolução do bonde uma solução de capital privado
então
voltando aqui a gente faz três coisas
então
uma
a
gente prover liquidez
duas a
gente com capital privado resolve problemas ou financia oportunidades
meio
que na analogia na analogia da operadora
né e
três a gente compra claims então a gente compra direitos creditórios
que
são
um
pouquinho mais complicados de avaliar fluxos de caixa que não são
que
não são muito óbvios
então
sei
lá
FDIC
FDIC é o instrumento FDIC não importa FDIC é um instrumento sei lá a gente comprou
a gente
comprou recentemente direitos de imagem
jogadores
de futebol
que
estão sendo direitos de imagem que estão sendo explorados por videogames por publishers digitais que não estão pagando os direitos de imagem dos jogadores
por
exemplo comprou direitos creditórios a gente vai ajudar os jogadores a receberem seus direitos de imagem adequadamente mas
são jogadores de uma certa liga ou fez um stock picking de jogador ali
não são muitos
e muitos e muitos jogadores mas ô Daniel tem uma coisa que me chamou a atenção que eu não sei se é o nosso jeito de pensar aqui que é muito ações né muito bolsa a gente pensa muito mais no que
né
e você não pensa no porquê muito mais no porquê mas como veio essa isso é uma coisa que passa longe da gente será que é mais intuitivo do que parece como é que veio essa de onde veio essa inspiração ou essa conclusão
deixa eu
abrir um outro parêntese
essa
coisa do ações
versus crédito
olha
só é
o
valor de qualquer investimento
qualquer
investimento
é
o valor presente do fluxo de caixa que ele vai gerar no futuro
tanto faz se
ele é uma ação
ou
um pedaço de dívida
a
diferença é que um pedaço de dívida contratualiza o que você tem o direito a receber
e
uma ação não
então
se você compra uma dívida de 100
o
máximo que você vai receber daqui a 10 anos é 100 mais os seus juros
e
o mínimo é zero
se
você compra uma ação
o
mínimo que você vai receber também é zero
mas
o máximo não tem limite
essa
é a única diferença mas ambos ambos são direitos você está comprando direitos a um fluxo de caixa futuro
e
portanto o valor de ambos tanto ações quanto dívida é o valor presente do fluxo de caixa que eles vão gerar no futuro ora
se
o valor de tanto ações quanto dívida
é
o valor presente do fluxo de caixa que eles vão gerar no futuro por definição quando eles mudam de preço quando eles sobem ou quando eles caem
só
podem ter duas coisas acontecendo
ou
o mercado acha que eles vão gerar mais caixa no futuro
ou
a taxa de desconto
a
qual esse dinheiro que eles vão gerar no futuro mudou
por
definição não pode ter uma terceira coisa
certo quando
você olha
quando você
olha crédito
e
ações deste jeito
e
olhando a classe de ativos
você
se dá conta de que no final do dia
a
moldura teórica para entender ambos tanto crédito quanto ações parte das mesmas coisas
a
primeira pergunta é
por
que a oportunidade existe
no
nível do ativo inteiro ela existe porque o mundo ficou mais complicado do ponto de vista de caixa do caixa que aqueles ativos estão gerando ou o mundo ficou mais complicado porque a taxa de desconto é que mudou tipicamente quando o mundo fica mais complicado e a taxa de desconto muda
ela
volta depois tipicamente quando
o
mundo ficou mais complicado porque o fluxo de caixa que você espera no futuro não se realiza
esse
é um
é
um dinheiro que não volta por assim dizer
os
betas por assim dizer são diferentes nem todo beta nasce igual
então
a questão do o que versus o porquê
ela
é menos a questão de olhar ações ou não olhar ações todo mundo deveria olhar ações claro que todo mundo tem que saber exatamente o fluxo de caixa o DCF fazer análise de comparáveis fazer o do dele barreiras de entrada qual que é o ROIC daquele negócio qual que é o ROIC marginal daquele negócio como protegido é o ROIC marginal todo mundo tem que olhar essas mesmas coisas
mas
isso aqui hoje em dia no mercado financeiro só o básico todo mundo tem que saber isso o que todo mundo tem que saber o
que
as pessoas não se acostumaram a perguntar é o porquê
porque
o que te dá retorno em excesso não é o que é o porquê em geral em geral né
e
esse retorno em excesso não vem de saber mais do que o teu vizinho vem tipicamente de você absorver um risco que teu vizinho não quer absorver naquele determinado dia aliás
não
sei quantos desses fundos de
desses
fundos de equity fazem pouca lição de casa toda hora que eu encontro esses caras são vários amigos meus eles são incríveis
são
incríveis eles fazem muita lição de casa em relação ao que dito isso todo mundo toma resgate todo mundo tem que vender na hora que todo mundo tem que vender sobra retorno em excesso porque todo mundo tem que cuidar a posição
é
o porquê não é o que
o
fundo que tomou o resgate do lado do passivo dele
não
é que ele fez menos lição de casa do que o fundo que comprou
ele
não fez
mas
ele teve que liquidar a posição
então
a pergunta é
por
que que oportunidade existe
quando
a resposta não é contextual quando a resposta é estrutural
e
as vezes existe a resposta estrutural existe mas quando é estrutural você
acho
que você deveria aumentar digamos o ônus da prova deveria ser seu quando quando o prédio está pegando fogo está todo mundo pedindo para aparecer um bombeiro lá
o
ônus da prova não é seu
tudo
mais constante quando você é um bombeiro com mangueira e o prédio está pegando fogo você vai ganhar dinheiro
está
provendo liquidez
sem
problema
quando
o mercado está líquido
e
você acha que você vai ganhar
dinheiro
comprando uma posição onde você não está simplesmente resolvendo um problema você acha que você entende aquela empresa melhor do que o outro sim, claro que pode ser mas por que
quais
são os seus ativos quais são os seus ativos o que você entende
e
no nosso caso aqui voltando à questão a gente resolve problemas financia oportunidades no mercado privado a gente compra ativos líquidos quando a gente é provedor de liquidez ativos deslocados tanto equity quanto
dívida e
por fim a gente compra claims direitos creditórios
no
primeiro caso a gente não precisa ser mais inteligente mais analítico a
gente
está resolvendo um problema financiando uma oportunidade a gente é operadora de seguro
na
nossa analogia
no
segundo caso
a
gente também não precisa ser mais analítico também não precisa ser mais inteligente a gente está ofertando liquidez numa situação de escassez de capital objetivamente verificável
e
na terceira situação sim a gente acha que a gente entende mais
muitas
vezes do que quem está do outro lado vendendo o ativo
em
especial porque muitas vezes esses fluxos de caixa contingentes tem fatores regulatórios ou jurídicos enormes e a gente adora fazer o underwriting de coisas que são tem muito gestor que não acha que é pago para avaliar risco jurídico
em
especial em países como o Brasil vários mercados da América Latina onde os riscos regulatórios ainda são muito muito elevados
e
a gente acha que
se
eu colocar uma posição no fundo porque a gente acha que a gente entendeu o risco jurídico melhor do que um gestor
médio
eu consigo me convencer disso
mas
será
que eu entendo melhor será que o meu DCF é melhor será que
uma
brincadeira que eu faço lá com os
meus
sócios é
quando
a gente discute DCF de 10 anos
DCF
de 10 anos você está em um nível de granularidade do modelo
e
às vezes
é
bizarro você está discutindo você está discutindo o seu contas a pagar daqui a 6 anos para modelar a necessidade de capital de giro da companhia
daqui
a 6 anos
você
está discutindo como é que ela vai estar administrando o estoque lá na frente você está discutindo o que vai ser sua despesa de depreciação você está discutindo você está no nível de granularidade razoável
em
linhas do teu DRE algumas linhas do teu DRE e do teu balanço são pouco voláteis mas em algumas linhas que são empiricamente super super super voláteis mas você está lá
daqui a
7 anos quanto
a
gente está modelando a empresa de cerveja legal daqui a
8
anos quanto o Brasil vai consumir de cerveja
quanto
o PIB brasileiro vai crescer para o Brasil consumir de cerveja quanto a empresa de cerveja tal vai ganhar de eficiência na produção de cerveja o que vai acontecer com o crédito tributário na transferência de IPI da zona franca da empresa que importa o xarope e usa o refrigerante para subsidiar a cerveja quando ela traz para São Paulo o xarope daqui a 7 anos você está discutindo esse tipo de coisa quando você faz o DCF
aí
eu pergunto para a turma vem cá você você faz seu imposto de renda
quantas linhas você precisa modelar no teu imposto de renda renda renda
me
fala me crava aí qual que é a sua
renda daqui a 24 meses
ah
sei lá pode acontecer isso pode acontecer aquilo não
sei
o que vai acontecer com a Lumina não sei quando você vai me pagar de boa não sei cara
a
tua modelagem é uma linha e
é você mesmo você mesmo
você
me diz se você não
consegue acertar
com
um intervalo menor do que 10%
qual
é
a
tua renda daqui a 24 meses
e
a gente está discutindo daqui a 10 anos o DCF e a gente faz o DCF é super importante é um exercício super importante mas gente não é o que é o porquê
você
não vai ganhar o dinheiro porque você ninguém sabe
qual
que é a linha de depreciação da companhia daqui a 10 anos não é isso não é assim que você vai ganhar o dinheiro é o porquê não é o que
só
fazer um comentário que é
é
muito louco a
a magia
do caos desse da sequência de episódios que a gente está fazendo né Renatão que o último episódio
foi
com Otávio Magalhães
que
é um gestor de um fundo de ações é não gosto muito tem o que o histórico de cota mais de 20 anos
4
mil por cento nesse histórico no fundo é no
clube no clube ao dobro é o clube ao dobro eu vi o
podcast
muito mais pelo o que
do
que pelo porquê quer dizer
é
porque ele vai muito na minúcia desse detalhe do stock picking do selecionar a ação e tudo mais
e
é muito legal ver essa esse porquê que pra mim até é uma novidade não lembro de ter feito uma entrevista é por isso que eu
até já
dica a sugestão aí é
que
meu ponto aqui só pra deixar claro meu ponto não é que o Otávio não existe que o Warren
Buffett não existe
o meu ponto é será que ele é replicável
o
que eu faço é replicável
mas
eu fiquei pensando muito na complementariedade porque embora você tenha dito no começo que você não precisa as coisas não precisam estar ruins
pra
que você tenha oportunidades você até deu vários exemplos disso
mas
eu consigo imaginar que em tempos que a cota do Otávio ou qualquer outro gestor de ações não está indo tão bem geralmente ou ele errou alguma tese ou o contexto mudou muito e podem surgir oportunidades
a gente constrói o portfólio sem dúvida você tem razão
e
lá na Lumina a gente constrói nossos portfólios
pra
terem
pra
terem um perfil de retorno muito pouco correlacionado com o mercado pra cima ou pra baixo então a gente fala
pros
nossos cotistas
é eu
só vou ser o seu melhor retorno num determinado ano dia que o mundo acabar tipicamente
eu
nunca vou ser o seu melhor retorno naquele ano
é
você
então
a gente constrói nosso portfólio
pra
compor retornos acima de 20% ao ano
durante
um longo período de tempo
com
com investimentos que tem são muito pouco correlacionados com o mercado
então é se
eventualmente os digital publishers resolverem pagar o dia de margem dos jogadores de futebol
tem
alguma tem alguma relevância se o Ibovespa vai subir se a Nasdaq vai subir se o S&P vai subir ou não
ou
eles vão falar você tem razão e vão fazer um cheque ou não vão
certo por
exemplo
quando
a gente refinancia
quando
a gente refinancia um empréstimo de um banco de investimento num
bonde
pra uma companhia que a gente vai que a gente acha que vai passar pra uma reestruturação mas a gente acha que o nosso o nosso empréstimo
tem
lá um first lien com garantia com colateral a gente acha que a gente não vai sofrer uma imparidade
e
a gente já tá esperando que a companhia entre numa reestruturação a gente vai tá certo a gente vai tá errado a gente vai sofrer uma imparidade ou a gente não vai no nosso no nosso capital isso tem alguma relação com o mercado se o mercado
caiu
80% é a recuperação a eventual reestruturação dessa companhia vai ser pior e portanto talvez a gente risco sim talvez mas mas é uma correlação muito muito baixa assim historicamente nosso programa de investimentos
na
Lumina e e e nos lugares anteriores onde
onde
eu investi eles compuseram retornos a dois dígitos em dólares anualmente
meio
que que faça chuva faça sol mas mas
com
chuva tem mais coisa pra fazer
muito
mais coisa pra fazer não tem nem comparação
sabe
sabe o que faz diferença pra gente aliás qual que é a nossa kriptonita
nossa
kriptonita é
mercado
de capitais pujante e aberto
se
o
Brasil tá crescendo pra burro só os mais novinhos é kriptonita é nossa fraqueza
do ponto de vista da
nossa habilidade
de originar oportunidade
não sei não sei mas bom desculpa eu interrompei mas
é o que que faz
o que que faz o que que faz
o
conjunto de oportunidades disponível pra um fundo como a Lumina continuar investindo o capital dos seus investidores de maneira responsável
é e
ganhando ao longo do tempo retornos em excesso aos riscos assumidos o que que faz
essa
oportunidade ficar mais estreita
mercado
de capitais aberto
se
o Brasil estiver indo super bem empresas estiverem bombando indo super bem
mas
o mercado de capitais estiver fechado a gente tem um monte de coisa pra fazer
se
o Brasil estiver derretendo
o
mercado de capitais vai estar fechado o Brasil estiver derretendo e aí a gente vai ter muita coisa pra fazer ao cubo
né se
o Brasil estiver indo de lado
e
o mercado de capitais estiver super líquido tanto pra dívida quanto pra ações tipicamente nosso nosso nosso set de oportunidades se reduz bastante bastante
porque
no fundo no fundo no fundo como a gente é provedor de solução de capital
o
que importa pra gente
é a
quantidade de alternativas disponível pra refinanciar estruturas de capital serem escassas é isso que importa pra gente é menos se a economia está crescendo ou contraindo
então
é só fazer um hedge e faz uma carteirinha ali com XP BTG BR Partners
porque
se estiver andando no mercado de capitais a
gente vai fazer
menos se estiver andando no mercado de capitais mas
é por
isso que você resolveu fundar a Lumina então justamente nesse momento que os juros deram essa subida
com
incidência completa não teve nenhum tipo de
correlação
zero presciente nesse aspecto porque
a gente
nunca sabe como é que o ciclo vai se desenvolver eu acho
eu
acho que a gente tem indicadores de ciclo
acho
assim do ponto de vista macro o indicador mais importante
são
os prédios os prédios de crédito esse é um indicador
um
indicador
é
melhor do que a
estrutura
termo invertido e o curve invertido todas essas coisas que o pessoal macro usa na minha experiência o indicador mais valioso para tentar olhar o que vai acontecer no ciclo
dali
a pouco são os spreads quando os spreads estão altos e expandindo o pânico está vindo e tipicamente uma recessão brava está chegando
quando
os spreads estão estreitos e contraindo
a
gente tipicamente está no final do ciclo ainda e
no
baile da ilha fiscal spreads entre o que spreads entre a taxa livre de risco
e
e o crédito concedido na ponta os spreads nominais então para quem para o ouvinte ou para quem está nos assistindo
tem
um site não precisa de Bloomberg não precisa tem um site que é o site do Fed de St. Louis que é o Fred que tem a série histórica
do
índice que é o índice mais comum que é o índice do BOFA do Bank of America de crédito High Yield
que
pega a série desde o comecinho e ele te fala exatamente quantos pontos base
o
spread hoje High Yield está em relação à taxa livre de risco do tesouro americano vale dizer
qual
é o percentual que você recebe sendo um tomador especulativo qual é
o
percentual que você tem que pagar em adição ao que você teria que pagar se você fosse o tesouro americano
de
novo ações dívida o valor de qualquer ativo
é
o valor presente do fluxo de caixa que ele vai gerar no futuro trazido alguma taxa de desconto certo
então
quando você pensa pensa no seguinte quando você
você
resolve amanhã criar um fundo
fundo
Market Makers de dívida High Yield
aí
você fala assim eu vou emprestar
para
todas as empresas brasileiras que não são consideradas grau de investimento local
qual
que é o retorno mínimo que você precisa ter nesse fundo de investimento High Yield Market Makers Brasil
você
tem que terminar com um rendimento líquido que seja pelo menos igual ao rendimento do tesouro certo
até
maior até
maior para
compensar você do risco certo mas no mínimo igual
correto então uma
forma interessante de ver o que está no preço do mercado
é
olhar
qual
que é o spread
que
as companhias especulativas estão tendo que pagar
e
usar esse spread para calcular qual que é a taxa de default implícito que o mercado está dizendo que você vai ter na economia
certo
porque um tem que ser a função matemática do outro
tem
que ser o corolário matemático do outro
então
por exemplo
se
você pegar
a
dívida se você pegar
o
spread especulativo então a diferença entre quanto uma empresa que não é investment grade por exemplo nos Estados Unidos toma dinheiro a taxa de juros
o
excesso da taxa de juros versus a taxa livre de risco
qual
que
é
a média de longo prazo
a
média de longo prazo é 540 pontos base então 5.4%
então
desde a década de 90 até hoje se você pegar
as
empresas de grau especulativo que se financiaram nos Estados Unidos
quanto
mais caro elas tomaram dinheiro em relação a CDI lá deles o SOFR quase 5,5
seria
o equivalente aqui a dizer o seguinte a empresa especulativa brasileira típica se financia a CDI mais 5,5 na média
desde
a década de 90 até agora
obviamente
nos últimos 20 anos a gente passou por um período de taxa de juros baixo de bonança de liquidez de quantitativism essas coisas todas
então
a média foi diferente a média nos últimos 10 anos foi mais ou menos 450 então 4,5% de spread agora
a
média agora o spread está 390 pontos base então está 3,9% incrível então a gente está
em
tese saindo da bolha do tudo normalizando o custo de capital
saindo
de 20 anos de bull market e o spread de crédito
está
muito abaixo do que a média dos últimos 10 anos e muito abaixo do que a média histórica
vale
dizer o que os mercados de crédito estão dizendo
que
a gente ainda está no baile
que
a festa não acabou
por
que eles estão dizendo isso
como
os yields estão muito altos
como
a taxa livre de risco foi para 5
as
pessoas estão dizendo ah puxa 390 3,9
estou
ganhando eu vou ganhar 9% ao ano
9
% ao ano está ótimo versus o que eu ganho historicamente
ele
está falando 9% ao ano está ótimo
mas
se ele simplesmente investir no tesouro americano ele ganha 5 a pergunta não é se 9% está ótimo a pergunta é
os
4% incrementais são suficientes para compensar ele contra o risco de default
essa
é a pergunta
aí
você pergunta bom Daniel então qual que é a probabilidade o que está nesse preço
então
fazendo uma conta simples assim de novo que o ouvinte pode fazer
se
você imaginar que o spread como é que o spread se relaciona com a probabilidade daquela empresa bater no muro no final do dia
então o
default
ele
é igual ao spread
sobre 1 menos a recuperação
que
você tem na hora que você que a empresa quebra
quando
a empresa quebra você não perde 100%
você
recupera alguma coisa
por
convenção por exemplo nos Estados Unidos você se assume
que
uma dívida recupera 40 centavos no dólar mais ou menos quando quebra porque você vende colateral vende o imóvel vende isso vende aquilo vende a marca tem recuperação judicial você reperfila a dívida você tem alguma recuperação naquele crédito
então
a pergunta é
o
que que o mercado está dizendo sobre o grau especulativo americano
quantas
dessas empresas nos Estados Unidos vão bater no muro
se
o spread atual é 390 basis points são 3,9%
se
a empresa de risco típica americana
está
se financiando a 3,9% de retorno em excesso de retorno para o investidor em excesso a taxa livre de risco ao CDI deles ao SOFR implicitamente o que que o mercado está dizendo que quantas dessas quantas dessas empresas vão bater no muro
no
ano que vem 6,5
% como
é
que
você faz essa
conta
você simplesmente pega o default você pega o spread e divide por um menos a recuperação então divide por 0,6 dá 6,5 mais ou menos
aí
você pergunta isso é muito isso é pouco parece muito porque ninguém está quebrando nos Estados Unidos está tudo bem tem um monte de liquidez
6
,5 parece muito bem pergunta-se
das
empresas de grau especulativo quantas quebraram quantas quebraram não quantas tiveram que defaultar na sua dívida para reestruturar a sua dívida em 2008 na grande crise financeira
no
GFC
vou
chutar bem mais 6,5 15,6 15,6 saindo saindo da bolha de 2000 2001 quantas empresas estavam se financiando por bonds que não eram investment grade tiveram que defaultar nos seus bonds saíram saindo da bolha de tech e esse é um número anual anual todo ano
até
a crise
terminar
é um número analisado
imagino
que menos que os 15
10, 12 12 12
então
assim bolha de tecnologia de 2000 2001 12% de default
grande
crise financeira 15,6
o
mercado está dizendo que vai ser o ano que vem ou 2024 6,6,5
não
parece pânico ninguém está panicando
mas
deveria? não não tem a menor ideia então qual que é o
e
acho que ter uma ideia é perigoso que esse não é o ponto o ponto é o seguinte
se
o mercado estiver precificando um cenário
que
for um cenário tão, tão, tão, tão draconiano
que
em 90% do tempo se você simplesmente comprar a classe de ativo
você
vai ganhar dinheiro
por
exemplo
quando
os high yield spreads estão acima de 600 pontos base acima de 6%
mesmo
que você não seja um bom investidor que você saiba fazer seleção de nome você simplesmente comprar um ETF de high yield tipicamente você vai ganhar dinheiro se você segurar o ativo o tempo de
na
regra histórica
se
a história se repetiu que é sempre você vai ganhar dinheiro mesmo que você não saiba selecionar nomes
num
ambiente de hoje com spread a 390
se
você simplesmente comprar a classe de ativo você não vai fazer um retorno espetacular você precisa selecionar que nome você está comprando então quando a gente faz análise macro na Lumina
a
gente não faz análise macro com cabeça de o que vai acontecer é A, B ou C
é
um pouco da história do sujeito que eu não sei esquiar mas é um pouco da cabeça do sujeito que vai esquiar
e
ele pergunta para o cara da prisão do tempo qual que
é
a chance de ter avalanche
e
aí ele muda a rota do ski
para
tomar mais ou menos risco de
de
estar no lugar da montanha onde possa ter avalanche
então
o que eu posso dizer é
você
não está sendo compensado pelos riscos de ter uma avalanche
e
o mercado vai ser pego completamente de calça curta se isso acontecer aliás
vai
ser engraçado porque
a
história da inflação
agora
sei lá
nove
entre dez caras vem aqui e fala claro a novo normal claro que a inflação claro que o covid claro que aquele mundo de deflação onde a preocupação era deflação esse mundo não volta mais todo mundo fala isso
taxa
de juros real agora todo mundo vem aqui e fala não taxa de juros real
o
novo normal é o que sempre foi anomalias são os últimos quinze anos de taxa de juros real negativo todo mundo fala isso como se sempre sempre se soubesse
que
no fundo no fundo no fundo a gente teve uma anomalia de quinze anos certo
e
que uma inflação
de
dois três por cento no mundo desenvolvido
sei
lá
de
quatro por cento
para
não entrar na polêmica da meta de inflação mas uma inflação
no
mundo subdesenvolvido no mundo emergente ou no mundo em desenvolvimento acima de dois três por cento é a regra
e
está todo mundo discutindo qual que é a nova taxa neutra papapapapá e no mundo pós-covid etc etc como se fosse a coisa mais natural do mundo discutir uma taxa de juros real maior e uma inflação maior
mas
ninguém discute ciclo de crédito
e
aí a hora que acontecer um ciclo de crédito como a gente tinha antigamente todo mundo vai vir aqui e falar ué era claro se o novo mundo vai ter uma inflação mais alta e uma taxa de juros real mais alta os ciclos de crédito vão ter cara do que eles tinham antigamente
a
gente desacostumou faz quinze anos eu na minha vida de investidor profissional o último ciclo de crédito de 2008 eu estava no Morgan Stanley
eu
era um executivo de mercado financeiro mas eu não era um investidor
eu
nunca fui um investidor profissional num ciclo de crédito desse com 16% de companhias defaultando
ninguém
foi pouca gente foi
é
um exagero pouca gente foi e a gente se desacostumou a pensar em ciclo de crédito
ciclo
de crédito é aquele onde está tudo indo bem mas de repente você tem um duplica ou triplica a quantidade de empresas defaultando e os bancos precisam ajustar no Brasil a gente conhece porque isso é Brasil Brasil é assim Brasil tem ciclo de crédito
crédito
ebuliente ebuliente ebuliente tudo crescendo crescendo crescendo crédito ao consumidor crescendo dois dígitos ao ano durante 5, 6 anos bom bate no muro 2015 a gente tem uma contração bizarra do crédito em termos nominais a gente está acostumado com isso no Brasil mas gringo não vê isso há gringo não vê isso
há
20 anos e essa é uma pergunta de um trilhão de dólares e para para pensar
o
que a gente viu até agora mesmo no Covid Covid
o que
aconteceu com inadimplência no Covid lá fora
no
pico pico pico bateu 6,5% de empresas defaultando por quê? teve Covid então teve moratória teve lei teve auxílio teve banco central teve put teve de tudo legislativo normativo regulatório intervenção de política pública filantropia todo mundo saiu socorrendo todo mundo segurando as pontas e mesmo no Covid o pico de inadimplência lá fora foi 6,5% na Europa foi menor bem menor
o
pico de inadimplência
né
em 2015 que foi o último grande evento de crédito global que a gente teve foi a crise de energia
o
petróleo
e
a
crise
de energia despencaram o quanto de inadimplência chegou a 9% em 2015 nada chegou perto desses números que eu dei para vocês de 2000 2001 ou da grande crise
né mas
assim você parar para pensar por exemplo
o
mercado que todo mundo fica seguindo com o mercado americano pensa no mercado americano o mercado americano é um mercado que os ativos bancários são ativos de 22 agora ativos pensando em alguma coisa como
como
22 trilhões mais ou menos né
é
então o que que está no o que que está no preço 6,5% de inadimplimento
não
acho que isso vai acontecer realmente não acho né mas se a gente tiver uma coisa tipo a bolha de tech
não
tipo a grande crise financeira tipo 2000 2001 que é uma analogia uma louca separar para pensar que a gente está saindo de um período de
preços
muito loucos por causa de uma taxa de desconto muito baixa que é 2000 2001 né
se
a
gente
tiver uma coisa parecida e tiver uma taxa de inadimplimento de 11 12 vai ser o dobro do que está no preço
certo então
vou falar 5% a mais
5
% a mais em cima de 22 trilhões né são um trilhão de dólares a mais
que
não está no preço nessa brincadeira que os bancos vão ter que se recapitalizar
qual
que
é
o total de equity do sistema
acho
que no último trimestre não olhei esse dado mas acho que no último trimestre equity de bancos era alguma coisa 1.9
no
auge do stress da crise de duration agora do SVB
no
auge do desencaixe
o
desencaixe era de 600 bilhões
de
dólares
1
trilhão de dólares
1
trilhão de dólares vai wipe out metade do equity do sistema
então
a pergunta
a
pergunta de literalmente de 1 trilhão de dólares
é
se depois de 20 anos de moderação
o
novo mundo é o novo mundo de inflação mais aspas normal vis-à-vis o que a gente tinha antes taxa de juros real mais normal vis-à-vis o que a gente tinha antes mais ciclos de crédito de ebuliência e trombada ebuliência e trombada mais normal vis-à-vis o que a gente tinha antes ou se a
gente
vai ter o meio do caminho claramente hoje o mercado o
mercado
não está nem apostando no meio do caminho está apostando num ciclo bem baixinho se for nove se a
gente
tiver um ciclo se a gente tiver eventualmente em 2024 ou 2025 quando a recessão finalmente chegar será que ela vai chegar nos Estados Unidos se a gente tiver um ciclo de cash parecido com
o
que a gente teve em 2015
isso
já não está no preço eu acho hoje já não está
por isso que eu perguntei até se deveria estar panicando porque a discrepância de onde
pode ir e onde
está tem uma
distância muito grande não prestem
atenção ao que eu acho
mas eu
acho
que
a chance
de
em algum momento
nos
próximos 24 meses a gente ter um ajuste mais severo do ponto de vista de atividade do ciclo de crédito que está no preço hoje
ela
é maior do que a gente ser surpreendido na direção contrária a simetria hoje está no excesso de otimismo dos preços
esse
cenário macro de desinflação sem nenhum tipo de contração econômica com ciclo de crédito super tímido
ele
é pouco compatível com a festa que a gente teve durante 15 anos no mundo
seria estranho seria estranho assim
você deixou você deixou as crianças na sala e falou não cobre o brigadeiro
durante
15 anos
fala
assim pô deixa a criança na sala e fala olha não cobre o brigadeiro que daqui a pouco tem sobremesa
não
cobre o brigadeiro porque hoje à noite tem sobremesa
mas
não cobre o brigadeiro porque o ano que vem tem sobremesa os bancos
difícil
imaginar que
difícil
imaginar que os excessos
na
avaliação de risco se deram só no mundo da tecnologia que corrigiu em 2022 e os estándares de crédito foram impecáveis esse tempo todo ninguém prestou dinheiro mal ninguém prestou dinheiro para a empresa maluca nada disso aconteceu durante 15 anos lá fora aqui no Brasil é um pouco diferente acho difícil acho difícil então eu
eu
eu truco um pouquinho essa
essa
visão acho que o ciclo de crédito vai ser eventualmente mais severo
do
que
está
no preço mas
não
sei não tenho a menor ideia
Renatão
Salomão vamos
falar de Brasil vamos
falar de Renatão vou te chamar de Renato para de Renatão e Mateus vou te chamar de Salomo
Salomo então
pode
ser Salomano vamos falar então de Brasil agora vamos a gente teve nos primeiros seis meses desse ano bom o evento acho que mais mais chamou atenção foi o o evento das americanas e muita coisa também aconteceu em evento de crédito não sei o quanto que era coincidência ou consequência
tivemos
uma discussão sobre meta de inflação que reverberou em atuação do Banco Central e hoje nesse momento que a gente grava
o
noticiário pelo menos para a gente parece que acalmou um pouco nesse lado corporativo não sei talvez seja por falta de uma manchete tão
tão
saliente quanto a
americana mas
a gente está num contexto de que os juros devem começar a cair agora em agosto discute-se até se vai ser 25, 50 mas o consenso é de que vai começar a cair
como
que você está vendo esse ambiente no Brasil as empresas estão numa situação melhor mesmo ah tem um ponto que a gente tem que falar
até
no programa os investidores em ações citaram varejistas como um setor que está
bem
apertado algumas estão no momento em que o resultado operacional delas não paga nem o juro da dívida então a situação
que
até clama por uma queda de juros para ver se o juro fica mais baixo porque talvez a economia não vai voltar tão forte enfim como você gestor que busca essas oportunidades está vendo esse momento
no Brasil então
obviamente o ambiente macro no segundo trimestre é um ambiente que tem mais a cara que a gente esperava que ele tivesse mesmo para o Brasil desse ano o
resultado
da soja reverteu um pouquinho o agro devolveu um pouquinho do super PIB do primeiro TRI
os
outros setores
não
commodities eles meio que se seguraram no território positivo mas
bem
passando de raspão ali positivo mas quase de lado andando de lado
então
o segundo TRI já contando o carrego estatístico veio mais com cara de um ano aqui no Brasil em 2023
de
2, 2,5% de crescimento e menos com aquela cara arrebatadora do
primeiro
TRI do ponto de vista de crédito o que a gente viu
foi
uma mudança importante no funil para concessão de pessoa física já no final do ano passado
e
quando você abre os dados do Banco Central e olha os resultados dos bancos
a
gente percebe
que
a coisa ficou feia na concessão de crédito de pessoa física baixa renda
você
pega o resultado do Bradesco por exemplo
foi
um aperto importante
e
por isso acho que o banco fez e outros bancos fizeram também
um
processo de ajuste de funil relevante em especial os bancos
que
não tinham principalidade então o sujeito que
os
bancos que resolveram expandir em concessão de crédito de pessoa física dando mais cartão e dando mais dinheiro para o cara que não enxergava o banco como o seu banco principal
essa
turma se atrapalhou de um jeito importante
a
gente olhou um pouco dos dados para a pessoa física e realmente eles ficaram um pouco assustadores na virada do ano para o mercado em geral
para
todo mundo que operava pessoa física baixa renda sem principalidade alguns bancos se destacaram nisso e foram muito bem obviamente eu
estou
lá no conselho de administração de um banco que eu acho que tem feito um trabalho espetacular nesse campo que é o Nubank
que
gerou muita discussão
mas
que no final tem entregue sem sombra de dúvida
nesse
campo no campo do
crédito
que está no começo tem chão ainda mas
está
indo muito bem
mas
o final do ano passado foi um ano difícil do ponto de vista de concessão crédito de pessoa física
o
grosso desse ajuste foi feito
já
está feito pelos bancos
e
o funil mudou muito e você vê pelos dados agregados do Banco Central que o funil mudou muito
em
pessoa jurídica diferentemente de pessoa física onde os números no final do ano passado para virar da primeira trilha desse ano são números muito ruins e que não estavam tão longe do nosso pico de inadimplência do ponto de
vista
de crise que foi 2015 e 2016 no Brasil já em pessoa jurídica os números bem mais confortáveis bem bem bem mais confortáveis as empresas
elas
estão algumas delas ilíquidas mas de forma geral elas estão solventes vale dizer elas valem muito mais do que suas dívidas o cobertor não está curto tem empresa que pode estar passando frio por conta de liquidez mas ainda tem cobertor e o cobertor não está curto
e as
pequenas e médias os SMEs as PMS as pequenas e médias empresas
essas
aí é onde ainda tem ajuste para fazer eu acho então separando no agregado o mundo de crédito entre pessoa física pequena e média e grande empresa
grande
empresa mais confortável
a
grande empresa está mais confortável hoje
com
exceções a alguns setores que a gente já vai discutir
pequena
e média empresa passando o aperto e o aperto tem piorado porque os bancos ainda tem ajuste para fazer no funil de concessão
e
pessoa física passou por um aperto gigante com inflação no pico juros no pico e banco basicamente mudando o funil de concessão do final do ano passado para o primeiro tri e acho que o pior já passou mas a família brasileira típica ainda está com a renda muito muito muito comprometida
a
família brasileira típica ela tem ela está com perfil a quantidade de renda acima de 27% comprometida com o serviço de dívida
que
é assim é
recorde
histórico
e
com uma parte importante da renda de 12 meses representada por alavancagem que também está num pico histórico está maior do que foi em 2015
então
pessoa física sob controle mas sob observação
pequena
e média empresa
ainda
deve piorar
grande
empresa confortável esse é o
é
o é o é
o
resumão
é acho
que tem muita coisa no preço de forma geral
tem
um tem uma certa tem um certo otimismo nos preços e nos spreads mesmo nos spreads brasileiros é
e
acho que
o
governo
tem
sido muito feliz
em
comunicar uma responsabilidade com uma âncora fiscal nova
que
não tem sido acompanhada necessariamente do arcabouço institucional que garanta que essa responsabilidade exista então palmas pro Haddad que conseguiu construir uma credibilidade
que
é frágil mas é sólida por enquanto é frágil mas é tangível dá pra ver
na
curva o que ele conseguiu fazer do ponto de vista de credibilidade pra nova âncora fiscal
então
esse é o panorama macro do ponto de vista das crises
a
gente tem um a gente tem um nível de pedidos de recuperação judicial que continua alto
ano
contra ano mais ou
menos
50% pra cima ano contra ano então menos manchete de jornal
né
como como a Americanas ou Light mas tá rolando
tem
muita recuperação judicial entrando
porque
o arrocho do ponto de vista das empresas que tem dificuldade é um arrocho
é
um arrocho importante
e
e
e
aliás
cá
entre nós se a CDI vai ser 13,25 13,75 11,10 ou 11,5
é
do ponto de vista da empresa que tá se financiando a CDI mais 8
não
é não é isso não é por isso que a companhia tá indo pra RJ esse papo de esse papo de a RJ ela é o resultado do Banco Central DC 25 basis points ou meio ponto percentual em agosto cara não é assim que a banda toca não é não é verdade os mecanismos de transmissão são mais sutis que esse obviamente isso vem via apetite de crédito via mercado de capitais aberto ou fechado e via concessões do ponto de vista dos bancos né quando você olha
pega o
impulso de crédito dos bancos que é
é
a derivada segunda né a segunda derivada do fluxo de concessões então é é mais ou menos um proxy pra quanto quanto dinheiro de fluxo tá indo pro pro sistema né então você pega novas concessões dos bancos menos juros e amortização que é o que tá voltando né pra tentar mais ou menos inferir quanto dinheiro novo tá sendo irrigado no sistema que não é simplesmente rolagem
né o
impulso de crédito mudou
pra
caramba nos últimos trimestres e as empresas sobretudo as pequenas e médias estão sofrendo e estão pedindo RJ esse é o ponto
o
ponto é menos a taxa básica e mais o impulso de crédito
e
quanto e quando que os bancos vão se sentir confortáveis pra pra pequena e média empresa que é quem alimenta essas RJs pra além da manchete de jornal
é
quando que os bancos vão se sentir confortáveis pra mudar o funil de concessões e voltar a irrigar o sistema
do
ponto de vista de novos empréstimos
mas
não é aí que vocês também podem
entrar vocês tem
atuado nesse pequenas e
grandes
empresas
a gente olha a gente tem um fundo é
os
nossos fundos o offshore e o local eles eles compõem mais ou
menos
1.2 bilhões de dólares que é
o que
a
gente
levantou já e agora tem outros veículos e tal mas
mas
vamos dizer a gente tem lá sei lá 7 bilhões de reais investidos ou a investir então obviamente coisas muito pequenas
não
fazem tanto sentido do ponto de vista de que mexe a agulha pro nosso cotista e
o que
que é muito pequeno em
termos
de faturamento ou o
tamanho da emissão não não o tamanho
da emissão o tamanho da emissão a gente dificilmente
vai
colocar no portfólio porque a gente a gente gosta de tocar o portfólio relativamente concentrado
no
ponto de
vista
do número de posições
a
gente não vai colocar no portfólio alguma coisa
menor
do que 100 milhões de reais
e
não tem muita coisa
no
mercado secundário de debentures ou no mercado ou nessas RJ de pequena e média empresa não tem
não
tem não tem muitas oportunidades de você investir centenas de milhões de reais de uma forma segura e ajustada pra risco interessante pro nosso cotista então tem a gente faz mas a gente tá fazendo uma ou duas coisas dessas menores de reestruturação mas não é não é a parte grande do nosso portfólio
você
citou aí Daniel quando você falava uma coisa que os outros convidados o pessoal da IP quando veio aqui também citou que é a questão do endividamento das famílias que tá muito alto no Brasil
o IP
chamou de o problema que ninguém está olhando é e a gente falou que pode acabar com a festa da bolsa como é que você tá vendo isso como é que isso pode afetar a economia aqui pra frente
é
eu acho de novo
eu acho
eu
acho que as famílias o que acontece o
que
acontece no Brasil
como as
famílias estão muito endividadas e o duration é curto
o
que acontece no Brasil o
que
acontece
o
resultado disso é que os choques são mais agudos do que em outros mercados e mais curtos é uma pancada
quando
você deve você olha em mercados desenvolvidos
e
a estrutura familiar
deve pra
três gerações o cara vai lá o cara deve o cara tem hipoteca na casa o cara tem um second lien na hipoteca aí o cara faz um home equity porque quando o preço aumentou o cara resolveu fazer um home equity pra tentar conseguir mais um dinheirinho aí manda o filho pra faculdade o filho toma um empréstimo e financia a faculdade essencialmente abrindo mão dos primeiros 5 a 10 anos de rendimento que ele vai ter que o filho vai ter depois de formado aí você olha a família a família tava alavancada por gerações aqui no Brasil a alavancagem é medida em 12 meses de renda bruta
né porque
o crédito é muito caro no Brasil então como ele é muito caro
o
durecho é muito curto né então o resultado disso é que as crises no Brasil tendem a ser muito mais feias e mais agudas do que em outros lugares mas mas elas são mais rápidas porque as famílias ajustam elas têm que ajustar né
então
então é
então
o que isso torna
a
situação precária da da unidade de consumo brasileira torna
eu
acho
os
forecasts ainda menos úteis no Brasil do que eles são
eles
já não são tão úteis em outros lugares do mundo
ah
o que vai acontecer no ano que vem já são pouco úteis
no
Brasil ainda menos úteis porque
a
família brasileira tá sempre numa situação muito muito muito muito precária e muito dependente de liquidez e na mudança do apetite de risco sabe muito muito muito então então
então é
eu
acho
que é o
que o governo vai fazer
nos
próximos anos
e
como ele vai dar substância a esse arcabouço que
ao
novo arcabouço fiscal que
que
conta com esse voto de confiança agora é super importante porque a combinação
a
combinação
do
custo de capital saindo do controle
é
mais família muito alavancada uma combinação muito explosiva essa é outra coisa né mercados desenvolvidos
é parte
recessão
o
custo de capital cai né
aqui
no Brasil
parte
recessão
o
custo de capital sobe
que
é uma coisa completa gringo vem aqui pra investir o cara não entende isso né
custo
de capital sobe isso reforça a exceção porque a família tá muito alavancada
e
a renda bruda média disponível dela não consegue servir a dívida
e
aí o que acontece é
as
perdas pros bancos aumentam aí o banco fecha ainda mais o funil de concessão então
então
de novo é os aceleradores das crises no Brasil são muito mais dramáticos
né
você mostra pro gringo o
que
aconteceu 2015, 2016
no
que começou com uma crise de custo de capital por conta da má gestão da política fiscal da Dilma associado a um ciclo muito ruim de commodity a combinação das duas coisas choque de termo de troca e crise de custo de capital que foi o que a gente teve em 2015
cara
isso ter levado a uma contração econômica de PIB per capita de guerra civil
9
,1% de contração de PIB per capita em 18 meses
é
um negócio assim
é
uma coisa muito brasileira isso é muito brasileira por causa dessa combinação
só
pra
deixar claro esse caminho inverso do nosso custo de capital é muito mais pela reação do mercado em si quando o Brasil está em vias de ter uma recessão
o
prêmio acaba aumentando e é isso que
deixa o que acontece é o seguinte
o
Brasil bate no muro muitas vezes ele bate no muro entre outras
por
conta do fiscal
aí
como o fiscal deixa de ser crível
se
o fiscal deixa de ser crível
qual
que é a saída inflação você não consegue pagar a dívida no fundo no fundo o governo não defolta o governo inflaciona é assim que o governo rola a dívida e o mercado antecipa que o governo vai defaultar a inflação e busca a proteção
aí
o que acontece é a inflação implícita explode
aí
o que acontece é os prêmios de risco abrem
aí
o que acontece é o governo aumenta
o
juro
para
segurar a inflação
quando
os prêmios de risco explodem e a inflação esperada aumenta isso puxa o rabo do cachorro abando o cachorro
né isso
quando a gente não tem problema do câmbio
o
câmbio explode junto e isso reforça a inflação aí depende um pouco
se
a crise é endógena ou exógena mas é um pouco essa a história lá fora não lá fora bate crise
o
cara fala ué bateu crise o juro ganha zero
não
aí a gente explica não não não lá no Brasil bateu crise o juro abre
oi o
juro abre bateu crise o juro abre a moeda sofre e a inflação aumenta
o
cara fala como assim
como
assim como assim bate a crise e a inflação aumenta e o juro abre
né
isso é uma coisa típica
de
economias que tem o fiscal mal resolvido como é o caso do Brasil então tudo isso para dizer o seguinte
a
combinação então é
o
fato de que a gente vai agora passar pelo período de implementação
a
prova do pudim do arcabouço fiscal
do
governo
num
contexto onde a família entra muito alavancada
é
um malabarismo assim meio meio delicado se a gente não pode ter um evento que nem 2015 onde a gente tem um ciclo muito ruim para commodity com a dificuldade do governo de fazer o plug de arrecadação para cumprir a meta fiscal aí o governo frustra a meta fiscal tem uma crise de custo de capital
é
prêmio de risco abre inflação abre e a família já está muito alavancada porque isso cria um ciclo
que
é um ciclo vicioso muito ruim esse é um pouco do meu esse é o risco esse é o risco acho que isso vai acontecer acho que não espero que isso aconteça espero que não acho que o governo está indo bem está indo muito bem mas anunciar anunciou agora é a prova do pudim tem que entregar nos próximos anos
e
aliás do ponto de vista político difícil explicar para o presidente
se
o anterior destruiu o arcabouço fiscal no ano de eleição porque ele não pode
vai
ser duro o Haddad tem uma missão importante de aguentar
as
pontas nos próximos anos
mas
sobre as empresas Daniel você falou assim que não é que as empresas estão insolventes
elas
estão ilíquidas algumas
ilíquidas mas em
geral não insolventes
às vezes
você
não tem dinheiro
para
pagar juros e amortizar a dívida porque o teu custo de serviço está maior do que o teu capacidade de geração de caixa naquele ano mas
o
valor da empresa supera o valor a mercado das suas dívidas
no
mais às vezes o valor da empresa supera o valor de face das suas dívidas
então
ela está solvente ela tem equity velho as ações tem valor de verdade porque se a empresa vender todos os seus ativos em conjunto ou em separado
de
preferência em conjunto esses ativos arrecadarão muito mais dinheiro do que é o valor de face das suas dívidas
se
a empresa deve 100
e
tem que pagar 10% ao ano então ela deve 100 e paga 10 de juros por ano
mas
ela vale 200
ela
é solvente ainda que ela só gere 2 de caixa naquele ano
tem
vários motivos pelos quais ela pode estar só gerando 2 de caixa às vezes ela tem capex para fazer às vezes ela está no momento de transição às vezes ela está ajustando o preço às vezes ela está correndo atrás
da
inflação aí tem um milhão de motivos
mas
o importante é ela deve 100 ela vale 100 ela vale 80 ou ela vale 200 a maioria das empresas valem 100 mas desculpe devem 100 mas valem 200
então
elas são solventes ainda que várias delas sejam ilíquidas
mas
se você olha no se você abre o Ibovespa especificamente o universo do Ibovespa
o
nível de alavancagem das empresas ele não é o mais baixo mas ele ainda está relativamente baixo
é
que o que chama atenção é que as que estão alavancadas estão sofrendo muito porque a alavancagem está muito cara porque a taxa básica está muito alta para as empresas boas então está cheio de empresa bom no setor de varejo no setor de educação no setor de saúde que está sofrendo que está muito alavancada agora se as empresas são solventes elas são solventes pelo menos várias delas nem todas mas várias delas então se elas forem vendidas
elas
conseguem pagar suas dívidas conseguem
mas
mas empresa no Brasil ou em qualquer lugar do mundo ela não quebra por insolvência ela quebra por falta de caixa ninguém pede a sua falência
porque
você vale pouco
pede
a sua falência porque você não está pagando juros
então
para o empresário legal que ele é solvente a empresa dele vale muito mais do que a dívida
mas
o que aperta ele no dia a dia por isso que vocês ouvem esses depoimentos aqui no podcast de vocês e o cara fala eu sei que eu vale muito mais do que minhas dívidas mas está duro de pagar esse juro está duro de pagar as minhas amortizações
e
o que torna esse cenário um pouquinho mais agudo é o fato de que no mundo inteiro e no Brasil também o mercado de capitais ficou fechado durante um período importante
então
tipicamente o cara ia refinanciando as paredes que vinham chegando
e
ia empurrando com a barriga
mas
agora como ele não está empurrando mais com a barriga porque o mercado de capitais ficou fechado muito tempo agora está reabrindo ele não tem que só pagar juros ele tem que pagar juros e ir amortizando o principal
então
como ele tem que pagar juros e amortizando o principal ele não consegue gerar caixa suficiente para pagar juros
e
amortizar a principal você pega no último trimestre pelos dados da Ambima emissão de fundo local de renda fixa
foi 70
e qualquer coisa de bilhões de reais contra
contra
126 do mesmo trimestre mais ou menos do ano anterior então
mercado
de capitais local para renda fixa e crédito caiu dramaticamente 120 e
qualquer
coisa para 70 mercado mercado externo para emissão de dívida completamente fechado
banco
sem apetite ninguém refinanciou nada então o cara está pagando o que está vindo quando tipicamente se a empresa está indo bem mesmo que ele não gere caixa quando a empresa está indo bem ele sempre consegue substituir um empréstimo por um novo empréstimo então esse é o problema é o que está apertando o que está apertando a empresa brasileira hoje não é só a taxa de juros alta é importante entender isso é a combinação de uma mudança no apetite de bancos em especial para as menores mais o mercado de capitais fechando
e
aliás no dado da Ambima
você
pega mesmo esses 70 e qualquer coisa bilhões de reais de nova emissão muito disso é o banco que na verdade está emitindo a debênture para fazer a substituição do empréstimo que ele tinha
é
meio que está trocando chumbo não conta muito não é dinheiro novo que o mercado de capitais está aportando no sistema e é claro como o fundo de crédito até agora estava tendo resgate por conta daqueles eventos todos só começou a captar em termos líquidos recentemente FDIC e Fundo de Crédito e os bancos também estão se segurando não tem da onde não tem dinheiro novo irrigando o sistema claro então é um pouco disso que a coisa decorre
deixa
eu trazer
duas
perguntas a primeira voltar ao assunto você falou até palmas para o Haddad pelo que tem conseguido fazer mas tem um desafio à frente essa prova do pudim está otimista
com
o que pode vir
ou
como todo brasileiro tem que acabar ficando naturalmente preocupado enfim como é que está seu sentimento em relação eu
acho eu acho que eu acho que o Congresso
quer
e vai aprovar
algumas
reformas institucionais super importantes
e
acho que a grande mudança
pela
qual o Brasil passou
não
é a mudança em que a esquerda ficou menos esquerda
é
a mudança onde o Congresso virou protagonista da política pública local durante o governo Bolsonaro na prática o que aconteceu foi que houve uma transferência importante de protagonismo ainda na época do Rodrigo Maia para o Congresso
e
como o Congresso é um Congresso
que
tem
suas limitações mas definitivamente tem um perfil
que
é aquele perfil centrista
no
fundo no fundo no fundo
ele
é um
Congresso
irresponsável com moderação e gastador com moderação mas que espero com moderação espero eu mas que que
que
acha importante aprovar reformas institucionais claramente o Lira
o
Rodrigo teve a da Previdência o Rodrigo o Rodrigo teve a da Previdência e o Lira quer ter a reforma tributária
além
disso eu vejo o Ministério da Fazenda se preocupando com reformas microeconômicas como na nossa época do Lula 1 que são reformas importantes eu vejo a equipe do Haddad trabalhando em reformas importantes eu espero que eles se coordenem com o Congresso
e
venham a capitanear mais uma mudança da da lei de recuperação judicial e falências acho que dessa vez a gente já mudou muita coisa na lei de recuperação judicial para facilitar o processo mas a gente acabou não mexendo no capítulo de falências e
cara
falência no Brasil não funciona e como falência não funciona
a
empresa sabe que não é uma alternativa e o juiz sabe que não é uma alternativa então as empresas são insuscetíveis de falência porque ninguém quer o ônus de quebrar uma empresa então as RJs as coisas mais absurdas acontecem nas RJs porque ninguém tem coragem de apertar o botão da falência
então
isso precisa mudar no Brasil urgente
e
acho que
acho
que tanto o Congresso quanto o governo entendem isso eu estou otimista em relação a algumas reformas institucionais
e
estou moderadamente pessimista em relação ao fiscal
eu
vou ficar muito surpreso
se
o governo entregar o resultado fiscal
com
qualidade
pelo
menos dentro do que está no arcabouço
até
o próximo até
o próximo
ciclo eleitoral
eu
acho que vai funcionar muito bem nos primeiros dois anos depois vai desandar espero muito estar errado
espero
muito estar errado
sabe
o
que
eu lembrei agora uma live recente que teve do Favete aqui na Rafael
Favete
Rafael Favete da Fato
para
os clientes do Elf da Empiricus uma live que não foi aberta mas ele falou sobre a questão do alfa e do beta do governo
quando
ele estava explicando um pouco da reforma o texto da reforma tributária
falou
que no final do dia isso vai gerar um beta positivo
para
o governo mas a geração de alfa depende muito de quem vai estar lá não importa muito se é Lula ou se é Bolsonaro vai muito mais o beta vai ser positivo não importa quem seja o político mas o alfa acho que seria um seria um papo bom o Goldberg com o Favete porque até nessa questão da geração de
alfa me
veio agora essa ideia calcular um alfa político não deve ser fácil até achei curioso ele usar esse termo
é olha essa reforma primeiro assim o Bernardo Api
ele
é um ele é um herói a paciência a predestinação eu
conheço
ele há muito tempo a gente trabalhou junto
no
primeiro governo Lula eu era uma criança
e
tinha muita paciência comigo
você
tinha quantos anos em 2003?
Lula me
nomeou eu tinha 27 tinha acabado de fazer 27 26 para 27 era muito novo
muito
muito novo
e
todos eles eram mais velhos então fui eu o Marcos Lisboa o Beca o Bernardo Api o Joaquim Levy e depois o Murilo Portugal todos eles eram bem mais velhos todos eles tinham uma
paciência
enorme comigo aprendi
muito
com eles
gosto
somos amigos gosto muito deles e tal
e
o Beca o Bernardo Api ele é
um ele
é incrível um herói uma estátua do sujeito uma
que ele ele
realmente quer resolver quer fazer e eu concordo com ele no seguinte é
do
ponto de
ser
de produtividade da economia brasileira aqui no longo prazo
a
única coisa que pode tirar a gente dessa ratoeira é produtividade
a
única
e
não tem bala de prata para produtividade ninguém sabe a verdade é que ninguém sabe todo mundo fala é educação
você
olha a evidência
ninguém
sabe exatamente
qual
é a bala de prata se é que tem uma bala de prata mas o sistema tributário brasileiro claramente é um gargalo para a gente para a gente melhorar a produtividade claramente agora
não
é um negócio que vai dar voto amanhã
não
é
e
não é um negócio que você vai sentir o efeito na economia amanhã
e a
forma como ela vai ser implementada e regulamentada é importantíssima
que
de novo tem aquelas coisas do tipo assim
ah
o empresário gasta muito tempo com impostos indiretos no Brasil
e
agora a gente vai ter o IVA dual
e
a gente vai unificar ISS e CMS ISS no município e SMS nos estados com os federais que são o IPI o imposto de importação na verdade vai virar imposto seletivo lá o IPI e PIS e COFINS legal unificação dos tributos indiretos obrigações acessórias
porque
pagar o imposto não é só pagar o imposto
é
manter toda aquela escrituração que prova para os diferentes fiscos que você está pagando imposto do jeito certo se acreditando e debitando do jeito certo
quem
vai dizer quais são as obrigações acessórias nesse IVA dual
outro
dia eu tive essa discussão com um dos consultores
que
está ajudando na reforma tributária ele me falou ah não vai ter
eu
falei oi como assim não vai ter
alguém
vai dizer como é que você prova que
você acredita
isso aí criaram o conselho federativo
que
eu batizei a super cefaz
como
é que vai ser a super cefaz porque aí você precisa ter a super cefaz e precisa ter a super cefaz dialogando com a secretaria da receita federal
e
se você tiver aliás uma super cefaz que tem um set de obrigações acessórias diferentes da receita federal
você
vai substituir seis por quatro mas não por um do ponto de vista de quão
quão
oneroso é o dia a dia do empresário brasileiro
então
tem uma coisa que e isso aí você vai discutir no congresso obrigação acessória você vai ficar na mão de quem implementa esse negócio no dia seguinte isso aí não dá jornal não dá manchete
não
vai não vai ter a manchete do valor econômico amanhã não vai ser polêmica na discussão das obrigações acessórias e da fita magnética para apropriação do crédito de ICMS pela secretaria da fazenda da Bahia
mas
no dia a dia do empresário ele falava o que eu faço com isso qual que
é
o software qual que é o computador como é que é o alimento como é que eu faço qual que
é
o sistema como é que isso conversa com o
meu
RP a vida do empresário é essa não é o IVA dual versus o ICMS então eu tenho eu tenho muita preocupação em relação à implementação dela mas eu acho que ela é super importante super importante
super
assim acho que a reforma se bem feita ela é mais importante do que a reforma da Previdência ela pode ser mais importante do que foi a reforma da Previdência
eu queria te perguntar Daniel já que a gente começou a falar de governo
você
tem esse passado de ter trabalhado sendo secretário
de
direito econômico no Ministério da Justiça lá em 2003 entre 2003 e 2006 mas hoje você também é do Conselho do Renova
sim qual
é o seu apego com política como é que você pelo visto você gosta
eu bom
primeiro eu gosto mais de política pública do que de política eu terminei em finanças por acidente eu fui estudar
quando
eu fui estudar fora eu fui estudar direito
e
finanças públicas na escola de governo
e
desenho de sistemas tributários e economia do centro público era
uma
pegada completamente diferente eu sempre gostei de política pública
continuo gostando
a
história da política
eu
não
gosto
muito de política em senso estrito eu só acho que ela é impossível discutir política pública sem discutir política
você
pode ser eu sou um tecnocrata você pode ir lá e desenhar o melhor sistema do mundo a melhor lei do mundo o melhor ajuste do mundo a melhor política do mundo mas você tem que ir lá no congresso negociar e aprovar e minha experiência de quatro anos foi uma experiência no governo foi uma experiência preciosa no que diz respeito a como as suas sugestões são feitas
do
ponto de vista do desenho da política pública para a implementação do que isso é
ou
como me disse um deputado uma vez que permanecerá incógnito o prefeito dessa nossa conversa aqui secretário
a
razão pela qual o senhor é secretário e eu
sou
deputado é que o senhor gosta de lei e eu não
eu
achei isso curioso ele
gosta de política mas não gosta
necessariamente de discutir a mecânica a lei o detalhe o artigo tal como é que vai funcionar mas tem um processo que
faz
política
e então
eu acho que política é muito necessária e acho que
e
acho que
o
mercado financeiro ele
ele
gosta
de
discutir política
ele
gosta de discutir política pública muito mais do que
em
outros recônditos da vida profissional nacional
vocês
falam que
vocês
falam que o mercado financeiro é alienado ninguém sabe não é verdade imagina não tem muitas outras profissões onde você consegue sentar com um cara no cafezinho perguntar o que ele acha da reforma da previdência da reforma tributária e o cara começa a conversar não é verdade as pessoas claro que elas são super ligadas a isso tudo mas mas eu acho curioso como num num segmento profissional tão dependente da política da política pública e tão ligado a ela como as pessoas não perceberam que você não vai mudar
coisa
nenhuma se você não se envolver impressionante como as pessoas as pessoas não querem se envolver as pessoas não querem se envolver
e
eu acho
eu
acho meio escandaloso assim francamente como as pessoas aqui
na
Faria Lima ou no Leblon reclamam da vida pública e dos políticos etc mas não estão dispostos nem a se envolver nem a fazer qualquer tipo de sacrifício pra ter um país melhor
então
assim eu não tenho muito
muito
prazer me envolvendo com a política em senso estrito mas mas
mas se
a gente não se envolver se a gente que tá discutindo aqui num podcast o que eu acho da reforma tributária não sai daqui e se envolve com a política pra tentar fazer ela acontecer do jeito certo então quem é que vai fazer isso
sei
lá
o
cara que tá na bancada pesquisando uma molécula nova é ele que vai se envolver em política
e
hoje o seu envolvimento é esse com o Renova como é que ele acontece do que se trata
é
o Renova o Renova é um esforço que começou
com
a ideia simples
de
que
você
não consegue atalhos você precisa mudar o sistema a partir do legislativo
e
a partir de uma renovação importante do legislativo
e
começou com aquela primeira onda que terminou com
a
eleição
lá
atrás da Tabata do Felipe Rigoni de outros deputados que fizeram um trabalho
enorme
então eu me envolvi pessoalmente via Renova e me envolvi
na
física também ajudando os
candidatos
a discutir o programa de governo
a
campanha a eleição etc
e
aí ao longo do tempo o Renova foi evoluindo passada essa primeira onda que era vamos trazer sangue novo para o Congresso
para
virar uma organização realmente voltada a oxigenar a política do ponto de vista de formação
não
só ajudando a formar novos candidatos para que eles fossem competitivos e responsáveis como fiduciários do público no Congresso mas agora acho que na nova etapa tem uma nova liderança o Renova etc eu acho que na nova na nova etapa o Renova
quer
ser meio que um fórum de
de
geração de conteúdo que dê suporte que dê infraestrutura que dê apoio para os deputados para saber porque
os
deputados que querem não é fácil assim sei lá
outro
dia eu estava falando com a Tabata deputada que estava tomando
um
sufoco por conta de uma votação numa discussão na reforma do sistema de garantias imobiliárias
uma
discussão lá
sobre você
podia ou não
criar
uma hipoteca
ou
um penhor ou uma alienação fiduciária
sobre
bens bens de família por exemplo imóvel de família
e e ela
está tomando um calor desgraçado do público porque ela votou de um jeito ela disse que queria votar de um outro etc eu estava conversando com ela sobre isso
o
deputado precisa de
o
deputado que é sério que quer discutir política pública
nem
sempre ele vota de um jeito ou de outro porque
porque
ele teve todas as informações possíveis e uma super assessoria e análise e ele resolveu votar do jeito A,
B
ou C o deputado hoje tem que discutir a reforma tributária tem que discutir tem que discutir as discussões de gênero tem que brigar com a bancada da bala por conta da nova regulamentação das armas e tem que discutir o que é uma alienação fiduciária em garantia de segundo grau que até hoje não existe no Brasil mas que a gente está tentando implementar no novo pacote regulamentado das garantias é
difícil
para
o
deputado discutir essas coisas todas então as bancadas mesmo as mais responsáveis e mais ativas
são
de informação e precisam de apoio eu acho que o novo momento do Renove é um momento de geração de conteúdo de apoio não só para os novos deputados que precisam se formar bem para serem bons parlamentares mas para os atuais que não precisam não tem nenhuma obrigação de entender tudo de tudo
queria
trazer uma pergunta mais de mercado até bem simples não sei nem porque a gente não passou por isso por que não? desde que o Sandro Sobral veio acho que foi um episódio bem marcante aqui no Red Tesouraliz do Santander
que
o mercado tinha acabado de dar um movimento muito forte e alta foi ali do fundo de março até a entrevista foi
em
maio para junho né Renatão? faz
umas
5 semanas né? e ele falou o mercado teve um movimento bem forte ele acha que boa parte dos gestores não pegou esse movimento
até
exato até aquela coisa de estar muito perto né? e agora o técnico não está muito favorável mas a gente sente
desde
aquela entrevista e isso acompanhando o grupo de WhatsApp o pessoal os gestores que estão no Twitter um
um
certo um certo otimismo com ações mesmo que o mercado esteja aí estacionado aí o mercado de ações aí entre o Ibovespa entre os 115 120 há um bom tempo
a
gente percebe que o clima melhorou você olhando
você
tem o mandato duplo você pode comprar ações pode comprar crédito embora você já tenha mostrado uma predileção maior por por dívida né?
como
é que você vê esse momento atual assim de ambiente dos investidores você acha que de fato melhorou
e
com base no que você falou será que essa melhora não é muito justificada?
deixa eu fazer só um comentário rápido primeiro em relação a essa história do pessimismo do brasileiro contra
o
otimismo do gringo
é nos
meus 11 anos de quase de Fairland
sabe
que isso não é um fenômeno brasileiro
isso
acontece em tudo quanto é mercado emergente que a gente que a gente via
o
local é sempre mais pessimista do que o
do
que o investidor estrangeiro
é estou
generalizando mas não é um padrão
não
é um padrão tipicamente brasileiro
né? você tudo
aquilo que você conhece bem e conhece de perto os problemas são mais salientes
para
quem está no olho do furacão
onde
quer que o furacão esteja
o
investidor lá no sudeste asiático
local
também acha que
está
tudo cabeça para baixo que o gringo que
investe
na Indonésia é louco varrido logo antes do rali assim é um
não
é um não é um padrão
não
defeito nosso
não
não não isso é uma coisa bem do do do
do
local do local versus
é
muito é muito próprio de quem vê os defeitos com a saliência e
com
a granularidade de quem conhece
a
realidade né?
é
é curioso como isso é um negócio
negócio se
repete
é de
novo na Lumina a gente a gente
a
gente não é muito focado
no
beta por assim dizer nos movimentos de mercado como eu falei a gente tenta construir um portfólio que seja super pouco correlacionado com o mercado
portanto
a gente tenta nem se fazer essa
essa
pergunta
é dito
isso é
eu
vejo os preços acho que muito muito do movimento já foi
assim tem
alguma coisa para melhorar no juro real
talvez
tem alguma coisa para melhorar no juro real se tiver alguma coisa para melhorar no juro real
tem
um pouco mais de beta por assim dizer
em
equities talvez tenha mas eu eu não acho
é
tudo a distribuição a questão é de onde está a simetria eu eu eu
eu não
vejo com muito entusiasmo
o
beta seco assim eu não vejo com muito entusiasmo ele não
Renatão a gente tem tanta pergunta para fazer
mas já foi tanto
tempo vamos fazer um
a
gente tem umas perguntas que a gente não fez
a gente
pode fazer no formato ping pong que até te obriga a dar a resposta mais menos em cima do muro e mais direto e reto aqui sobre porque eu pelo menos fiquei com a curiosidade enorme de entender
um
exemplo de algum investimento que deu muito certo aí na sua carreira alguma coisa que e até algum investimento que deu muito errado enfim mais exótico também uma coisa e saber um pouco podemos começar vamos
começar ping
pong vamos começar primeiro com uma
uma
dúvida aí mais que a gente já trouxe na apresentação verde e lumina lumina e verde em março saiu a notícia que bom não foi bem nessa ordem mas ao que tudo indica
credito
suíço deve vender parte da participação dele na verde vocês entraram como potenciais compradores eu digo potencial que o acordo ainda não foi fechado o credito mandou um comunicado na época né falando que de fato estava havendo essa negociação
3
4 meses se passaram ainda não está concluído
e
aí vocês vão virar sócio na verde não vão virar como
nesse interim eu acredito é o nosso problema em relação a verde o nosso problema é que a gente estava combinando o jogo com os suíços mas a gente esqueceu de pensar em que suíços
que
suíços a gente estava combinando o jogo
então
como os suíços mudaram no meio do caminho agora a gente está tentando recombinar o jogo com os novos suíços
então
por enquanto não tem nada a
informar vamos
ver o que o UBS decide e vamos ver se a gente de fato consegue na Lumina comprar uma fatia minoritária na verde ou não se a gente não conseguir
está
tudo bem se a gente conseguir
melhor
ainda eu acho que vai dar certo espero que dê certo
de
novo estamos aguardando os novos suíços os suíços dos suíços
e
bom não quero falar nada de expectativas e tal porque não tem nada fechado mas
qual
é a sua proximidade e sua afinidade com o Luiz Stuberger ou até com a verde em si é,
acho que é
a
verde a gente
eu
tive o privilégio de conhecer vários sócios da verde mais de perto
a
gente tem uma relação muito próxima há bastante tempo
eu
e o Stuberger mas também o Luiz Parreiras e a Eleonora
e
agora
mais
sócios da verde
o
Elmer
o
Daniel Vaz
tem muita
gente Daniel economista-chefe eu converso com bastante gente lá a gente criou uma dinâmica a
gente
já criou uma dinâmica de
troca
de ideias de investimento a gente já tem investido junto recentemente então
na
Lumina a gente convidou a verde algumas dessas posições no portfólio de crédito algumas das coisas
que
a gente acha que são bem interessantes
a
gente convidou a verde a
tomar
um pedacinho delas
então
a gente já é com o investidor em algumas das coisas que não são públicas mas
se
tudo correr bem
elas
serão públicas
em
breve
então
a gente já está investindo junto a gente troca ideia com alguma frequência
a
gente aprende muito com a verde do ponto de vista de macro e de estratégia
e
acho que a gente tem alguma coisa a oferecer do ponto de vista de crédito e
setores
deslocados tem muita coisa
que
é listada
de
crédito e que
está
dando confusão e que é interessante portanto então
só
de bondes aí que estão você vê você tem Unigel você tem Intersemente você tem Americanas você tem Light você tem tem inúmeros bondes aqui e outros e tantos ao redor do mundo uma coisa que a gente faz e a verde não faz tanto e que a gente faz bastante na Lumina e que a gente está começando a discutir com a verde também a gente compra empréstimos a gente compra Leverage Loans
no
mercado de instrumentos líquidos líquidos de crédito você tem bonds você tem loans loans tradam também muitas vezes um banco empresta para um private equity para completar um LBO um Leverage Buyout
então
uma firma de private equity quer fazer uma aquisição com bastante alavancagem
ela
não consegue simplesmente tomar um empréstimo
ela
pega um empréstimo sindicalizado o banco não consegue alavancar aquela aquisição sozinho
então
ele vai lá e distribui isso no mercado de capitais
e
esse empréstimo trada depois
a
gente faz isso também a gente compra a gente tem alguns empréstimos bem interessantes no nosso nosso portfólio
então
nosso portfólio de listados a gente tem empréstimos de bancos de Leverage Loans que a gente comprou a gente tem coisas como por exemplo
o
Exit Financing o financiamento o bonde que financiou a saída da Latam do Chapter 11 nos Estados Unidos
cara
ele saiu a 17% em dólar
ele
é espetacular tinha
um
monte de gente aqui discutindo
se
você parar para pensar naquele
bonde
saiu um Leverage Loan e um bonde na saída do Chapter 11
nos
Estados Unidos no modelo do Chapter 11 que é a recuperação judicial americana
se o
juiz
o
Exit Financing é um pré-requisito para autorização da saída da recuperação judicial lá deles
não
é brincadeira é um papel
que
sai
tem
que sair
senão
a companhia não sai senão a companhia não sai da recuperação
então a
Latam para conseguir financiar a saída
ela
ecotizou o crédito anterior então ela transformou grande parte do crédito em caixa ela fez mais uma baita injeção de caixa além disso ela deu todo o business de carga dela como colateral
e
mais recebível de cartão de crédito
então
era
o
empréstimo e o bonde que financiaram a saída da Latam da recuperação já passando o feio do Covid então você já tinha a recuperação da indústria por conta do fim do Covid
você
tinha a ecotização de toda aquela dívida parte importante da dívida que tinha virado o equity na Latam mais uma infusão de caixa mais uma infusão de equity mais de 2 bilhões de dólares mais o business de carga mais os recebíveis mais a senioridade de você ser a dívida a última dívida que facilita a saída da companhia da recuperação judicial a 17% em dólar
claro
isso aí a gente comprou por exemplo
de
novo não é o que é o porquê
é
a saída da recuperação judicial num cenário onde não tem não tinha liquidez na recuperação do Covid é contextual contextual você fala assim Daniel você gosta de investir em companhias aéreas não
Daniel
você gosta de investir em Exit Finances um Chapter 11 com um bocado de colateral tendo acabado de equitizar toda a estrutura de capital de quem está se financiando
sim
então a gente já troca muito dessas ideias com a Verde e se a gente por acaso virar sócio talvez a gente troque ainda mais no futuro é Parreiras conversa com a gente uma vez por mês ele vai lá na Lúmina
eu
uma vez por semana estou batendo papo com o pessoal da Verde de um e duas vezes por semana então está
mesmo
que a gente ainda não seja sócio a gente já está trocando muita experiência uma observação
perficaz Luiz e Daniel
dois
nomes que já tem uma preeleção a estar lá na Verde tem o Daniel
isso gera confusão
isso gera confusão isso
gera
confusão
muitos Daniels
o
Daniel queria que você contasse para a gente o maior acerto que você teve na sua carreira como investidor
o
maior acerto
o
maior acerto
voltando
ao ponto de
não
é crédito não é equity
é
o deslocamento
e
não é o que é o porquê
o
maior acerto foi o investimento que a gente fez
que
foi um investimento numa linha de transmissão
que
estava na fase de projeto
e
a gente financiou
a
dívida e o equity
a
gente comprou a gente financiou o projeto para os empreendedores fizemos a debenture para carregar a primeira fase do projeto até ele chegar no estágio onde ele podia ser refinanciado por um banco
e
botamos o dinheiro de risco capital de risco para o equity para construir a linha de transmissão subterrânea e depois a gente vendeu essa linha de transmissão
a
gente refinanciou a dívida e saímos com o banco
e
refinanciamos o equity saindo para um estratégico que é a Isacetep e
esse
é o que o melhor investimento que eu já fiz é uma linha de transmissão subterrânea agora é o porquê
porque
é o seguinte
essa
linha de transmissão subterrânea é
um
projeto
que
foi
o
último projeto de transmissão
do
governo Dilma pré-impeachment
então
ele saiu ele foi outorgado num custo de capital implícito que foi o maior custo de capital da história recente do Brasil
no
câmbio que tinha sido o maior câmbio da história recente do Brasil
então
o AQ regulatório que é o retorno
que
se permitia saiu inusualmente alto
além
disso
a
NEL não tinha
não
tinha muito parâmetro
para
estimar o CAPEX de uma linha de transmissão subterrânea
porque
os parâmetros eram todas linhas de transmissão aéreas
então
ela teve que estimar o CAPEX meio no escuro
e
alguns dos equipamentos eram fornecidos por um quase monopolista
que
no meio daquela confusão toda botou o preço que quis do ponto de vista de cotação então o CAPEX saiu super estimado
o
cujo capital saiu super alto
e
no final no final esse foi um projeto que acabou que acabou saindo ao matir nominal por uma linha de transmissão
de
algo como 40%
que
é que é uma coisa que você vê uma vez na vida
né aí
a gente falou puxa esse projeto é tão tão tão tão tão tão bom
que
ele comporta muita trombada e muito problema na execução do Greenfield
e
aliás se a gente revender o projeto como tá a gente provavelmente vai ganhar dinheiro só revendendo o projeto
aí
a gente financiou os empreendedores que estavam ilíquidos
um
deles tinha tido um problema
dois
deles tinham tido problemas importantes que tinham constrito a liquidez deles
então
eles não podiam carregar o projeto sozinhos
então
a gente basicamente essa foi uma junção do beta a gente pegou todo o beta de uma pra impeachment com a resolução de um problema
com
a oferta de liquidez a
gente
fez as três coisas no investimento só
acho
que nesse a gente fez no equity acho que a gente multiplicou nosso capital por seis vezes
e
na dívida a gente ganhou vinte e tanto por cento ao ano
então
esse foi o melhor investimento que a gente fez na vida
e
o e
o maior erro
o pior investimento
tem
que falar de tudo aqui
o
maior é que teve o maior erro e o pior é que eu acho que eles não foram a mesma coisa mas o pior o pior investimento que eu já fiz na vida foi meu primeiro investimento
pelo
menos eu queria pô mas é horrível eu queria eu teria preferido que tivesse o terceiro o quarto alguma coisa dá certo aí você sabe o que você sabe o que você está fazendo qual é o primeiro
o
primeiro investimento que eu fiz foi foi no
o
primeiro investimento que eu fiz foi em 2011
foi
2011 eu tinha sempre essa cabeça de proteção de principal de resolver o problema desde o comecinho o programa de investimento na minha cabeça era
esse aí me
procurou uma
me
procurou uma família
e e
falou olha a gente tem uma participação
a
gente tem uma participação numa mineradora
minera
de ferro
minera
de ferro está 180 tonelada e tal
vai
ser essa mineradora vai ser a nova Fortescue no Brasil
e
vários investidores hedge funds já botaram 1.2 bilhões de dólares nessa mineradora para fazer uma consolidação de minas second tiers no triângulo lá no triângulo de Minas Gerais onde tem todas as onde tinha na época todas as minas que a Vale tinha deixado escapar e estava consolidando
tinha
um fundo que estava consolidando isso se chamava Harbinger um hedge fund grande americano
hedge
fund americano fazendo consolidação de minério de ferro no Brasil você já devia desconfiar mas
ele
estava lá e eles tinham levantado um caminhão de dinheiro 1.2 bilhões de dólares
essa
família tinha vendido uma das minas
para
esse para esse grupo de fundos de investimento
então
ela tinha virado minoritária desse negócio falaram olha
está
aqui o pitch do banco de investimento
que
a
gente
vai fazer um IPO e a gente vai valer
4
dólares por ação
eu
só quero tomar emprestado com base nas minhas ações 1 dólar
ok
parece uma margem parece um lonto velho muito bom uma coisa que vale 4 dólares por ação se dá em colateral para tomar só 1 dólar
aí
eu fiz análise do deal e montei modelo DCF de 10 anos aí para fazer um DCF de uma mineradora você tem que descobrir qual é o preço do minério de ferro para descobrir qual é
o
preço do minério de ferro você precisa construir um modelo de oferta de demanda de minério de ferro
aí
você precisa estimar qual que é elasticidade qual que é o slope da curva de oferta de minério de ferro aí você precisa ver onde a tua mineradora está nos quartis o coeficiente ela é com o coeficiente ela não é aí tinha todo aquele papo que até hoje a gente escuta ah não o preço do minério vai ficar alto porque se o preço do minério na época cair abaixo de 90 dólares por tonelada o chinês que é o produtor marginal ele desliga e aí você tem lá 40 milhões de toneladas que desaparecem isso é
um
mecanismo de autorregulação do mercado então que nem as histórias que a escuta de petróleo então o preço nunca vai cair abaixo de X na época era 90 dólares
para
o minério de ferro nossa eu acreditei para aquilo eu trabalhei trabalhei trabalhei construí um modelo não só eu mas
na
época meus sócios o
antenor
que está lá na farla a gente
discutiu
discutiu discutiu
profundamente
esse negócio e tal
não
é é isso é isso aí faz sentido é defensivo aqui na verdade está 180 esse minério pode cair pela metade
aí
eu falei ah mas
não
é suficiente deixa eu tentar ver se o mercado de IPO fechar como é que eu faço para sair desse empréstimo porque o colateral do meu empréstimo são
são
as ações
uma
companhia privada
aí
falaram não, não, não olha cá entre nós
isso
aqui é o que os bancos de região chamam de dual track
onde
você faz um IPO ou você vende a companhia no M&A
e
olha tem uma oferta desse cara Ike Batista
não
tem erro
o
Ike já mandou uma oferta aqui só que é uma oferta a 2 dólares e meio por ação
não
é não
são os 4
não são os 4 e não tem erro mas está aqui a oferta eu pensei bom eu vou emprestar 1 dólar por ação
quando
o negócio que tem uma cobertura do Ike é 2 dólares e meio por ação que tem um IPO que o banco está dizendo que vale 4 dólares por ação
fui
lá e fiz
um
empréstimo com um milhão de estruturas um milhão de produtos mas fiz fiz o empréstimo
ano
seguinte
minério
de ferro começa a cair
caiu
caiu caiu caiu caiu
ele chegou a bater 40 dólares por tonelada
chegou
a bater 38 39 dólares por tonelada
a
38 dólares por tonelada
não
é que nenhuma dessas empresas chega perto de sobreviver
mas
qual foi a primeira lição
minha
lição é a
seguinte quando
a Vale do Rio Doce se o preço do minério cair num patamar tal onde a Vale do Rio Doce não gera mais caixa
o
Enterprise velho o valor da firma da Vale não zera
porque
as pessoas assumem que o preço volta um dia e está tudo bem
mas
quando você é uma empresa que precisa captar dinheiro para poder construir os seus pits as suas minas para poder botar elas em produção para um dia virar uma mini Vale do Rio Doce
quando
o preço cai
aquele
beta aquela volatilidade aquela variabilidade marca o ecossistema de financiamento da empresa e ela vira infinanciável mesmo que o preço caia para 40 e volte para 180 a startup ela não é financiável do mesmo jeito que ela era antes do preço é que nem a empresa de tecnologia agora todo mundo vai lembrar do dia onde a empresa de tecnologia caiu 80% e ninguém vai olhar do mesmo jeito por vários anos a empresa de tecnologia que não gera caixa vai ser vista por alguns anos de um jeito diferente do que ela era vista até o fim da era de ouro estão saindo estão saindo de um período
de
um bull market para commodity chinês
de
2000
que
é o grande comprador de minério de ferro de 2000
até
2012
12
anos malucos de consumo consumo consumo consumo de minério de ferro inclusive sobretudo na recuperação da grande crise financeira de 2008
ninguém
estava acostumado com o
que
acontece com o ecossistema de financiamento da empresa ponto um a empresa perdeu completamente a habilidade de levantar dinheiro
ponto
dois
o
maior acionista da empresa
que
era tal da harbinger aconteceu com eles um negócio que
você
vai ver assim pouquíssimas vezes na vida
que
é esse cara o head funder que era o principal desse head funder chamava Phil Falcone
ele
foi processado nos Estados Unidos o fundo dele foi liquidado
porque
não só ele teve problemas no portfólio ele resolveu construir a maior rede de fibra ótica dos Estados Unidos
e
se atrapalhou no meio do caminho como
em
se atrapalhando ele resolveu sacar dinheiro do fundo emprestar dinheiro para si mesmo para pagar o seu imposto de renda isso nos Estados Unidos é uma encrenca
então
o fundo foi liquidado ele foi sapina e ele foi
não
sei se ele chegou a ser indiciado
mas
ele perdeu a habilidade de continuar a tocar o fundo
no final o nome Ayke Batista que você falou calma
calma
aí obviamente
o
Ayke deixou de ser um comprador
aí
depois até aí
aquela
piada ainda sobrevivendo rastejando mas ainda sobrevivendo
aí
a gente foi informado coisa que eu não sabia devia ter pegado na diligência
que
a
a
principal mina dessa companhia tinha uma cava
que
precisava passar por um processo de supressão que
o
Ministério Público e
os
órgãos ambientais não autorizaram
então
a principal mina dela não podia produzir minério de ferro
porque
ela não podia basicamente fazer a supressão da cava
da
principal mina
e
demorou anos até resolver esse problema
então
a principal mina
na
prática teve a sua produção obstaculizada
o
principal acionista implodiu e começou a
ter
que vender as ações no mercado secundário de uma companhia privada a qualquer preço então o valor do equity da companhia derreteu o preço do minério de ferro foi de 180 para 40 eu ainda estava vivo
aí
me liga alguém da família e fala
puxa
é tem
um
problema
terrível que não é culpa nossa para dividir com você
mas
o que aconteceu
olha
teve um acidente regulatório um acidente regulatório é não vem aqui a gente precisa se encontrar ao vivo o que aconteceu
é
o seguinte
o
meu pai
o
titular da mina que vendeu as ações
em
1900 e bolinha
ele
foi pagar a viagem para a Disney sei lá de quem
e
tinha dinheiro fora
e
usou um doleiro
ele
foi parar na lista de clientes
do
doleiro
como
ele é um sujeito famoso empresário famoso a polícia local
colocou
ele como chefe da quadrilha
a
gente acabou de tomar uma busca e apreensão aqui na sede da nossa empresa nossos bens inclusive as suas ações estão indisponíveis
então
eu fiquei
com
a companhia interditada
com
o comprador indo para o vinagre o principal acionista dela virando pó o preço do minério no chão e as minhas ações potencialmente indisponíveis
eu
MBA isso aí
a
gente reestruturou reestruturou reestruturou reestruturou eu sobrevivi
no
final eu vendi as ações que eram o colateral para a
Glencore
mas
a gente perdeu 50
centavos no dólar
do
nosso investimento
o
meu pior prejuízo até hoje
foi
ter pedido 50 centavos no dólar em investimento que eu fiz uma vez foi esse foi o meu primeiro
dado
o contexto eu acho que nem é tanto parece que nem é tanto acho que o desgaste emocional
qual foi meu erro aliás o que faltou dar errado nesse negócio tudo deu errado
tudo deu
errado
tudo deu errado mas
mas
por que eu coloco isso porque investimento tem um processo
tem
um processo e tem um investimento às vezes o processo está certo e
o
investimento dá errado
porque
você não vive no mundo determinístico você vive no mundo estocástico às vezes você
faz
tudo o que você tem que fazer você investe do jeito correto e dá errado
você
fala Daniel mas você deu muito azar
por
que que
por
que que isso tinha um erro
que
eu cometi um erro naquela época na estrutura desse investimento que
eu
jurei cometer novos erros mas não esse erro de novo
que
é
quando
você investe em crédito
não
tem problema
nesse
tipo de crédito
não
tem problema você ter um colateral
que
é uma participação minoritária na empresa
desde
que a dívida seja um instrumento líquido
deu
ruim
você
vende com prejuízo mas você vende
ou você
tem um instrumento que é completamente líquido privado como esse empréstimo que eu fiz
mas
quando você converte no colateral você é o mestre do seu próprio destino
você
pega o colateral e você vende ou não vende se você quiser ou não quiser
quando
você faz um empréstimo lastreado em ações de uma companhia privada
e
você converte num colateral que é uma participação minoritária de uma companhia privada
você
comete o erro que é um erro
tem
pecados capitais e pecados veniais no meu mundo esse é um pecado capital eu aprendi que é o pecado de você ser
ao
mesmo tempo
ao
mesmo tempo
você
ser emprestar ali
e
ser ilíquido
certo
e converter num colateral sobre o qual você não tem controle
não
tem problema nenhum
você
ser ilíquido com controle
nenhum e
não tem problema nenhum você ser líquido sem controle
mas
ser ilíquido sem controle do teu colateral nunca mais eu fiz na vida
e
esse foi o erro que eu cometi que
eu tenho